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CERESP Ipatinga

A atual situação do Ceresp de Ipatinga será debatida pela sociedade, com diversos segmentos que estarão representados durante uma reunião que acontecerá, na próxima quarta-16, às 19h30, no C4- Centro Comunitário Cristão do Cariru. A convocação é do Pe. Geraldo Ildeu, da Paróquia Sagrado Coração de Jesus - Cariru, que vem alertando para o problema da superlotação de presos, quatro vezes superior a sua capacidade original. Na tentativa de unir esforços para ajudar o CERESP, o Padre já manteve contato com as autoridades constituídas judiciárias, buscando seu parecer e sua orientação sobre este propósito. Diante dos fatos o Pe. Geraldo está convidando a imprensa e lideranças para esta reunião. “O Poder Judiciário realiza os julgamentos, cabe ao Poder Executivo criar condições físicas para que a pessoa do prisioneiro possa se recuperar e não se brutalizar ainda mais. Entretanto a Igreja e a Sociedade não podem, ficar alheios ao que ocorre no sistema prisional em Ipatinga”, afirma o Pe. Ildeu.

 
Construções fora da lei

O ‘boom’ da construção civil na região mudou a configuração urbana. Agora a tendência é a verticalização. Não há como negar. Basta passar pelas ruas da cidade para perceber o crescimento de arranha-céus. No entanto, esse crescimento traz alguns reflexos negativos para a estrutura urbana da cidade. Muitas construções não possuem garagem e isso é ilegal em Ipatinga. A Lei Municipal nº 2575 de 12/08/2009, altera o Código de Posturas da cidade. A nova lei torna obrigatória a construção de uma garagem tanto para prédios comerciais como residenciais. Nos dois casos é obrigatória a disponibilização de uma garagem para cada unidade habitacional ou comercial. Esses quesitos serão imprescindíveis para a liberação de alvará por parte da prefeitura a partir da data da lei.

O estacionamento também passa a ser obrigatório para universidades. De acordo com o texto, as instituições são obrigadas a disponibilizar estacionamento para 40% dos alunos. A distância máxima do campus para a construção da área é de 250 metros. Segundo o vereador Nardyello Rocha (PMDB), autor do projeto que originou a lei, o objetivo é frear o crescimento desordenado que se impôs na cidade. “A situação está caótica. No Centro, por exemplo, por falta de garagens as pessoas que lá trabalham deixam os carros nas ruas ou nos estacionamentos. Nos bairros que abrigam faculdades a situação é a mesma. O crescimento desmedido só traz prejuízos”, declarou o vereador.

Questionada pela reportagem sobre a fiscalização das obras, o diretor do departamento de uso e controle do solo da Prefeitura de Ipatinga, Elivelto Eduardo Bittencurt , informou que a fiscalização é feita diariamente. “Nossa rotina é de passar pelas construções verificando se há alguma irregularidade”, alegou. Ainda de acordo com Erivelto, a multa para a construção irregular varia de 10% a 100% da unidade padrão fiscal. Cada unidade equivale a R$ 65,52. Elivelto explicou que ao ser notificado o responsável pela construção tem cinco dias para regularizar a situação. “A pessoa recebe uma notificação e tem esse período para resolver o problema. Mas primamos por um trabalho educativo. Antes de punir, damos orientação. Nossa prioridade é prevenção”, afirmou.

 
Tratamento de esgoto sem odor

Filtros biológicos. Essa é a solução encontrada para o tratamento de esgoto não emitir desagradáveis odores. A técnica é utilizada pela Companhia Espírito Santense de Saneamento (Cesan), em duas ETE’s, de Arecê, em Domingos Martins, e outra em Vitória. A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) levou a imprensa e líderes comunitários da região para conhecer o local. O esgoto é tratado por meio de utilização de filtros biológicos, que captam a passagem de gases por uma caixa formada por terra, areia, carvão e serragem, para purificar o ar antes. Em Ipatinga, no processo de tratamento, o gás que é gerado dentro do reator será coletado, transportado por uma tubulação específica e depois queimado, não prejudicando a camada de ozônio e diminuindo o odor.

A aplicação de nova tecnologia está em fase de conclusão na ETE em Ipatinga e será aplicada na estação a ser construída em Coronel Fabriciano. No processo utilizado o gás gerado nos reatores é queimado. O técnico de sistema de saneamento da Cesan, Eduardo Vivacqua, disse que o processo retira todo o material orgânico que chega no esgoto. A ETE que a Copasa quer construir em Coronel Fabriciano, alvo de críticas da população do bairro Santa Terezinha e do condomínio Aldeia do Lago, é parecida com a ETE em Pedra Azul, distrito de Domingos Martins. No entanto, ela tem o processo do tratamento em um segundo estágio de reatores anaeróbios. Mas o modelo queima e trata os gases nos filtros biológicos. O chefe do Departamento Operacional Leste, Valério Máximo, informou que o modelo pode ser aplicado em escala maior. “A ETE, já projetada para Coronel Fabriciano prevê os filtros biológicos e o lodo biológico, um dos subprodutos do tratamento do esgoto, será centrifugado e destinado a um aterro sanitário”, falou.

 
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