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Vacina contra depressão

Lendo e estudando sobre a depressão trazemos aqui uma súmula dos meios de prevenir essa patologia, mais mental do que física, que traz sérios prejuízos para a vida social e espiritual do ser humano. 
Citamos vários itens que podem evitar a depressão:

RELIGIOSIDADE  
O estudo de uma religião esclarecida traz a conformação, o sentimento de fraternidade e perdão. Ajuda a aceitação de doenças, deficiências e morte de entes queridos. Sabendo que tudo é temporário e que nenhuma dor, carência, deficiência ou doença é eterna, torna-se mais fácil a vivência na terra. 

PERDA DO ORGULHO  
A criatura com orgulho acentuado possui muita abertura para a depressão. Ofende-se facilmente, isola-se das pessoas com quem não se afina e sente-se vítima do mundo sem nunca praticar a auto análise necessária para um maior entendimento das situações. A humildade não nos dá brechas para ofensas ou mágoas inúteis. 
 
PERDA DO EGOCENTRISMO
Pessoas muito centradas em si mesma, sofrem demasiadamente quando não recebe atenção que acha que merece. Criança ou jovem muito mimados não conseguem aceitar a indiferença do mundo aos seus desejos. Esta é uma das grandes causadora dos estados depressivos. Quando direcionamos nossas atenções aos outros sentimo-nos felizes ao sermos úteis e esquecemos das próprias dores.

TRABALHO  
A mente ocupada num trabalho que traz prazer e recompensa (mais emocional do que financeira) não dá abertura para se deprimir

OTIMISMO  
Um dos melhores fatores antidepressivo é o otimismo, porque a criatura observa o mundo que a rodeia de forma sempre positiva o que impede que nasçam, em si, focos de baixo estima, que gera a depressão. 

PERDÃO  
O ato de perdoar não é apenas uma recomendação religiosa, é mais uma atitude terapêutica e preventiva contra males maiores do que o mal recebido. O esquecimento do mal é atividade de um coração generoso. Perdoar a si mesmo é entender que errar faz parte do crescimento, é aceitar a sua condição humana. 

ACEITAÇÃO  
Aceitar o que é inevitável na vida, como a morte de um ser querido, perda da juventude; deficiência física ou invalidez. Também mudança de nível social, de ambiente etc. A aceitação é também compreensão que tudo que acontece ao nosso redor é instrumento para amadurecimento espiritual. 
 
 
Quem possui muita fé em si mesmo e em Deus possui a maior vacina contra a depressão, pois ela é o oposto de todos os sintomas que trazem a doença. Enfim, todo sofrimento do homem tem origem no afastamento de sua luz interior. Quando Deus fica longe de nossa vida, ficamos afastados da alegria de viver. Portanto, busque o auxilio divino, e não se esqueça do terapeuta... Busque a felicidade. Você merece!

 
CONTINUAREI

Tarcísio Barbosa

Muitas pessoas desistem de seus intentos, param pelo caminho antes de alcançá-los, sem coragem pra se levantar e seguir viagem. Se deixam acovardar diante das dificuldades. Que muitas vezes nos trazem oportunidade de crescimento. Eu não. Eu continuarei...
Continuarei acreditando no meu futuro, apesar de ter passado dos sessenta. A estudar, a ler, a escrever e a trabalhar. A trabalhar principalmente. Ninguém me verá jogando dama pelos bancos do jardim, sendo analista da vida alheia. Empurrando a vida com a barriga. Sem nada produzir. Ainda tenho muito a fazer antes de ir embora.
Continuarei amar a vida, ainda que ela se torne um fardo pesado com a idade.
Continuarei a construir meus sonhos, pois são eles que sustentam minhas esperanças de dias melhores.
Continuarei a falar de paz, a querer a paz, ainda que muitos prefiram a guerra.
Continuarei a iluminar meus caminhos, mesmo que à minha volta só haja escuridão.
Continuarei a acreditar no Brasil, apesar dos políticos.
Continuarei me emocionando com os romances de todos os tempos. Com os belos poemas de amor dos dii electi – daqueles eleitos pelos deuses.
Continuarei ajudando a todos aqueles que me procurarem.
Continuarei a gritar contras as injustiças, mesmo que outros se calem.
Continuarei sendo feliz, sorrindo, de bem com a vida, pois o resto é o resto. Quem quiser que viva cheio de mágoas e rancores. Preferencialmente longe de mim. Xô urubu!
Continuarei amando a vida, as crianças, os dias de primavera, verão, outono e inverno. Os dias de chuva e de sol. Todos os dias. E as mulheres principalmente.
Continuarei dizendo o que penso, mesmo contrariando muita  gente.
Continuarei invejando a liberdade dos pássaros e das borboletas. Pois sempre haverá um pássaro cantando pertinho da minha janela, uma borboleta me brindando com sua beleza voando de flor e em flor, uma criança sorrindo. Uma mulher calipígea balançando as cadeiras. E muitas outras coisas belas nesta vida! Que muitas pessoas não veem porque têm antolhos.
Mas, se algum dia, minha amada, me vires triste, aproxima-te de mim, dá-me um abraço, um sorriso, um beijo, que voltarei a ser feliz, me esquecendo de todos os problemas que estejam me afligindo.
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A massacrante

