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Não preciso de treinamento... Já sei tudo!

Para algumas pessoas, o treinamento é aceito como tortura e, de maneira enérgica, afirma que treinar não passa de um desperdício de dinheiro. Gradativamente, passam a ser indivíduos que não são capazes de perceber que a oportunidade de aprender permite aprimorar as habilidades profissionais e a resolução de problemas de comunicação, expandir o leque de negociação, administração de conflitos e a relação humana entre líder e liderado. Há pessoas que reclamam da empresa onde atuam, mas na prática não são capazes de oferecer um esforço a mais em favor da organização e da própria carreira profissional. Desta maneira, é possível perceber que através do treinamento, grande parcela de pessoas habituadas aos valores individuais podem ser treinadas para pensar no trabalho coletivo e se tornarem membros de uma equipe. O treinamento precisa atuar na parte racional, emocional e fortalecer a certeza de retorno do investimento realizado.

Pessoas que dizem que não precisam de treinamento, normalmente,  há mais de dois anos não realizam nenhuma alteração no próprio currículo e continuamente reclamam que o mercado de trabalho não oferece oportunidades. São pessoas que ao receber um convite para um treinamento, palestra, curso ou ainda, para uma reunião de feedback, balançam a cabeça demonstrando indignação e aversão ao tempo que será "desperdiçado" com esta atividade. Contam com esta percepção por não visualizar a oportunidade existente no desenvolvimento pessoal e, por não terem a capacidade de compartilhar informações, auxiliar na resolução de conflitos e desenvolver novas habilidades, necessárias para expansão de resultados positivos. Observe os dois fatores abaixo e perceba a existência de pessoas que afirmam saber tudo sobre determinado assunto, mas ao serem convocadas para determinada atividade, encontram dificuldades e não são capazes de alcançar os resultados esperados.

Funcionário que não recebe capacitação rema contra a missão -  Existem líderes e empresários lojistas que dizem não treinar seus liderados (balconistas, vendedores, atendentes) alegando que depois de algum tempo, este funcionário pedirá a demissão e passará a trabalhar no concorrente. Quando ouço afirmações como estas, faço reflexões, e imagino como deve ser o clima organizacional desta loja. Penso onde está a preocupação e a paixão que este líder demonstra sob seus liderados no processo de aprendizagem organizacional. Quando sou convidado para apresentar palestra para líderes lojistas, afirmo que um funcionário que não recebe capacitação, acaba remando contra a missão, a visão e a própria meta de venda. Você conhece alguma pessoa que trabalha em vendas desta maneira? Na prática, um profissional que não recebe treinamento e não participa de um processo de qualificação, acaba atendendo mal, encontrando desculpas e se escondendo atrás de culpados.

A chegada de um concorrente pode fazer acordar - Um empresário contou que era preciso intensificar o atendimento urgente da sua loja, melhorar a vitrine, o aspecto visual da loja e a iluminação. Questionei qual era o motivo de tamanha aceleração, pois anteriormente ele acreditava que isto era supérfluo. A resposta foi imediata: acaba de ser inaugurada, próximo da minha empresa, uma loja com estes diferenciais e os clientes estão comentando e elogiando. Perceba que há empresários que durante muito tempo mantêm a loja do mesmo jeito sem nenhuma inovação, entretanto, a chegada de um concorrente é capaz de fazer acordar. Há líderes que não investem em treinamento e ficam surpresos, quando percebem que há clientes que voltam continuamente para comprar na loja do concorrente. Também é relevante destacar que há líderes que não tem paciência para ensinar e querem melhores resultados dos seus liderados, que muitas vezes desconhecem onde, quando e como realizar determinada tarefa. Você conhece algum líder assim? O treinamento contribui para que o administrador se torne um membro de um time e mais disposto a ser julgado como parte de uma equipe.

