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A Força e a Coragem

Silvia Schmidt

 

É preciso ter força para ser firme, mas é preciso coragem para ser gentil. É preciso ter força para se defender, mas é preciso coragem para baixar a guarda.

É preciso ter força para ganhar uma guerra, mas é preciso coragem para se render.

É preciso ter força para estar certo, mas é preciso coragem para ter dúvida.

É preciso ter força para manter-se em forma, mas é preciso coragem para ficar de pé.

É preciso ter força para sentir a dor de um amigo, mas é preciso coragem para sentir as próprias dores.

É preciso ter força para esconder os próprios males, mas é preciso coragem para demonstrá-los.

É preciso ter força para suportar o abuso, mas é preciso coragem para fazê-lo parar.

É preciso ter força para ficar sozinho, mas é preciso coragem para pedir apoio.

É preciso ter força para amar, mas é preciso coragem para ser amado.

É preciso ter força para sobreviver, mas é preciso coragem para viver.

Se você sente que lhe faltam a força e a coragem, queira Deus que o mundo possa abraçá-lo hoje com seu calor e Amor!

E que o vento possa levar-lhe uma voz que lhe diz que há um Amigo, vivendo num outro lado do Mundo, desejando que você esteja bem e que, acima de tudo, seja muito feliz!!!

 
Resposta de Padre Zezinho a um Protestante, sobre Maria

Pequeno trecho da carta de Paulo Souza ao Padre Zezinho:

"Eu, evangélico e ex-católico. Maria não pode nada. Menos ainda as imagens dela que vocês adoram. Sua igreja continua idólatra. Já fui católico e hoje sou feliz porque só creio em Jesus. Você com suas canções é o maior propagador da idolatria Mariana. Converta-se enquanto é tempo. Senão vai para o inferno com suas canções idólatras..."

Paulo Souza, São Paulo-SP.

 

Resposta de Padre Zezinho...

Uma lição de sabedoria...

Sua carta chega a ser cruel. Em quatro páginas você consegue mostrar o que um verdadeiro evangélico não pode ser. Seus irmãos mais instruídos na fé sentiriam vergonha de ler o que você disse em sua carta contra nós católicos e contra Maria. O irônico de tudo isso é que, enquanto você vai para lá agredindo a mãe de Jesus e diminuindo o papel dela no cristianismo, um número enorme de evangélicos, fala dela, hoje, com maior carinho e começa a compreender a devoção dos católicos por ela.

Você pegou o bonde atrasado e na hora errada e deve ter ouvido os pastores errados, porque, entres os evangélicos, tanto como entre nós católicos, Maria é vista como a primeira cristã, e a figura mais expressiva da evangelização depois de Jesus. Eles sabem da presença firme e fiel de Maria ao lado do filho divino.

Evangélico hoje, meu caro, é alguém que pautou sua vida pelos evangelhos e, por ser um bom evangélico, não é preciso agredir nem os católicos nem a Mãe de Jesus.

Você é muito mais antimariano do que cristão ou evangélico. Seu negócio é agredir Maria e os católicos. Nem os bons evangélicos querem gente como você no meio deles.

Quanto ao que você afirma, que nós adoramos Maria, sinto pena de você.

Enquanto católico, segundo você afirma, já não sabia quase de bíblia por culpa da nossa igreja, agora que virou evangélico parece que sabe menos ainda de bíblia, de Jesus, de Deus e do reino dos céus.

Está confundindo culto de veneração com culto de adoração, está caluniando quem tem imagens de Maria em casa ao acusá-los de idólatras. Ora, Paulo, há milhões de católicos que usam das imagens e sinais do catolicismo de maneira serena e inteligente, e você usava errado, teria que aprender.

Ao invés disso foi para outra igreja aprender a decidir quem vai para o céu e quem vai para o inferno. Tornou-se juiz da fé dos outros.

Deu um salto gigantesco em seis meses, de católico tornou-se evangélico, pregador de sua igreja e já se coloca como a quarta pessoa da Santíssima Trindade, porque está decidindo quem vai para o céu e quem vai para o inferno.

Mais uns dois anos, talvez dê um golpe de estado no céu e se torne a  primeira pessoa da Santíssima Trindade. Então talvez, mande Deus avisar quem você vai por no céu e no inferno.

Sua carta é pretensiosa. Sugiro que estude mais evangelismo, e em poucos anos, estará escrevendo cartas bem mais fraternas e bem mais serenas do que esta. Desejo de todo o coração que você encontre bons pastores evangélicos. Há muitíssimos homens de Deus nas igrejas evangélicas que ensinarão a você como ser um bom cristão e como respeitar a religião dos outros.

Isso você parece que perdeu quando deixou de ser católico. Era um direito que você tinha: procurar sua paz. Mas parece que não a encontrou ainda, a julgar pela agressividade de suas palavras.

