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Futebol de luto Morreu Luciano Pascoal

Ofutebol de Minas e do Vale do Aço se despediu de Luciano Pascoal, ele morreu na madrugada de terça-feira aos 53 anos, vítima de hepatite C, sendo sepultado no final da tarde do mesmo dia, no Cemitério Parque Vale da Saudade, em Coronel Fabriciano. O velório começou pela manhã, assim que foi divulgada a notícia os amigos foram chegando aos poucos, em sua maioria, perplexos com a perda de um grande desportista que reuniu em sua volta em vida milhares de fãs, torcedores de diversos clubes por onde passou, seja como jogador, seja como treinador. O caixão estava coberto com as camisas do Social de Fabriciano e do ideal de Ipatinga. De família tradicional na cidade, eram muitos amigos de infância, ex-jogadores, dirigentes, colegas de trabalho por onde passou. O Vale ficou mais triste, está de luto.

Ele sofria de hepatite C (inflamação no fígado) foi internado na segunda-feira e não resistiu às complicações. Deixa viúva Irany Pascoal Oliveira e uma filha, Isabela, de 22 anos, cursando medicina. Luciano era filho de Nilson Filgueiras e Malba Pascoal, a Dona Zoca.  A hepatite foi detectada há cerca de um ano, ele começou a fazer o tratamento a base de injeções muito doloroso. Quando descobriram a doença, ele já estava com o fígado bastante danificado, relatou a mãe do jogador aos repórteres.

 

Uma trajetória vitoriosa

Tudo começou no Social, na década de 70, o Vasco veio Jogar em Coronel Fabriciano, e Luciano ainda com 16 anos, apelidado de Tostãozinho, pelo seu futebol refinado, no estilo do craque Tostão, encantou os dirigentes do Vasco que o levaram para São Januário. Ficou no Vasco até se profissionalizar. Uma lesão séria no Joelho não deixou que ele prosseguisse no Vasco, voltando a Minas Gerais, jogou pelo América e Vila Nova, Atlético/GO, Galícia da Bahia e por último o Social, onde encerrou a carreira.

Abandonando o futebol ele foi trabalhar como repórter, na Rádio Educadora no departamento de jornalismo e depois do Esporte, onde ficou por um curto período.

De volta ao futebol Luciano teve a sua primeira experiência na carreira de treinador no Grembel, time amador do bairro Bela Vista, em Ipatinga para depois iniciar de fato a sua trajetória de técnico no Ideal, sendo campeão amador de Ipatinga em 1986. Nas categorias de base do Cruzeiro ele se deslanchou na profissão, levado pelos amigos da Máfia Azul Vale do Aço, Hélvio Vitarelli, Osmar Amorim, Wander, na gestão de César Massi e Lidson Postch Magalhães. Foi auxiliar técnico de Carlos Alberto Silva, Jair Pereira, Ênio Andrade e Antonio Lopes, todos no Cruzeiro. Trabalhou como técnico no Social, Ideal já no profissional; Vila Nova, de Nova Lima; Guarani/MG, Mogi Mirim/SP, Esportiva de Guaxupé/MG, Flamengo de Varginha e por último no Pouso Alegre ano passado na Terceira Divisão do Mineiro.

Pessoa carismática, sempre acreditou no seu trabalho e nos muitos amigos de confiança que tinha dentro do futebol. O lado família sempre falou mais alto. Chegou a rejeitar bons contratos por não querer se afastar da família, recusou o convite do Mamoré, de Patos de Minas, no Módulo II ano passado.

Além de ser muito apegado aos pais e irmãos, tinha um amor incondicional, mais do que especial pela filha Isabela e pela esposa Irany, esta que foi a sua maior incentivadora e compreensiva nos momentos distantes. Luciano Pascoal deixa um legado no futebol da região e de Minas, e uma legião de amigos.