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O Príncipe e a Fada

Tarcísio Barbosa

 

Era uma vez uma fada com as asas da cor do arco-íris. Com sua varinha de condão ia espargindo bondade por todos os lugares por que passava. Felicidade para uns. Alegria para outros. Esperanças para muitos outros. Brinquedos para as crianças. Promessa de amor eterno para os amantes. Casamento para as solteironas. E assim ia em seu voo errante como os beija-flores fazem de flor em flor.

Mas era uma fada triste apesar de só distribuir bondade.  Ela era sozinha e clamava por um companheiro: um príncipe consorte.

A lua, amiga dos amantes, pediu-lhe uma noite que pusesse seus pedidos sobre o altar dos desejos, oferecesse suas belas asas de arco-íris e que aguardasse.

Era uma vez um príncipe de um reino distante, muito rico e bonito, que andava pelo mundo à procura de uma companheira. Ele distribuía bondade infinita, mas era infeliz, muito infeliz, por causa de sua grande solidão.

A lua, amiga das pessoas solitárias e dos amantes, pediu-lhe que pusesse, em oferta,  no altar dos desejos toda a sua bondade e aguardasse.

Numa noite de conjunção dos astros, a lua pôs sobre uma estrela a bondade do príncipe e as asas da fada, ligando-as por um fio de ouro. Alertados pela lua, o príncipe e a fada vieram ao mesmo local, à mesma estrela. Quando seus olhares se cruzaram, eles compreenderam que jamais ficariam a sós. Naquele instante, eles se apaixonaram perdidamente.

O príncipe chamou seu belo corcel alado, ricamente ajaezado, e, convidando a fada a acompanhá-lo, saíram pelo espaço sideral e foram felizes para sempre.

Quando eles passam pela terra, a fada, acionando sua varinha de condão, distribui bondade, fazendo brilhar no céu faíscas de luz, que muitos acham que são estrelas candentes.

 

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Verão: cuidados especiais com as axilas e combate ao mau cheiro

Por Natalia do Vale

Creme para as mãos, para os pés, para o rosto. O fato é que não tem quem não queira ficar com a pele saudável e hidratada, com aquele toque supermacio. Mas alguns cantinhos importantes costumam passar batido na hora do ritual de beleza, como é o caso as axilas. Resultado: a pele desta região fica ressecada, manchada e com bolinhas. A falta de cuidados também pode provocar mau cheiro e até irritações. “Por serem dobras, e sofrerem atrito, tendem a reter impurezas e bactérias, causadoras do odor forte e de outras irritações”, explica a dermatologista Meire Parada Brasil, da Unifesp.

Na hora do banho - A atenção extra com as axilas já começa debaixo do chuveiro. Para fazer uma boa higienização, prefira os sabonetes antissépticos e use uma esponja macia para não agredir a pele, já que é uma região bastante sensível. Depois, seque bem a região com uma toalha limpa. “Isso evita a umidade no local, que somada ao calor, tornam-se condições perfeitas para a proliferação de fungos e bactérias”, diz a dermatologista.

Uso de hidratante - Para ficar com a pele das axilas bem macia, aplique o mesmo hidratante corporal que você usa para hidratar as demais partes do corpo. “Você deve passar o creme da mesma maneira e com a mesma frequência, porém, antes de usá-lo certifique-se de que as axilas estão bem secas, para evitar a umidade”, explica Meire.

Hidratando com desodorantes - De acordo com a dermatologista Meire Parada, a diferença entre um bom desodorante hidratante bom e um que não faz tanto efeito está na sua fórmula e textura. Além de conter um teor de creme hidratante em sua composição, existem consistências que são mais apropriadas para a hidratação. ”Desodorantes nas versões creme, bastão e roll-on são sempre as melhores opções para quem quer ficar com a axila hidratada, além de cheirosa. Já os líquidos, com base alcoólica, não hidratam e ainda ressecam a pele”, explica a dermatologista.

Uso de óleos - O uso de óleo hidratante na axila não é recomendado, porque o produto pode provocar o aumento da oleosidade da pele, o que, em pouco tempo, pode causar até a obstrução de alguma glândula. “O óleo hidratante também pode causar suor mais intenso e manchar roupas”.

Depilação - Para a dermatologista, a depilação das axilas deve ser feita de acordo com cada tipo de pele. Segundo ela, só é possível recomendar um método quando se sabe o histórico da paciente: “às vezes, você recomenda a cera e a paciente tem alergia ou, em outros casos, é o creme que irrita. A paciente tem que prestar atenção nas reações que seu corpo tem para perceber o método mais eficiente, porém, destaco a depilação a laser como a mais eficiente e saudável das opções”, explica ela. “Não é recomendado usar cremes logo após a depilação. Eles podem provocar ardência, irritações mais sérias e até foliculites (pelos encravados), que trarão incomodo e mal-estar”, diz Meire.

Esfoliação pode? - A especialista recomenda moderação. “As axilas são dobras que vivem em constate atrito com a pele. Se você esfoliar uma região que já vive mais sensível, pode ser que ocorra uma irritação ainda maior e apareçam lesões na região. Por isso, é melhor evitar”.

Para evitar manchas na pele: Hidrate bem a pele, evite produtos que te causem irritação em outras partes do corpo, observe se as manchas estão relacionadas a algum outro problema como obesidade ou disfunções hormonais, só um dermatologista é capaz de indicar tratamentos para clarear a região.

 
Pequeno Príncipe outra estória

Susan Andrews


VOCÊ LEMBRA DAQUELA TOCANTE HISTÓRIA DO LIVRO: O PEQUENO PRÍNCIPE?

