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Geral


Servidores questionam suspensão de progressões em Timóteo

 

Alguns dos cerca de 900 servidores efetivos da Prefeitura Municipal de Coronel Fabriciano receberam uma surpresa ao abrir o contra-cheque deste mês. Ao contrário do que ficou definido entre o Sindicato dos Servidores Públicos de Timóteo (Sinsep) a administração municipal, funcionários com o registro n° 928 até 3.411 receberiam suas progressões neste mês e dos demais gradativamente até setembro. A decisão chegou a ser anunciada aos servidores pelo prefeito Geraldo Hilário (PDT), em carta assinada por ele enviada para os trabalhadores. Mas a administração suspendeu o pagamento sem mandar aviso. O clima é de muita preocupação.

Esse é o caso de um servidor que não quis se identificar. “Eu assim como alguns colegas fiz compromissos extras, afinal recebemos uma carta assinada pelo próprio prefeito. Agora se agente não receber muitos credores vão bater na porta dos servidores da prefeitura. Conheço servidores que são advogados que já pretendem entrar na Justiça”, reclamou. Uma outra servidora  está preocupada com a situação contou ainda que ao chegar no departamento de recursos humanos não obteve esclarecimentos sobre o fato.

Para tratar do assunto, a prefeitura montou uma comissão especial que se reunirá com o Sinsep no próximo dia 18. “Eles poderiam ter marcado essa reunião para antes. Dia 18 ainda está longe”, comentou o servidor.

O presidente do Sinsep, Israel Passos, disse que a administração prometeu que haveria pagamento das progressões verticais e as horizontais ficariam para depois. “Mas eles não pagaram nada”, comentou. Israel informou que o departamento jurídico da entidade está avaliando a viabilidade de recorrer à Justiça para resolver a questão. “Isso é um absurdo. Eles já cortaram o vale-transporte para o almoço, as horas-extras e agora as progressões. Vamos tomar providências”, anunciou. A Prefeitura de Timóteo alega que o pagamento foi feito conforme o estabelecido. De acordo com nota enviada pela assessoria de imprensa, a administração ao liberar a folha de julho, 320 servidores concursados, efetivos e em função pública tiveram a aplicação da progressão de nível (horizontal).

 

 
Juíza descarta oposição a construção da Apac em novo terreno

Uma nova área em Ipatinga será avaliada pelo Estado para a construção da Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac). Após encontrar muita resistência de moradores do bairro Forquilha, onde uma área foi disponibilizada para a construção, a administração municipal sugere que a Apac seja erguida em um terreno que fica próximo ao Ceresp (centro de remanejamento de Presos de Ipatinga), entre os bairros Veneza II e Cidade Nova, em Santana do Paraíso.
O local foi anteriormente doado para a construção de um Centro de Internação de Adolescentes Infratores (CIA). No entanto, uma análise técnica classificou o terreno como impróprio. Nesta semana, uma equipe do Estado deverá avaliar a viabilidade do espaço para instalação da Apac.
Com esta novidade fica a expectativa se os moradores das redondezas ou empresários do Distrito Industrial irão se opor ao empreendimento também. Mas a juíza da Vara de Execuções Criminais da Comarca de Ipatinga, Marli Braga Andrade, não acredita que haverá rejeição. “Não acredito em resistência, não vejo quem vai se opor a construção do centro no local. Porque a Apac será ao lado do Ceresp, e ali não tem morador próximo.
Mesmo que tivessem moradores ali eles ao conhecerem a proposta da Apac seriam voluntários e não opositores da obra”, declarou a juíza.
Marli Braga ressaltou a mudança de terreno para a construção da associação não foi feita em função da resistência dos moradores do Forquilha. “Alguns pseudos líderes disseram que a comunidade não quer, mas acredito que esse não era o desejo de todos. Mesmo porque a maioria dos detentos são do Forquilha.  A Apac não está sendo construída no Forquilha porque achamos mais viável trabalhar com essa terreno, dada a agilidade de regulamentação que poderemos ter com ele”, justificou a magistrada.

 
Trabalhadores da região migram da construção civil para a metalurgia

O momento de crise econômica que afetou diretamente a região provocou mudança de comportamento no mercado de trabalho. Essa é a avaliação que o delegado regional do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon), Kléber Divino Muratori, faz do primeiro semestre do ano. Segundo ele, foi percebido nos primeiros seis meses do ano uma migração de categoria profissional. “Um grande número de pessoas saiu da construção civil para a metalurgia, com boa absorção pela Usiminas Mecânica que realizou muitas obras internas. Isso refletiu no número de empregos deste semestre. Na construção civil tivemos retração de 200 funcionários, enquanto que no setor metal-mecânico detectamos aumento de trabalhadores”, avaliou Kleber Muratori.
De acordo com o delegado, o momento é de retomada e as perspectivas para o segundo semestre são otimistas. “Com a redução de demanda por produtos, alguns prestadores de serviço da construção civil precisaram reajustar as contratações, por causa da freada de algumas empresas. Mas o segundo semestre aponta para um cenário mais otimista de uma forma geral”, disse. A grande aposta do setor de construção civil para 2010 é a execução das obras do Programa de Aceleramento do Crescimento (PAC). “Ainda temos muita expectativa que as obras do PAC dêem uma alavancada no setor. Atualmente, no Vale do Aço a obra do gasoduto já está puxando a construção civil. Além disso, a manutenção de alguns projetos da Usiminas de expansão da laminação, a nova Unigal e novas coquerias ajudam a impulsionar a mão de obra na região”, finalizou.

