Parabólica

Pleito adiado

Para nós do Classivale a suspensão do processo eleitoral marcado anteriormente pelo TRE, não nos causou nenhuma surpresa ou indignação, tão pouco estranheza. Há varias edições, o nosso semanário vinha alertando para o fato de que novas eleições não poderiam ocorrer, enquanto tivesse um processo para ser julgado no TSE ou STF, envolvendo os candidatos Quintão e Chico. O TRE marcou novas eleições confirmando as cassações de primeira instância com base nos processos julgados pela sua corte e não restando nenhum outro em seu poder para ser julgado, esgotando todos os recursos. Só que no TSE e STF ainda se encontram recursos dos dois candidatos, em instância superior. Dessa forma, o TRE deveria ter enviado à corte do TSE a sua decisão antes de marcar novas eleições. O que seria mais coerente antes de promover todo esse imbróglio. São esses desencontros que deixam o povo ainda mais desconfiado, descrente, à mercê das brechas das leis. Mineiro é ressabiado, desconfiado por natureza, por tradição, Uai!

 

Carros adesivados

Com a paralisação da campanha eleitoral de Ipatinga, as empresas de adesivos e gráficas perderam no faturamento com a suspensão da campanha. Já que falamos em carros adesivados, por que será que em todos os carros da campanha de uma candidata só tem a foto dela e não tem do seu vice? Aliás, todo o material de propaganda da candidata só mostra a foto dela. Será que o vice não pode aparecer? Mistério!!! Já dizia aquela personagem da novela Tiêta, a Perpétua, interpretada por Joana Fon.

 

Panfletagem

Assim que foram suspensas as eleições extemporâneas em Ipatinga, começaram a surgir vários panfletos na cidade contando os “podres” de cada candidato; de cada componente de chapa. Os nomes envolvidos foram os de Quintão, Rosângela e Robson Gomes. Lene Teixeira está em outro foco, é vista com outros olhos na briga interna do PT pela família Ferramenta, incluindo os “chiquistas”, aqueles que seguem o nome, nunca a ideologia do partido. Os panfletos acusatórios trazem assinaturas dos partidos. Essa lavação de roupa suja em público tem uma vantagem: o leitor se vê diante dos fatos negativos de cada um, de certa forma, de alguma verdade até então só restrita a alguns militantes e imprensa. Quando a verdade aparece a população fica cada vez mais sem saber quem é o bom nessa história.

O foco ficou mais evidente com esses ataques tomando lugar das campanhas depois que o processo eleitoral foi suspenso. Muita coisa ainda vai rolar e o povo tomará conhecimento de novos informativos criticando este ou aquele candidato, tornando-se público aquilo que se oculta de baixo do pano. É a política ou politicagem ao modo brasileiro de ser. A verdade é que os políticos estão cada vez mais desacreditados que se o voto não fosse obrigatório, o povo não iria nem votar, grande maioria não compareceria às urnas. Enquanto isso as propostas e projetos para uma cidade melhor continuam sendo deixados de lado.

 

Entre tapas e beijos

Em Fabriciano o refrão que está na boca do povo, sendo o mais cantado é “Entre tapas e beijos... se de dia agente briga, a noite agente se ama...”. Depois de muitas brigas e discussões sobre a implantação do Parque Linear, no final foi feito o acordo entre Legislativo e Executivo e o projeto votado e aprovado.