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DALTONISMO

Tarcísio Barbosa

Daltonismo é  um defeito na visão  caracterizado  pela incapacidade de diferenciar todas ou algumas cores, mas o principal  é não  distinguir o verde do vermelho. Esta perturbação tem normalmente origem genética, mas pode também resultar de lesão nos orgãos responsáveis pela visão, ou de lesão de origem neurológica.

O distúrbio, desconhecido até o século XVIII, recebeu esse nome em homenagem ao químico John Dalton,  o primeiro cientista a estudar a anomalia da qual  ele mesmo era portador. Uma vez que esse problema está geneticamente ligado ao cromossomo X, ocorre mais frequentemente entre os homens. Quanta cultura!

Dado este introito, sem acento por causa da Nova Ortografia, vamos ao  nosso fato. À vaca fria. Doutor Fred era um executivo de uma multincional. Administrador de  Empresa, com MBA em Harvard,  ganhava uma nota preta. Mas viajava muito e vivia muito estressado. Razão por que não andava comparecendo muito em casa, deixando a  patroa, patroa não que é de pobre, esposa, em farta. Entretanto, ela não reclamava. E assim iam levando aquela vidinha insossa. Doutor Fred, muito do desconfiado, achou que estava sendo chifrado. Rico também leva chifre, não é só pobre, não. Contratou um detetive. Dito e feito. Ela ia, sempre que ele viajava, a uma boate, que era mais ponto de encontro que qualquer outra coisa. E saía avec, acompanhada. Cruzes! Que horror!

Doutor Fred não se abalou. Afinal, ele morara na Cornualha, uma região da Inglaterra onde abundam os cornos. E apesar de ser adepto do laissez faire, deixa pra lá, desta vez ele queimou no golpe. Contratou o taxista Betão. Betão guarda-roupa.

- Betão, você entra na boate, apanha minha mulher e traz ela pra fora. De qualquer jeito. Arrastando pelos cabelos como se fazia na idade da pedra, no tapa.  Mostrou-lhe uma foto e ficaram de campana perto da boate. Ela chegou num outro táxi, chiquérrima num vestido vermelho tomara-que-caia - e que caía mesmo - e entrou para a boate. Betão entrou logo em seguida, deixando doutor Fred no carro.

Daí a pouco, sai Betão arrastando uma mulher pelos cabelos, gritando, com o rosto todo roxo.

- Que isto, Betão, você ficou doido, esta mulher não é a minha, ela está de vestido verde e a minha está de vestido vermelho. Você é daltônico, Betão!, perguntou o doutor  Fred apavorado.

- Que daltônico, coisa nenhuma, doutor Fred. Esta é a minha mulher, segura ela que agora vou buscar a sua.

A mulher do Doutor Fred ia à boate porque estava em farta, e a mulher do taxista ia para apurar argum. Que a situação estava difícil.

Caro leitor, qual das duas você acha que está com a razão? Você decide!

 
PACTO COM A FELICIDADE

Tahyane Fire

De hoje em diante, todos os dias ao acordar, direi: Hoje, eu vou ser feliz! Vou agradecer ao sol pelo seu calor e luminosidade, sentirei que estou vivendo, respirando...

A natureza me oferece toda a sua beleza e seus recursos gratuitamente.

Não preciso comprar o canto dos pássaros, nem o murmúrio das ondas do mar.

Sentirei a beleza das árvores, das flores. Vou sorrir mais, sempre que puder.

Vou cultivar mais amizades e neutralizar as inimizades.

Não vou julgar os atos dos meus semelhantes ou companheiros.

Vou aprimorar os meus... Lembrarei de ligar para alguém  para dizer que estou com saudades!

Reservarei minutos de silêncio, para ter a oportunidade de ouvir.

Não vou lamentar nem amargar as injustiças.

Pensarei no que posso fazer para diminuir seus efeitos.

Terei sempre em mente que, os minutos e as horas, não voltam mais.

Vou vivê-los com intensidade focalizando o presente.

Não vou sofrer por antecipação prevendo futuros incertos.

Nem com atraso lembrando de coisas sobre as quais não tenho mais ação.

Não vou pensar no que não tenho e no que gostaria de ter, mas em como posso ser feliz com o que possuo.

E o maior bem que possuo é a própria vida. Vou lembrar de ler uma poesia e de ouvir uma canção. Vou dedicá-las a alguém. Vou fazer algo que faça alguém feliz sem esperar nada em troca, apenas pelo prazer de ver um sorriso. Vou lembrar que em algum lugar existe alguém que me quer bem. Vou dedicar uns minutos de pensamento para os que já se foram.

Para que saibam que serão sempre uma doce lembrança, até que venhamos a nos encontrar outra vez. Vou levar alegria a quem esteja precisando.

E quando a noite chegar vou olhar para o céu para as estrelas e para o luar... Agradecer aos Anjos e a Deus porque: HOJE EU FUI FELIZ!

 
É melhor dar que receber

Um estudante universitário saiu um dia a dar um passeio com um professor, a quem os alunos consideravam seu amigo devido à sua bondade para os que seguiam as suas instruções.

Enquanto caminhavam, viram no seu caminho um par de sapatos velhos e calcularam que pertenciam a um homem que trabalhava no campo ao lado e que estava prestes a terminar o seu dia de trabalho.