Os líderes contemporâneos monitoram os resultados e fortalecem o exercício de treinar seus liderados para demonstrar continuamente, a necessidade de não aplicar uma visão pelo esforço competitivo, mas ao contrário, buscam estimular uma visão pelo esforço cooperativo entre colaboradores e setores. Uma organização, indiferentemente do tamanho, que deseja melhorar o desempenho no mercado onde atua, investe na capacitação da sua equipe de trabalho, na força de vendas e na melhoria continua por melhores indices produtivos. Define as expectativas, apóia, torce, vibra e faz com que cada treinamento, seja um momento de reflexão para contribuir com mudanças positivas no trabalho que realiza. Antes de reclamar do desempenho produtivo de um funcionário, responda: Esta pessoa recebeu realmente o treinamento necessário para alcançar os melhores resultados?

 

Dalmir Sant’Anna - palestrante comportamental, mestrando em Administração de Empresas (Univali), pós-graduado em Gestão de Pessoas (Univali), bacharel em Comunicação Social (Ielusc), mágico profissional. Visite o site: http://www.dalmir.com.br

 
LENÇÓIS

Um casal, recém-casado, mudou-se para um bairro muito tranqüilo.

Na primeira manhã na casa, enquanto tomava café,  a mulher reparou através da janela que uma vizinha pendurava lençóis no varal.

Que lençóis sujos pendurando no varal!

Está precisando de um sabão novo... Se eu tivesse intimidade  perguntaria se ela quer que eu a ensine a lavar as roupas!

O marido olhou e ficou calado.

Alguns dias depois, novamente, durante o café da manhã, a vizinha pendurava lençóis no varal e a mulher comentou com o marido:

Nossa vizinha continua pendurando os lençóis sujos!

Se eu tivesse intimidade perguntaria se ela quer que eu a ensine a lavar roupas!

E assim, a cada dois ou três dias, a mulher repetia seu discurso, enquanto a vizinha pendurava suas roupas no varal.

Passado um mês, a mulher se surpreendeu ao ver os lençóis sendo estendidos, e empolgada foi dizer ao marido:

Veja, ela aprendeu a lavar as roupas! Será que a outra vizinha ensinou???  Porque eu não fiz nada.

O marido calmamente respondeu: Não, hoje eu levantei mais cedo e lavei os vidros da nossa janela!

E assim é. Tudo depende da janela, através da qual observamos os fatos. Antes de criticar, verifique se você fez alguma coisa para contribuir. Verifique seus próprios defeitos e limitações.

Devemos olhar, antes de tudo, para nossa própria casa, para dentro de nós mesmos.

Lave sua vidraça.

Abra sua janela.

 

* Autor Desconhecido

 
BELEZA NÃO É TUDO...

Tarcísio Barbosa

 

Era uma vez duas gatinhas que frequentavam os melhores telhados da cidade. Angorás. Com pedigree. Belas. Encantadores olhos verdes. Poderosas. Sestrosas. Orgulhosas. Graciosas. Sonhadoras. Pelagem sedosa, pois batiam ponto semanalmente nos melhores salões de beleza da cidade.  De dia, dormiam, como acontece com os caninos. Caninos, não! Canino é cachorro. Bicho sem educação, barulhento, porco! É felino. Bicho limpo. Caprichoso. Cheio de manha, como as mulheres.

Como ainda não eram casadas, costumavam andar pela madrugada ronronando em busca de algum gato para azarar e passar a noite. Às vezes davam sorte, outras vezes, não.

Numa linda noite de verão. De lua cheia. Sem nenhuma ameaça de chuva, as duas amiguinhas saíram. Dispostas a qualquer coisa. Afinal de contas, estavam num atraso só. Vagando sem rumo pela madrugada, sem destino, sem sono. De léu em léu, mais pareciam duas folhas secas ao vento. Na solidão da madrugada, elas tinham como companhia somente a lua e as estrelas. Tudo fazia crer que seria mais uma noite de solidão.

Mas eis que de repente, não mais que de repente, elas viram dois gatos. - Miau! disseram as gatas, é hoje que nós vamos nos arrumar! Chegando mais perto viram que os gatos eram bem diferentes: um era peludo, fofão, belo, bem arrumadinho; o outro era feio, magricela, miava desafinado e sem bigode. Imagine só, um gato sem bigode!