 

Bom, existe uma história mais tocante ainda que aconteceu de fato com o criador do Pequeno Príncipe, o escritor francês Antoine de St. Exupéry. Poucas pessoas sabem que ele lutou na Guerra Civil Espanhola, quando foi capturado pelo inimigo e levado ao cárcere para ser executado no dia seguinte.

Nervoso, ele procurou em sua bolsa um cigarro, e achou um, mas suas mãos estavam tremendo tanto que ele não podia nem mesmo levá-lo à boca. Procurou fósforos, mas não tinha, porque os soldados os haviam tirado. Ele olhou então para o carcereiro e disse: “Por favor, usted tiene fosforo?”. O carcereiro olhou para ele e chegou perto para acender seu cigarro. Naquela fração de segundo, seus olhos se encontraram e St. Exupéry sorriu.

Depois ele disse que não sabia por que sorriu, mas pode ser que quando se chega perto de outro ser humano seja difícil não sorrir. Naquele instante, uma chama pulou no espaço entre o coração dos dois homens e gerou um sorriso no rosto do carcereiro também. Ele acendeu o cigarro de St. Exupéry e ficou perto, olhando diretamente em seus olhos, e continuou sorrindo. St. Exupéry também continuou sorrindo para ele, vendo-o agora como pessoa, e não como carcereiro.

Parece que o carcereiro também começou a olhar St. Exupéry como pessoa, porque lhe perguntou: “Você tem filhos?”. “Sim”, St. Exupéry respondeu, e tirou da bolsa as fotos deles. O carcereiro mostrou fotos de seus filhos também, e contou todos os seus planos e esperanças para o futuro deles. Os olhos de St. Exupéry se encheram de lágrimas quando disse que não tinha mais planos, porque ele jamais os veria de novo.

Os olhos do carcereiro se encheram de lágrimas também. E, de repente, sem nenhuma palavra, ele abriu a cela e guiou St. Exupéry para fora do cárcere e, através das sinuosas ruas, para fora da cidade, e o libertou. Sem nenhuma palavra, o carcereiro deu meia-volta e retornou por onde veio. St. Exupéry disse: “Minha vida foi salva por um sorriso do coração.”

O que foi aquela “chama” que pulou entre o coração desses dois homens? Isso tem sido tema de intensa pesquisa atualmente, na medida em que os cientistas estão se dando conta de que o coração não é meramente uma bomba mecânica, mas um sofisticado sistema para receber e processar informações. De fato, o coração envia mais mensagens ao cérebro que o cérebro envia ao coração!

Como disse o filósofo francês Blaise Pascal: “O coração tem razões que a própria razão desconhece.”

Estados emocionais negativos, como raiva ou frustração, geram ondas eletromagnéticas totalmente caóticas do coração, como se estivéssemos pisando no acelerador e no breque simultaneamente.

Esse estado de batimentos desordenados é chamado de “incoerência cardíaca” e está ligado a doença cardíaca, envelhecimento precoce, câncer e morte prematura.

Em estados de amor ou gratidão, nosso batimento cardíaco torna-se “coerente”. Isso diminui a secreção dos hormônios do estresse, reduz a depressão, hipertensão e insônia, melhora o sistema imune e aumenta a clareza mental.

Essa é uma das razões pelas quais tem sido provado que as emoções positivas estão associadas à boa saúde física e mental - e à longevidade. Essa irradiação coerente do coração - essa “chama” de genuína afeição - pode afetar pessoas a uma distância de até 5 metros!

Logo, na próxima vez em que você estiver numa situação difícil, respire profundamente, lembre-se de St. Exupéry e do Pequeno Príncipe e irradie a energia de seu coração.

Como o Pequeno Príncipe nos lembrou, “somente com o coração podemos ver com clareza”.

 
CINZAS DO PASSADO

Tarcísio Barbosa

 

Noite destas, sozinho em meu quarto, procurando um livro na estante, encontrei “O Pequeno Príncipe” de Antoine de Saint Exupéry. Estava sumido na estante entre outros livros há muitos, muitos anos. Com uma dedicatória. “Você se torna eternamente responsável por aquilo que você conquista”.  De sua amada Edelweiss. Foi um romance avassalador. Que um dia terminou.

Aquela lembrança mexeu profundamente comigo. Pensei que tudo já estivesse terminado, enterrado.  Mas não, não estava!  Sob as cinzas do passado ainda ardiam brasas sepultadas, ardentes, vermelhas, um fogo abrasador. Havia ainda uma paixão arraigada. Lá no recôndito da minha alma.

Comecei e me lembrar da época em que íamos juntos ao cinema, passear no jardim da praça, sentar no coreto e ver a algazarra das crianças brincando de partir o queijo. Quantas vezes fui esperá-la na porta do colégio para seguirmos até a casa dela. Cada um em sua bicicleta.  Conversando.

Um dia nos conhecemos, durante algum tempo nos amamos, muitas vezes nos abraçamos e nos beijamos jurando amor eterno.  Um dia no separamos. Durante muitos dias chorei.  E hoje basta que o vento sopre as cinzas que tudo retorna como se tivesse acontecido ontem.  

Jamais será extinto o fogo da paixão, jamais será extinto o amor, seremos (e)ternos namorados.  Sempre pensaremos um no outro, independentemente de estarmos ou não compromissados.

As brasas do amor em nossos corações sempre estarão ardentes, apesar de cobertas de cinzas.  De vez em quando, o vento sopra essas cinzas para longe e as lembranças de um amor antigo ressurgem sob a forma de uma grande saudade.

Qual uma nova Fênix que renasce das cinzas, assim também acontece com o nosso amor.

 

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