 

 
Robson discute investimentos da Usiminas em Ipatinga

Apesar do cenário de forte retração da demanda, a Usiminas mantém sua confiança no futuro e dá continuidade aos investimentos em curso na ampliação de capacidade de produção. Delson Tolentino, chefe de Gabinete do presidente da Usiminas, Marco Antônio Castelo Branco, e diretor de Assuntos Institucionais da empresa, se reuniu com o prefeito Robson Gomes e o deputado federal Alexandre Silveira, ambos do PPS, e parte da equipe de governo municipal, para criar uma relação conjunta para intervenções através de obras importantes no município. O encontro foi realizado na manhã desta terça-feira (28), no Escritório Central da siderúrgica, em Belo Horizonte.
 Delson Tolentino propôs formar um grupo multidisciplinar de trabalho para desenvolver um novo plano viário para Ipatinga, com interferências e investimentos da Usiminas. O diretor quer o estreitamento das Secretarias Municipais com o Setor de Engenharia da Usiminas “para atender os interesses da coletividade de Ipatinga”. Quatro engenheiros da empresa foram colocados à disposição da Prefeitura para trabalhar em sintonia com o governo municipal.
 “A Prefeitura e a Usiminas tem interesses comuns. Estamos criando uma relação conjunta para intervenções através de obras importantes como implantação de plano de obras de Ipatinga, modernização do sistema viário, construção da nova rodoviária e da central de abastecimento, otimização do Distrito Industrial, implantação do Centro de Internação de Adolescentes (Cia) e da Associação de Proteção e Assistência ao Condenado (Apac), além de uma central de vendas de aço de Ipatinga”, explicou Robson Gomes.
 O deputado Alexandre Silveira considerou a reunião de terça-feira como “um encontro dos mais produtivos para os interesses de Ipatinga e região”. “A grande questão na expansão da Usiminas envolve a geração de empregos e a ocupação destas vagas, além da segurança pública. Analisamos positivamente que o impacto social será grande, mas a nossa preocupação é trabalhar para que os cidadãos de Ipatinga e de toda região Leste de Minas sejam beneficiados com as obras diante de tamanha oportunidade”, ressaltou Alexandre, sugerindo a utilização do aço nos projetos de construção do programa habitacional “Minha Casa, Minha Vida”.
 Representantes da Usiminas e da Prefeitura de Ipatinga voltam a se reunir na terça-feira (4), em Belo Horizonte. Também participaram da reunião o secretário de Serviços Urbanos e Meio Ambiente e Obras Públicas, Antônio Barbosa Filho, o secretário de Desenvolvimento Econômico, Marco Sena, o secretário de Governo, Cemário Campos, e o consultor da Prefeitura, Leandro Xingo.

 
Projeto de passarela será discutido no Amaro Lanari

Os novos diretores da Associação Comunitária de Desenvolvimento do Bairro Amaro Lanari (Acodebal), tomaram posse na última terça-feira (28) com a promessa de dar mais voz à população local no que se refere as demandas do bairro. Entre os pontos discutidos no momento está a construção de uma passarela de travessia da BR-381, na divisa do bairro Horto com Bom Retiro e Amaro Lanari. O novo presidente da Acodebal, Cleusson Robson Magalhães, reclama que a comunidade do bairro não está sendo ouvida na elaboração do projeto. Os moradores reivindicam que a passarela também passe sobre a ferrovia da Vale, às margens da rodovia.
Cleusson Robson alertou para o perigo que os moradores passam ao atravessar a linha à pé, ato que já gerou vários acidentes no local. “A passarela tem mais vínculo com Ipatinga, mas o projeto não atende o Amaro Lanari porque para pegar a passarela os moradores vão continuar a ter que atravessar a linha. Queremos que a passagem venha até o outro lado da avenida do Amaro Lanari. Queremos entrar na discussão do projeto. Eles precisam ouvir a necessidade dos moradores do bairro”, declarou o presidente.
Cleusson Robson disse que as prioridades do bairro também são o debate sobre a construção da Estação de Tratamento de Esgoto na divisa com o Mangueiras, a segurança no trânsito na avenida Brasília e a instalação de bocas de lobo no bairro. “Não somos contra a ETE, mas precisamos ser ouvidos no processo. Também queremos mais sinalização para a avenida Brasília que tem feito muitas vítimas devido ao fluxo intenso de veículos. Outra demanda antiga é a boca de lobo que vem sendo adiada pela administração a muitos anos e não podemos esperar mais”, declarou Cleusson Robson.


 
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