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Um adeus a Luciano Pascoal

A notícia me pegou de surpresa, assim como foi com centenas de amigos que tinha na região. O falecimento do técnico de futebol Luciano Pascoal, amigo de longa data. Foi uma das primeiras pessoas que conheci em Coronel Fabriciano. Convivi com ele no mundo do futebol e fora dele, desde 1980, quando cheguei para trabalhar na região, mais precisamente na rádio Educadora. Fui o seu cupido na bela união que teve com a esposa Irany, sobrinha do amigo, na época vereador Agostinho. Foram tempos saudáveis, de parceira e amizade. Caminhamos juntos um incentivando o outro. Tive momentos importantes na vida dele como treinador. Na sua ida para o Cruzeiro, nas categorias de base. Me lembro que muitas vezes me ligava falando do seu trabalho no Cruzeiro, onde era funcionário do clube, às vezes manifestava vontade de deixar a base, e quando era auxiliar, sempre que o treinador do profissional era trocado. César Massi e Dr. Lidson Postch, garantiam para mim, para Hélvio Vitareli e Osmar Amorim, a permanência dele no clube.

Outro fato importante foi a sua ida para o Vila Nova, após deixar o Cruzeiro depois de seis anos. Ao assinar como treinador do Leão, ganhou de luvas um carro Verona da Ford, vermelho, zerinho, ainda com as poltronas cobertas pelo plástico e me telefonou chamando para ver. La fui eu, num sábado, às 10h, na Magalhães Pinto, no bar do Luciano me encontrar com o Pascoal e sua Irany para ver o novo possante e a felicidade de ambos. Foram muitas histórias, desde o gramado do Luisão, passando pela Educadora, PUC Vale do Aço, clubes do interior e nossas aventuras pelos caminhos do Vale do Aço nesses 30 anos de convivência. Que Deus conforte seus familiares e que sua alma purificada, em paz, goze da vida eterna.

 

* Saiu Flávio Lopes chegou Gilson Kleina - Tigre troca seis por meia dúzia. Na verdade, não era adepto de Flávio Lopes, o treinador, não a pessoa. Veio para salvar o time na reta final da Série B, conseguiu, motivou parte do grupo e deu seu recado. Mas daí a sua permanência para 2010 foi um erro. Não esquentou o lugar, foi esperto, pois teria pela frente duas partidas das mais difíceis, Cruzeiro e Atlético em seqüência e se mandou, viu no jogo contra o Tupi o fraco desempenho de seu time depois de uma pré-temporada de mais de 40 dias. Chega Gilson Kleina, já esteve por aqui em 2007 e deixou o Tigre na mão antes de uma partida, foi apadrinhar o casamento de um irmão no Paraná e depois voltou, não teve comprometimento, assim como o Flávio Lopes em seus chamados projetos, anunciados durante as suas apresentações como novos treinadores. Como não há multa recisória, fica o dito pelo não dito. Não se deve esperar muito do novo comandante, pois não há tempo hábil para um trabalho de imediato. As cobranças serão intensas, rápidas como um raio e surgirão de todas as partes. Faltou mais uma vez planejamento, iniciou-se a temporada 2010 e na primeira partida do estadual, derrota para o Tupi, troca-se o treinador e fica a mentalidade. Nada de novo, "tudo como dantes no quartel de Abrantes".