Quanto  a Maria, nenhum problema: é excelente caminho para Jesus. Até porque, quem está perto de Maria, nunca está longe de Jesus. Ela nunca se afastou, tire isso por você mesmo.

Se você se deu ao trabalho de me escrever uma carta para me levar a Jesus, e se acha capaz disso, imagine então o poder da mãe de Deus! De Jesus ela entende mais do que você.

Ou, inebriado com a nova fé, você se acha mais capaz do que ela? Se você pode sair por aí escrevendo cartas para aproximar as pessoas de Jesus, Maria pode milhões de vezes mais com sua prece de mãe. Ela já está no céu e você ainda está aqui apontando o dedo contra os outros  e decidindo quem vai  ou quem não vai para lá.

Grato por sua carta. Mostrou-me porque devo lutar pela compreensão entre as igrejas. É por causa de gente como você.

 

O texto foi extraído do jornal da Comunidade Luz da Vida  de Goiânia-GO.  Trata-se de uma carta resposta do Padre Zezinho a um jovem protestante que lhe escreveu.

 
Tudo pelo social

Tarcísio Barbosa

 

Para facilitar a vida do trabalhador - facilitar no sentido de o trabalhador ganhar mais uma graninha todo mês para complementar seu minguado salário - o governo, na sua visão de dar ajuda ao assalariado - criou e implementou o vale transporte e o vale alimentação. Aliás, duas grandes conquistas da classe trabalhadora.

O vale transporte corresponde a uma ajuda de custo para o trabalhador que mora longe da empresa e precisa se deslocar até a mesma para pegar no batente. Como muitos trabalhadores vão para o trabalho a pé, existe um florescente comércio de vale transporte nas ruas das grandes cidades: compra e venda. Neste caso, o trabalhador faz mais uma graninha cash. Normalmente o vale transporte é vendido abaixo do valor de face.

O vale alimentação talvez seja uma conquista mais importante que o vale transporte. Adeus às marmitas de antigamente que o trabalhador levava para seu serviço. A antiga betoneira. Nesta época, quando ainda não havia as marmitas térmicas, muitas vezes, quando o trabalhador ia comer, a comida já estava fria e estragada. Já passei por isto quando trabalhei de servente de pedreiro. O vale alimentação veio resolver este problema. Na hora do almoço, o trabalhador vai a um restaurante e almoça. O vale alimentação é trocado no comércio com facilidade pelo seu valor de face, quando o trabalhador não precisa se utilizar dele.

O vale motel... pera aí!, este ainda não foi criado. Quanta falta de sensibilidade do governo! Facilita a vida do trabalhador com os vales transporte e alimentação. E na hora do melhor, não facilita em nada! E o lazer do trabalhador vai pra onde? O vale motel deixaria o trabalhador mais feliz e teria um caráter social. Seria a socialização do acesso aos motéis. Hoje com preços pela hora da morte! Melhorando o faturamento dos motéis, haveria mais emprego. Coisa tão em falta hoje em dia! E o trabalhador, este ser sacrificado, poderia pular a cerca mais vezes e mais despreocupadamente. Eventualmente com a própria coleguinha de trabalho! Poderia ainda revezar: uma vez pagava o motel com o seu vale e na outra com o vale da coleguinha. É a igualdade dos sexos imperando! E o trabalhador mais feliz tem melhor produtividade. É o que dizem aquelas pessoas especializadas em recursos humanos.

O casalzinho poderia utilizar o vale transporte para ir para o motel e o vale refeição para lá almoçar. Claro, desde que tenha economizado ambos como afirmei no início deste artigo!

Até hoje eu não sei por que o governo ainda não criou o vale motel!

Espero que este artigo, que veementemente defende o bem-estar do trabalhador, seja lido por algum político de grande sensibilidade social que envidará esforços no Congresso Nacional para conseguir mais esta conquista para a nossa tão sofrida classe trabalhadora.

Dom Lula II não ficará insensível a esta nossa sugestão!

 

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Dom Lara fala sobre relação da Maçonaria e Igreja Católica

Bispo Emérito e Consultor Jurídico da CNBB proferiu palestra para platéia de 200 pessoas, no Templo da Loja Maçônica União de Ipatinga

Dom Lara enfatiza a aproximação da Igreja Católica com a Maçonaria depois do Vaticano II. Ele destacou também que a Igreja Católica adota dois ritos (maneira de celebrar a liturgia e de organizar a vida da Igreja) distintos: o rito latino e o rito oriental, sendo que na Igreja Católica oriental existem padres casados exercendo o ministério, o que não é admitido pela disciplina da Igreja Católica Latina.