Ao amadurecer, descobrimos que a grama do vizinho não é mais verde coisíssima nenhuma. Estamos todos no mesmo barco. Há no ar um certo queixume sem razões muito claras. Converso com mulheres que estão entre os 40 e 50 anos, todas com profissão, marido, filhos, saúde, e ainda assim elas trazem dentro delas um não-sei-o-quê perturbador, algo que as incomoda, mesmo estando tudo bem. De onde vem isso?
Anos atrás, a cantora Marina Lima compôs com o seu irmão, o poeta Antonio Cícero, uma música que dizia: ‘Eu espero/ acontecimentos/ só que quando anoitece/ é festa no outro apartamento’.
Passei minha adolescência com esta sensação: a de que algo muito animado estava acontecendo em algum lugar para o qual eu não tinha convite. É uma das características da juventude: considerar-se deslocado e impedido de ser feliz como os outros são - ou aparentam ser. Só que chega uma hora em que é preciso deixar de ficar tão ligada na grama do vizinho.
As festas em outros apartamentos são fruto da nossa imaginação, que é infectada por falsos holofotes, falsos sorrisos e falsas notícias. Os notáveis alardeiam muito suas vitórias, mas falam pouco das suas angústias, revelam pouco suas aflições, não dão bandeira das suas fraquezas, então fica parecendo que todos estão comemorando grandes paixões e fortunas, quando na verdade a festa lá fora não está tão animada assim.
Ao amadurecer, descobrimos que a grama do vizinho não é mais verde coisíssima nenhuma. Estamos todos no mesmo barco, com motivos pra dançar pela sala e também motivos pra se refugiar no escuro, alternadamente. Só que os motivos pra se refugiar no escuro raramente são divulgados. Pra consumo externo, todos são belos, sexys, lúcidos, íntegros, ricos, sedutores. ‘Nunca conheci quem tivesse levado porrada/ todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo’.
Fernando Pessoa também já se sentiu abafado pela perfeição alheia, e olha que na época em que ele escreveu estes versos não havia esta overdose de revistas que há hoje, vendendo um mundo de faz-de-conta.
Nesta era de exaltação de celebridades - reais e inventadas - fica difícil mesmo achar que a vida da gente tem graça. Mas tem. Paz interior, amigos leais, nossas músicas, livros, fantasias, desilusões e recomeços, tudo isso vale ser incluído na nossa biografia. Ou será que é tão divertido passar dois dias na Ilha de Caras fotografando junto a todos os produtos dos patrocinadores? Compensa passar a vida comendo alface para ter o corpo que a profissão de modelo exige? Será tão gratificante ter um paparazzo na sua cola cada vez que você sai de casa? Estarão mesmo todos realizando um milhão de coisas interessantes enquanto só você está sentada no sofá pintando as unhas do pé?
Favor não confundir uma vida sensacional com uma vida sensacionalista. As melhores festas acontecem dentro do nosso próprio apartamento.

*Martha Medeiros, gaúcha, jornalista, poeta. Fonte: Zero Hora

 
Caminhada Alcoológica

Tarcísio Barbosa

 

Alguém pode pensar que eu tenha intencionado escrever Caminhada Ecológica. Ledo engano! É Caminhada Alcoológica mesmo, de álcool. Afinal, caminhada ecológica tá um troço muito chato. Muito batido. Então aguentar o Carlos Minc, Ministro do Meio Ambiente, com aqueles coletes enfeitados, tá dureza!  E caminhada ecológica é cheia de gente chata que quer salvar o mundo. Aliás, ela é eivada (gastei!) de ecochatos. Aquele povo ali todo bonitinho, certinho, comportadinho. Chatinho. Muito papo-cabeça. Com roupas de grife. Caminhada ecológica não é pra pobre. Pelo menos das que vi na tv só tinha gente bem vestidinha. Mauricinhos e patricinhas. Já a caminhada alcoológica é para todos. Não faremos distinção de raça, cor, credo ou predileção sexual.

A caminhada alcoológica terá como uma das bandeiras o aquecimento global. Somos contra este aquecimento, pois falam que tá derretendo o gelo dos polos. Que horror! Como é que o povo que mora lá praquelas bandas vai tomar uísque on the rocks? E fazê-lo tilintar igual a chocalho de cascavel?

Quanto à concentração de CO2 na atmosfera... aí já é outro papo. Os ecochatos estão preocupadíssimos com o excesso. Os participantes da caminhada alcoológica têm medo é que os ecochatos acabem com o CO2. Como ficam a cerveja, os refrigerantes e a água mineral gasosa? E os pobres dos ricos com sua champanha? Aquelas borbulhas que fazem cosquinha no bigode são puro CO2.

Essas são as duas bandeiras que alguns segurarão pelo cabo. I am out – tô fora deste negócio de segurar o cabo.

E os abadás? Se a moda hoje são os abadás, vamos fazê-los para melhor organizar a caminhada. Ficar mais bonita. E o lucro será revertido para aquisição de Viagra para os velhinhos de Viçosa. Quanta solidariedade! Afinal, nossos velhinhos merecem! Não é mesmo?

Como estamos inventando uma tradição para Viçosa, cidade educadora, vamos procurar patrocínio da Secretaria de Turismo. Quem sabe ela não introduz este evento no seu elenco de eventos turísticos? Afinal, a caminhada trará muita gente de fora, os hotéis ficarão lotados, correrá dinheiro. Empregos temporários. Vai ser bom para todo mundo.

Minha sugestão é que ela se inicie lá na pracinha do bairro de Fátima. Concentração. Afinal há dois bares por lá.  Dali caminharíamos pela Rua da Conceição, Rua Gomes Barbosa, Avenida Santa Rita, até a Praça Silviano Brandão. Nesta praça haveria um show com um conjunto local – temos que prestigiar nossos valores. Musicais inclusive!

Ah, já ia me esquecendo da via sacra. Que será feita pelos bares do trajeto.

Espero que a Secretaria de Turismo de nossa cidade se entusiasme com esta ideia tão inovadora!

Será que terei sucesso com minha sugestão?!

 

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