O aluno disse ao professor: Vamos fazer-lhe uma brincadeira. Vamos esconder-lhe os sapatos e escondemo-nos atrás dos arbustos para ver a sua cara quando não os encontrar.

Meu querido amigo, disse o professor, nunca devemos divertir-nos à custa dos pobres. Tu és rico e podes dar uma alegria a este homem. Coloca uma moeda em cada sapato e depois escondemo-nos para ver a sua reação quando os encontrar.

Fez isso e ambos se esconderam no meio dos arbustos. O pobre homem terminou as suas tarefas diárias e caminhou até aos sapatos, para voltar para casa. Ao chegar junto dos sapatos deslizou o pé no sapato, mas sentiu algo dentro deste. Baixou-se para ver o que era e encontrou a moeda.

Pasmado perguntou-se o que havia acontecido. Olhou a moeda e voltou-a e voltou a olhá-la. Olhou à sua volta, para todos os lados, mas não via nada nem ninguém. Guardou-a no seu bolso e foi calçar o outro sapato. Sua surpresa foi ainda maior quando encontrou a outra moeda. Seus sentimentos esmagaram-no.

Pôs-se de joelhos, levantou o olhos ao céu, e em voz alta fez um enorme agradecimeto, falando de sua esposa doente e sem ajuda, e de seus filhos que não tinham pão e devido a uma mão desconhecida não morreriam de fome.

O estudante ficou profundamente emocionado e seus olhos ficaram cheios de lágrimas. Agora, disse o professor, não está mais satisfeito com esta brincadeira?

O jovem respondeu: Você ensinou-me uma lição que jamais hei-de esquecer.

Agora entendo algo que antes não entendia: é melhor dar que receber.

 

“O segredo do êxito na vida do homem consiste em estar disposto a aproveitar a ocasião que se lhe depare."

Benjamin Disraeli

 
Almoço de negócios

Por Eugenio Mussak

 

A sua carreira e seu futuro profissional que estão literalmente à mesa, é bom estar atento para pequenos detalhes que fazem a diferença.

Escolha bem o local - em almoço de negócios não tente inovar com restaurantes exóticos ou aquele boteco que tem uma picanha maravilhosa. Deixe para ir a estes locais com os amigos nos fins de semana.

Leve em conta as preferências gastronômicas – afinal ele pode ser vegetariano – e o temperamento do seu convidado. Se ele adora ser visto, não haverá problema em levá-lo ao restaurante da moda. Porém, se for avesso a multidões, o mesmo lugar pode se transformar numa imensa cilada. O melhor mesmo é marcar o encontro em um local onde você já é conhecido. Assim, as chances de ser melhor atendido aumentam consideravelmente. Faça sempre a reserva antecipadamente: evitará muitos transtornos.

Pontualidade é uma questão de respeito - Demonstra profissionalismo e elegância acima de tudo. Além disso, chegar na hora ou mesmo uns minutos antes lhe dará tempo para se recompor do caos do trânsito e pensar nas prioridades do que será conversado. Finalmente, o estresse de estar atrasado é muito maior do que o de chegar antes e ficar esperando, ainda que seja meia hora.

E, já que você chegou antes, é delicado esperar por seu convidado para pedir o primeiro drinque. É claro que nada o impede de ir bebericando uma água ou refrigerante. Por falar em drinques, todo cuidado é pouco: se tomar um antes do almoço evite pedir vinho. Ou, se o fizer, beba com moderação, pois é preciso estar no controle o tempo todo e não “alegrinho” ou sonolento demais...

Cumprimente de longe - Uma vez à mesa, nem pense em se levantar para cumprimentar quem quer que seja, por mais prestígio que tal pessoa possa lhe trazer. É uma enorme falta de consideração para com seus companheiros. Um simples aceno de cabeça, mesmo que de longe, dá conta do recado. Se alguém vier cumprimentá-lo, levante-se e faça uma rápida apresentação. Lembre-se: o que importa são as pessoas que estão com você à mesa.

Na hora de fazer o pedido, deixe seu convidado à vontade e, no máximo, sugira a especialidade do restaurante. Não queira impressionar pedindo o prato mais caro e complicado. Seja simples na escolha e nem ouse falar sobre os problemas do colesterol. Sugira o vinho com a ajuda do maître ou sommelier, mas, se perceber que ninguém está muito propenso a beber, não insista.

A hora certa - O assunto do encontro deve ser abordado sem pressa. É bom primeiro pedir os pratos para depois abordar o assunto. A não ser que seu convidado puxe a conversa, deixe-o relaxar antes de entrar no tema. E, uma vez resolvidos os pontos principais, passe novamente para os assuntos gerais e só volte a abordar o tema já na saída, como conclusão do encontro.

Por melhor que esteja a conversa, almoços ou jantares de negócios têm hora para acabar. Você pode oferecer mais um café, ou simplesmente colocar o guardanapo sobre a mesa, indicando que o encontro está no fim. E peça a conta muito discretamente.

Se você convidou, mesmo sendo mulher, é natural que pague a conta. Quando as duas partes já se conhecem de relacionamentos profissionais anteriores, é perfeitamente aceitável dividir. E, claro, se você quiser ser realmente elegante, acerte a conta antes, sem que ninguém perceba.

 

* Texto publicado na revista Vencer www.vencer.com.br

 
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