É necessário lembrar que o gato peludão tinha belos músculos. Frequentava academia. Malhava que era um horror!

Conversa vai, cantada vem, os gatos toparam passar o restante da noite com as gatinhas. Eles também estavam à caça de uma aventura. Gerou-se um impasse: ambas as gatinhas queriam ficar com o gato bonitão. O impasse foi resolvido da maneira mais democrática possível: cara ou coroa.  Feito o sorteio, sem proteção, cada uma saiu com o seu gato. A gatinha acompanhada do gatão fofão, toda rebolosa. A gatinha acompanhada do gato magricela, feio, sem bigode, estava meio triste.  Mas fazer o quê? Sorteio é sorteio, e ponto final!

Lá pelas dez horas da manhã do dia seguinte, as duas gatinhas se encontraram e foram comentar a noitada.

- Querida, como foi sua noite com o gato peludão, bonito? Deve ter sido sensacional. Só de olhar para ele já me dava tremedeira, frisson.

- Que nada! O gato bonitão não era de nada. Só beleza! Passou a noite inteira me contando como fora castrado na infância. Para ser um gato manso e formoso. Foi pura perda de tempo. Eu deveria era ter voltado para casa para dormir sossegada. E você com o gato magricela?

- Uau! Uau, não! Miau! Foi ótima! Das melhores por que passei até hoje. Estou toda dolorida. Moída! Cruzes! O gato é um garanhão. Um tarado. Combinei com ele. Pra hoje à noite tem mais.

O fato é que beleza não põe mesa, conforme este relato verídico, pois tive que entrevistar as duas gatas. Uma mulher muito minha amiga me disse que o gato bonito é igual a homem de academia: lindo, formoso, bigodudo, boa conversa, culto, barriga de tanquinho...

Mas que adianta se a torneirinha não funciona!

 

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“O papa está certo”

*Edward Green

Quando Bento XVI afirmou que a distribuição de camisinhas não resolveria o problema da Aids, muitos disseram que ele estava errado. As evidências mostram o contrário. Estudos importantes, como pesquisas demográficas e de saúde, não conseguiram encontrar uma associação entre uma maior disponibilidade ou uso de preservativos e menores taxas de infecção pelo HIV na África.

Na prática, os preservativos mostraram não ser a melhor política para conter a Aids. As camisinhas não têm funcionado para frear a epidemia que se abate sobre o continente africano. Por mais católico que possa soar, a melhor política para epidemias generalizadas consiste em promover a fidelidade e a monogamia. O que vemos como resultado é uma redução do número de parceiros. O que também tem funcionado e deve se promover é a circuncisão masculina, que comprovadamente reduz as chances de contágio.

Um exemplo claro é o que aconteceu em Uganda. O país promoveu a política ABC, sigla em inglês para abstinência, fidelidade ou camisinha. A população contaminada com HIV foi reduzida em 66%. No entanto, o governo sofreu grande pressão para seguir a linha de prevenção de outros países. Como resultado, Uganda deixou a ênfase na redução do número de parceiros e passou a adotar a fórmula batida de preservativos + testes + remédios. Nos últimos anos, os índices de contaminação voltaram a aumentar.

O Brasil está em uma situação diferente, com uma chamada “epidemia concentrada”. Preservativos têm mais chances de sucesso em lugares assim. No entanto, ainda faltam programas que desencorajem sexo casual ou com prostitutas e múltiplos parceiros.

De maneira geral, a imprensa foi bastante irresponsável ao criticar o papa. E não culpo o público por estar confuso. Não seria errado pensar que muitos líderes e parte da mídia que “crucificaram” o papa deveriam checar antes os dados científicos mais recentes.

Logo, logo, as provas passarão a ser tão contundentes que a maioria dos mitos sobre a Aids serão destruídos. Assim, poderemos começar a implementar programas de prevenção com base em evidências científicas. Com ou sem a bênção do papa.

 

*Edward Green, diretor de projeto de pesquisa e prevenção da Aids da Escola de Saúde Pública de Harvard.

 
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