Em seguida, Dom Lara discorreu sobre a origem da maçonaria, na idade média, quando a sociedade civil se constituía de corporações, entre as quais se destacaram as associações religiosas e as de operários. Dentre as de operários tinha destaque especial a dos pedreiros, que, por causa dos seus serviços apreciados em edifícios públicos, especialmente em igrejas, gozava de certas prerrogativas, de isenções e de franquias. Daí a origem de franc-maçon, ou pedreiros livres. Todos eram profundamente religiosos e cada associação queria firmar seus alicerces na religião, que dominava a sociedade, a fim de garantir sua estabilidade e proteger seus membros, proporcionando-lhes bem-estar físico, desenvolvimento intelectual e eterna felicidade à alma

Já entrando na questão das divergências entre as duas instituições, Dom Lara lembrou que a partir do século XIX, mais precisamente em 1877, o Grande Oriente da França suprimiu de suas constituições o dever de acreditar em Deus e na imortalidade da alma, e admitiu em seus quadros irreligiosos e ateus, caindo na irregularidade. Em função disto, a Loja Mãe da Maçonaria, Grande Loja Unida da Inglaterra, cortou relações com ela e ainda as mantém cortadas.

Assim, constatado que o anticlericalismo e o anticatolicismo se verificam apenas na Maçonaria irregular e não são da essência da Maçonaria Universal, é cada vez mais forte o movimento de aproximação entre a Igreja Católica e a Maçonaria. Ainda segundo o Bispo, é neste contexto que devem se colocar os pronunciamentos da Igreja Católica após o Concílio Vaticano II.

Dom Lara citou ainda um trecho bíblico ...“não deixes tua mão esquerda saber o que a direita faz” (Mateus 6,3) para enaltecer uma das convicções dos maçons, que é a de praticar a filantropia sem dar publicidade ao ato. O que, segundo ele, é um princípio louvável. O Bispo foi enfático também ao afirmar que “muitas vezes a Maçonaria é vista como associação envolta em mistérios, segredos, como por exemplo, sinais para se identificarem como maçons; e isso faz com que muitos imaginem ou fantasiem coisas estranhas, ridículas e absurdas, como pactos com o diabo e coisas assim”.

 

Relação tensa

Ao discorrer sobre o relacionamento entre a Igreja e a Maçonaria, Dom Lara disse que “ao longo da história, aconteceu muita coisa que¸ infelizmente, devemos lamentar. As relações entre estas duas instituições foram tensas. Mas essas tensões não tinham a mesma intensidade em todas as regiões. Antes do Concílio Vaticano II o posicionamento da Igreja Católica em relação à Maçonaria era muito severo. O cânon 2335, do antigo Código de Direito Canônico, estabelecia excomunhão para quem ingressasse na Maçonaria ou em outras associações que maquinassem contra a Igreja ou autoridades civis legitimamente constituídas.

No atual código de Direito Canônico esta penalidade não consta. Aliás, a palavra Maçonaria não é conhecida no atual código de Direito Canônico. O cânon 1374 desse Código penaliza o católico que ingressar em associação que maquina contra a Igreja. Não se refere explicitamente à Maçonaria”, enfatizou o religioso.

Para Dom Lara, na Região Metropolitana do Vale do Aço as relações entre Igreja Católica e Maçonaria parecem tranqüilas, e que o Bispo Diocesano, Dom Odilon Guimarães Moreira tem a mesma impressão.

Dom Lara finalizou com uma mensagem de união para os presentes: “o desejo ardente de Jesus Cristo é que todos sejam UM. E que todas as pessoas da terra se enlacem num grande abraço. Este sonho de Jesus Cristo deve encontrar eco e ressonância no coração de todos nós, seus seguidores. Ao longo da história sempre surgiram pessoas sensíveis ao projeto de Deus ao criar o homem e a mulher à sua imagem e semelhança”.

Para o presidente da Loja Maçônica União de Ipatinga, Ednaldo Amaral Pessoa, a visita de Dom Lara proporcionou momentos de rara felicidade a todos aqueles que compareceram à sessão. “A manifestação de Dom Lara foi simplesmente louvável, pois proporcionou oportunidade para que misticismos acerca da Maçonaria e da Igreja Católica fossem esclarecidos” destacou. Ednaldo destacou ainda que a mensagem de Dom Lara mostrou-nos a lição de que a relação com DEUS, para quem crê, é terapêutica e nos leva a viver a cura de nossas feridas interiores e físicas. Por fim, ressaltou que a presença de Dom Lara na Loja Maçônica demonstrou o quão grande é a sua coragem, restando constatada a erudição, sabedoria, inteligência e simplicidade, tão peculiar em Dom Lara.

A palestra foi acompanhada por representantes de vários setores da comunidade, como Lions, Rotary, Judiciário, OAB e padres, além de membros de várias Lojas Maçônicas do Vale do Aço.

Ao final da cerimônia, Dom Lara foi homenageado com uma placa de agradecimento e reconhecimento aos relevantes serviços prestados à comunidade, bem como por seu desprendimento em realizar a inédita palestra.

 

* Colaboração Jotha Pinheiro

 
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