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CINZAS DO PASSADO

Tarcísio Barbosa

 

Noite destas, sozinho em meu quarto, procurando um livro na estante, encontrei “O Pequeno Príncipe” de Antoine de Saint Exupéry. Estava sumido na estante entre outros livros há muitos, muitos anos. Com uma dedicatória. “Você se torna eternamente responsável por aquilo que você conquista”.  De sua amada Edelweiss. Foi um romance avassalador. Que um dia terminou.

Aquela lembrança mexeu profundamente comigo. Pensei que tudo já estivesse terminado, enterrado.  Mas não, não estava!  Sob as cinzas do passado ainda ardiam brasas sepultadas, ardentes, vermelhas, um fogo abrasador. Havia ainda uma paixão arraigada. Lá no recôndito da minha alma.

Comecei e me lembrar da época em que íamos juntos ao cinema, passear no jardim da praça, sentar no coreto e ver a algazarra das crianças brincando de partir o queijo. Quantas vezes fui esperá-la na porta do colégio para seguirmos até a casa dela. Cada um em sua bicicleta.  Conversando.

Um dia nos conhecemos, durante algum tempo nos amamos, muitas vezes nos abraçamos e nos beijamos jurando amor eterno.  Um dia no separamos. Durante muitos dias chorei.  E hoje basta que o vento sopre as cinzas que tudo retorna como se tivesse acontecido ontem.  

Jamais será extinto o fogo da paixão, jamais será extinto o amor, seremos (e)ternos namorados.  Sempre pensaremos um no outro, independentemente de estarmos ou não compromissados.

As brasas do amor em nossos corações sempre estarão ardentes, apesar de cobertas de cinzas.  De vez em quando, o vento sopra essas cinzas para longe e as lembranças de um amor antigo ressurgem sob a forma de uma grande saudade.

Qual uma nova Fênix que renasce das cinzas, assim também acontece com o nosso amor.

 

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Quando

Sônia Carvalho

 

Quando eu não sei o caminho a seguir, rogo que o Pai ilumine os meus passos.

Quando eu não sei o que dizer, permita que o meu coração se expresse.

Quando a dor parece penetrar a minha alma, eu busco mentalmente a ajuda dos céus.

Quando a injustiça chega até mim, eu me refugio na prece.

Quando a desilusão está ao meu lado, eu passo a colher a esperança que um dia deixei semeada nos caminhos por onde andei.

Quando o frio me assusta, eu busco me aquecer praticamente a caridade.

Quando o egoísmo me tortura eu saio a distribuir sorrisos pelo mundo.

Quando meus sonhos parecem perdidos, eu busco a firmeza que está guardada dentro de mim.

Quando loucura parece mais forte, eu confio no socorro da providência divina.

Quando minhas forças parecem terem chegado ao fim, eu reencontro a coragem para continuar.

Quando as palavras perdem a sua importância, eu permito que os simples gestos assumam o comando.

Quando o clima de intrigas paira pelo ar, eu me sintonizo com as forças do bem.

Quando a escuridão me incomoda, eu uso a chama da fé para me trazer serenidade.

Quando a dúvida me derruba, eu me atiro a perseverança para me reerguer.

Quando o desânimo teima em ficar, eu procuro enxugar uma lágrima alheia.

Quando a indiferença me tece, eu invisto na fraternidade.

Quando tudo parece acabado, eu reforço a certeza de que tudo tem o seu tempo e de que nada se acaba apenas se renova...

 
Corrigindo Velhos Ditados

"É dando que se ... engravida".

"Quem ri por último... é retardado".

"Alegria de pobre... é impossível".

"Quem com ferro fere... não sabe como dói".

"Em casa de ferreiro... só tem ferro".

"Quem tem boca... fala. Quem tem grana é que vai a Roma!"

"Gato escaldado... morre, porra!"

"Quem espera... fica de saco cheio."

"Quando um não quer... o outro insiste."

"Os últimos serão ... os desclassificados."

"Há males que vêm para ... fuder com tudo mesmo!"

"Se Maomé não vai à montanha... é porque ele se mandou pra praia."

"A esperança...e a sogra são as últimas que morrem."

"Quem dá aos pobres... cria o filho sozinha."

"Depois da tempestade vem a .... gripe."

"Devagar.... nunca se chega."

"Antes tarde do que ... mais tarde."

"Em terra de cego quem tem um olho é ... caolho."

"Quem cedo madruga... fica com sono o dia inteiro."

"Pau que nasce torto... urina no chão."

 
Ensinamentos dos Pais e Mães de Antigamente

Pra lembrar, e rir. Coisas que nossas mães diziam e faziam... Era uma forma, hoje condenada pelos educadores e psicólogos, mas funcionou com a gente e por isso não saímos seqüestrando a namorada, nem matando os outros
por aí.
ensinou a valorizar o sorriso...
“me responde de novo e eu te arrebento os dentes!”
ensinou a retidão...
“eu te ajeito nem que seja na pancada!”
ensinou a dar valor ao trabalho dos outros...
“se você e seu irmão querem se matar, vão pra fora. acabei de limpar a casa!”
ensinou lógica e hierarquia...
“porque eu digo que é assim! ponto final! quem é que manda aqui?”
me ensinou o que é motivação...
“continua chorando que eu vou te dar uma razão verdadeira para vc chorar!”
me ensinou a contradição....
“fecha a boca e come!”
me ensinou sobre antecipação...
“espera só até seu pai chegar em casa!”
me ensinou sobre paciência...
“calma!... quando chegarmos em casa você vai ver só.”
me ensinou a enfrentar os desafios....
“olhe para mim! me responda quando eu te fizer uma pergunta!”
me ensinou sobre raciocínio lógico...
“se você cair dessa árvore vai quebrar o pescoço e eu vou te dar uma surra!”
me ensinou medicina...
“pára de ficar vesgo menino! pode bater um vento e você vai ficar assim para sempre.”
me ensinou sobre o reino animal...
“se você não comer essas verduras, os bichos da sua barriga vão comer você!”
me ensinou sobre genética...
“você é igualzinho ao seu pai!”
me ensinou sobre minhas raízes...
“tá pensando que nasceu de família rica é?”
me ensinou sobre a sabedoria de idade...
“quando você tiver a minha idade, você vai entender.”
me ensinou sobre justiça...
“um dia você terá seus filhos, e eu espero eles façam prá você o mesmo que você faz pra mim! aí você vai ver o que é bom!”
me ensinou religião...
“melhor rezar para essa mancha sair do tapete!”
me ensinou o beijo de esquimó...
“ se rabiscar de novo, eu esfrego seu nariz na parede!”
me ensinou contorcionismo...
“olha só essa orelha! que nojo!”
me ensinou determinação...
“vai ficar aí sentado até comer toda comida!”
me ensinou habilidades como ventríloquo...
“não resmungue! cala essa boca e me diga por que é que você fez isso?”
me ensinou a ser objetivo...
“eu te ajeito numa pancada só!”
me ensinou a escutar...
“ se você não abaixar o volume, eu vou aí e quebro esse rádio!”
me ensinou a ter gosto
pelos estudos...
“se eu for aí e você não tiver terminado essa lição, você já sabe!...”
me ajudou na coordenação motora...
“ajunta agora esses brinquedos!! pega um por um!!”
me ensinou os números...
“vou contar até dez. se esse vaso não aparecer você leva uma surra!”

 
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