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Sindicatos da região discutem campanhas salariais no TRT

As campanhas salariais da Usiminas e da Arcelor Mittal Inox Brasil Tubos foram parar no Tribunal  Regional do Trabalho de Minas Gerais (TRT-MG). Na quinta-feira-28, o Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Timóteo e Coronel Fabriciano (Metasita) se reuniu, pela segunda vez, com ArcelorMittal Inox Brasil Tubos na sede do tribunal, em uma audiência de conciliação que terminou sem avanços. Uma nova reunião foi marcada para o próximo dia 11, às 15h. O TRT também deu parecer positivo ao dissídio coletivo impetrado pelo Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Ipatinga (Sindipa) contra a Usiminas. A audiência de conciliação foi marcada para terça-feira-2,16h, em Belo Horizonte.

A ação do Sindipa foi impetrada porque a empresa se recusou a prosseguir as negociações e aplicou a correção de 4,18% em dezembro e R$ 600 em abono salarial para seus empregados. “Depois de 50 anos, a Usiminas é obrigada a negociar na justiça. Este é o resultado de tanta intransigência desta nova direção, que só quer prejudicar os trabalhadores”, afirma o presidente do Sindipa Luiz Carlos Miranda. O sindicalista ainda acredita em uma vitória no tribunal “vamos reparar esse abuso da empresa, o judiciário tem mostrado sensibilidade com a causa trabalhista e punido com rigor as empresas exploradoras. A campanha salarial da Usiminas começou em outubro.

Metasita

Em Timóteo, a novela é dos trabalhadores da Arcelor Tubos, que desde setembro de 2009 tentam fechar um acordo. Os funcionários chegaram a entrar em greve no último dia 19, mas tiveram que voltar ao trabalho no dia seguinte por força de liminar que considerou a paralisação ilegal. A atual proposta da empresa é reajuste de 4,5%, Participação nos Lucros (PL) de R$ 1.100, mais abono de R$ 200. A contraproposta é semelhante a última rejeitada pelo trabalhadores, tendo como novidade somente o abono. “Percebemos que a empresa está protelando a decisão. Sabemos que essa proposta não será aceita. Mas a levaremos para uma assembléia na próxima semana”, declarou o presidente do Metasita Carlos Vasconcelos. As principais reivindicações dos trabalhadores são reajuste de 4,5%, Participação nos Lucros de R$ 3.200 fixos mais 70% do salário-base, com garantia mínima de R$ 4.200, retorno de férias de 50% do salário-base. O sindicato se reunirá com a empresa em São Paulo, na quarta-feira -3, às 10h.

 
Traições marcam eleição na Câmara de Fabriciano

Traição. Essa foi a palavra mais repetida por políticos do Executivo e Legislativo de Coronel Fabriciano. Após a eleição da Mesa Diretora, realizada no último domingo (20), a troca de farpas entre vereadores e o prefeito Chico Simões (PT) esquentou o cenário político. O presidente Vanderlei Cupertino, o Canídia (PT), foi acusado de traição pelo prefeito e pelo primeiro secretário Djalma Eugênio (PT). É que Canídia “virou a casaca” com apoio de Francisco Lemos (PDT) eleito vice-presidente pela segunda vez. Dois dias antes da eleição, a base governista já contava com a vitória após um acordo que fechou com Luciano Lugão (PSB), como presidente, Adriano Martins (DEM) como vice e Djalma Eugênio no secretariado.

Mas no dia da eleição, a oposição veio com tudo e registrou a segunda chapa com Canídia, Lemos e José Cleres (PSB). Na hora de votar, José ficou de fora porque Canídia acabou votando no companheiro de partido, Djalma Eugênio. A posse está marcada para o dia 1º de janeiro de 2010, às 18h30, no plenário da CMCF. Os vereadores Andréia Botelho (PSL), Lemos, Nivaldo Lagares Pinto – Querubim (PDT), Natalino Moraes (PDT) e José Cleres Gomes votaram em Canídia para presidente e Lemos para vice; ficando 6 votos contra 5. Já Luciano Lugão, Marcos da Luz (PT), Djalma Eugênio, Adriano Martins e Wailsom Lima (PR), votaram em Luciano Lugão para presidente e em Adriano Martins para vice. Para o cargo de primeiro secretario, os votos de Canídia, Djalma, Luciano Lugão, Marcos da Luz, Adriano e Wailsom foram para Djalma Eugênio; os demais votaram em José Cleres, ficando 6 votos contra 5.

O mandato da Mesa Diretora é de apenas um ano. Apesar da acusação de traição, Canídia garante que governará a Casa alinhado com o governo municipal. “Não abro mão de ser governo. Farei uma administração com responsabilidade, vamos ser governo com responsabilidade e votar no que for bom para cidade”, declarou. Como o concurso da câmara não foi realizado Canídia deve trocar boa parte dos 38 cargos comissionados, principalmente os técnicos. Chico Simões acusou Canídia de traição, uma vez que ele foi um dos articuladores do acordo com Luciano Lugão para a presidência com apoio do PT. Do lado de lá, Francisco Lemos acusa Lugão de ter traído um acordo feito entre os opositores em que ele seria presidente em 2011.

 
Construção da ETE termina o ano na Justiça

Aconstrução de uma Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) em Coronel Fabriciano, que gerou uma grande polêmica no município regada a troca de ofensas entre Executivo e Legislativo, terminou o 2009 na Justiça. A decisão sobre a construção da ETE está nas mãos do judiciário, que suspendeu a construção em segunda instância. O diretor operacional da Copasa, Valério Máximo, disse que a empresa aguarda uma decisão final e mantém sua posição favorável à construção da estação. “A Copasa procura comprovar na Justiça que cumpre com a legislação ambiental e que o melhor local para a ETE é o apontado pela empresa. Continuamos querendo construir a estação”, frisou o diretor. O local pré-definido para construção fica entre os bairros Santa Terezinha e o Mangueiras.

Valério Máximo frisou que esse imbróglio prejudica a população do município e redondezas. “Elas estão sem esgoto tratado. Por isso, tentamos sensibilizar o Legislativo, Executivo e Judiciário, pois vemos discussão em Conpenhague sobre os impactos ambientais do mundo. Todos querem um meio ambiente saudável. É isso que a Copasa busca. Precisamos tratar o esgoto para melhorar qualidade de vida das cidades”, argumentou Valério.

 

Taxa

Na última semana a empresa conseguiu derrubar a liminar que a obrigada a cobrar apenas um terço da taxa de esgoto, calculada sobre 60% da conta. No dia 27 de novembro, por meio de ação impetrada por uma Ong Ambiental de Fabriciano, a Justiça determinou a redução. As contas emitidas desde então contavam com desconto. Mas com a reversão, a empresa voltou a cobrar 60% desde o último dia 17.

 
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