Perigo na travessia do Horto

Oacesso ao bairro Horto,pela BR-381 tem ficado cada vez mais difícil para moradores, estudantes e pessoas que trabalham no local. Basta passar pela avenida Pedro Linhares para ver idosos, jovens, adultos e crianças à margem da rodovia à espera de uma oportunidade para atravessar. Como o fluxo de veículos no local é intenso e não existe nenhum mecanismo de redução de velocidade, muitos se arriscam em meio aos carros e nem todos terminam com sorte. Só neste ano duas pessoas já morreram no local. Os moradores do bairro e estudantes reivindicam uma passarela para uma travessia segura.

A professora Eliana Gomes Martins reside no bairro Santa Mônica e uma vez por semana tem que atravessar a BR quando vai para a faculdade em Coronel Fabriciano. Segundo ela, as condições são péssimas e a todo momento as pessoas correm risco de vida ao tentar atravessar. “Vejo idosos, estudantes, mães com filhos no colo ficando vários minutos para tentar conseguir passar. Está muito perigoso. Precisamos nos mobilizar para brigar pela instalação de uma passarela no local. Está impossível atravessar e muita gente está se acidentando”, declarou. O presidente do Conselho Regional Orçamentário da Regional 2 , Adelson Brum, informou que no momento está previsto apenas a construção de um semáforo manual com ruacana, semelhante ao instalado perto do Shopping do Vale. “Esse semáforo ficará ao final da avenida Castelo Branco, próximo a loja LC materiais de construção. Ele vai atender mais ao pessoal da Rua Imbuia, onde cerca de 300 moradores tem dificuldade para acessar o outro lado do bairro”, explicou. Mas a passarela ainda deve demorar sair. Segundo Adelson, a construção depende de uma parceria entre a Vale e a Prefeitura de Ipatinga.

 
Sindmoto

 
Moradores do Vila Ipanema ainda não podem usar poços artesianos

Os moradores do bairro Vila Ipanema continuam proibidos de usar a água dos poços artesianos ou cisternas. É o que aponta a primeira etapa do relatório sobre a poluição por benzeno no lençol freático do bairro Vila Ipanema. A investigação é feita pelo Ministério Público, uma equipe da Universidade Federal de Ouro Preto e pela própria Usiminas, que possivelmente foi a responsável pela contaminação. Conforme comunicado emitido pelo promotor Walter Freitas de Moraes Júnior, o relatório indica que não há fluxo de agentes contaminantes em direção a outros bairros de Ipatinga e simula os efeitos das ações de remediação da contaminação. O monitoramento do ar não detectou a presença de gases tóxicos, o que indica a contenção da contaminação no lençol freático sem riscos de exposição da população aos compostos contaminantes.

Enquanto o relatório não é concluído a Usiminas vai pagar a conta de água para os moradores que possuem cisterna ou poços. Alguns reclamam que ainda não se acostumaram com a água oferecida pela Copasa. Mas ainda não há previsão para inicio do processo de descontaminação, o que depende de estudo para identificação da melhor técnica para acelerar a degradação do agente contaminante. O promotor informou que ainda não há previsão para conclusão do relatório, e enquanto isso a Usiminas fica responsável por custear os gastos com água dos moradores impossibilitados de usar suas fontes alternativas.

 
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