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ADOTAREI O AMOR

Gibran  Khalil  Gibran

Adotarei o amor por companheiro e o escutarei cantando,

e o beberei como vinho, e o usarei como vestimenta.

Na aurora, o amor me acordará e me conduzirá aos prados distantes.

 

Ao meio dia, conduzir-me-á à sombra das árvores

onde me protegerei do sol como os pássaros.

 

Ao entardecer conduzir-me-á ao poente,

onde ouvirei a melodia da natureza despedindo-se da luz,

e contemplarei as sombras da quietude adejando no espaço.

 

À noite, o amor abraçar-me-á, e sonharei com os mundos superiores

onde moram as almas dos enamorados e dos poetas.

 

Na primavera, andarei com o amor, lado a lado, e cantaremos juntos entre as colinas;  e seguiremos as pegadas da vida,

que são as violetas e as margaridas;

e beberemos a água da chuva, acumulada nos poços,

em taças feitas de narciso e lírios.

 

No verão, deitar-me-ei ao lado do amor sobre camas feitas

com feixes de espigas, tendo o firmamento por cobertor

e a lua e as estrelas por companheiras.

 

No outono, irei com o amor aos vinhedos e nos sentaremos no lagar, e contemplaremos as árvores se despindo

das suas vestimentas douradas

e os bandos de aves migratórias voando para as costas do mar.

 

No inverno, sentar-me-ei com o amor diante da lareira

e conversaremos sobre os acontecimentos dos séculos

e os anais das nações e povos.

 

O amor será meu tutor na juventude,

meu apoio na maturidade, e meu consolo na velhice.

 

O amor permanecerá comigo até o fim da vida,

até que a morte chegue,

e a mão de Deus nos reúna de novo.

 
Nunca antes neste país...

Prof. Tarcísio Barbosa

 

Os bordões sempre existiram. Cícero, tribuno romano, vivia dizendo: “Quousque tandem abutere patientia nostra, Catilina? Até quando abusarás da nossa paciência, Catilina? Para os menos  avisados, Catilina não era mulher de Cícero, não. Pois mulher sempre abusa da paciência da gente! Era um político muito dos chatos.  Parecido com os nossos dos tempos de hoje. Ah!, sempre eles, os políticos!

Delenda est Cartago, Cartago deve ser destruída, era o bordão de Catão lá no senado romano.  Até que foi mesmo. Não restou pedra sobre pedra. Está até parecendo a profecia sobre Jerusalém.

O rei Luiz XIV cunhou  L’État c’est moi – Eu sou o estado  - um dos grandes absolutistas da história ocidental.

No Brasil, alguns bordões ficaram célebres. Getúlio Vargas iniciava seus discursos com “trabalhadores do Brasil”.  E ia deitando falação por aí afora. É claro que, como sempre, se dirigia a pouca gente, pois brasileiro nunca foi muito chegado, nada!

Mais recentemente, Sarney, que iniciava seus discursos com “brasileiros e brasileiras”.

Nosso Guia atual, Dom Lula II, não podia deixar por menos, cunhou o não menos célebre “NUNCA ANTES NESTE PAÍS”. Que está ficando antológico.  Tretou, lerou – como dizem os antigos – sai o bordão. Perifraseando nosso Guia, também vou soltar o verbo por aí.

Nunca antes neste país se viram tantas mulheres gostosas andando com o mínimo possível de roupas. Com a calça bem baixinha, mostrando o cofrinho, outras o banco central.

Nunca antes neste país, teve tanta fruta madura e meu sabiá morrendo de fome.

Nunca antes neste país os políticos foram tão “espertos”.

Nunca antes neste país se trabalhou tanto pelas classes menos favorecidas com os programas de transferência de renda como o  bolsa família e o bolsa alimentação. E com o vale alimentação e o vale transporte para o trabalhador. Eu até propus o vale motel. Afinal, na hora do bão mesmo, o governo não ajuda em nada?  E o preço dos motéis anda pela hora da morte!

Nunca antes neste país se pagaram tantos impostos. Quase 40% de tudo o que se ganha vai para o governo.  Trabalhamos os quatro primeiros meses do ano para pagar impostos. Mas vale a pena!  Veja nosso sistema de saúde? Impecável!   Nossas estradas são como tapetes.

Nunca antes neste país houve um apagão aéreo.

Nunca antes neste país se falou tanto em ecologia. Estamos cheios de eco-chatos por aí. Falam muito e trabalham pouco.

Nunca antes neste país se criaram tantas faculdades privadas. Que vivem brigando entre si por alunos. Que são pegos no laço por aí! E com raras e honrosas exceções, nem são tão boas, nada!

Nunca antes neste país houve tanta corrupção.  Muitas delas desvendadas, mas cujos titulares raramente vão para a cadeia. Cadeia no Brasil foi feita para a família do P: pobre, preto e puta.

Nunca antes neste país tanto se fez pela educação: criação de novas universidades federais, de Cefets, do Reuni, do Prouni - Programa Universidade para Todos – que permitiu o acesso de centenas de milhares de jovens carentes às universidades.  FHC, o príncipe dos sociólogos, intelectual reconhecido mundialmente, não fez nem um terço daquilo que já fez Dom Lula II.

Nunca antes neste país houve tamanha oportunidade de trabalho, tanto na iniciativa privada quanto no governo. Todos os dias a imprensa lista um montão de concursos por aí. É hora de os jovens caírem matando e conquistar seu espaço.

Nunca antes neste país... agora já chega de tanta prosopopeia!

 
Não preciso de treinamento... Já sei tudo!

Para algumas pessoas, o treinamento é aceito como tortura e, de maneira enérgica, afirma que treinar não passa de um desperdício de dinheiro. Gradativamente, passam a ser indivíduos que não são capazes de perceber que a oportunidade de aprender permite aprimorar as habilidades profissionais e a resolução de problemas de comunicação, expandir o leque de negociação, administração de conflitos e a relação humana entre líder e liderado. Há pessoas que reclamam da empresa onde atuam, mas na prática não são capazes de oferecer um esforço a mais em favor da organização e da própria carreira profissional. Desta maneira, é possível perceber que através do treinamento, grande parcela de pessoas habituadas aos valores individuais podem ser treinadas para pensar no trabalho coletivo e se tornarem membros de uma equipe. O treinamento precisa atuar na parte racional, emocional e fortalecer a certeza de retorno do investimento realizado.

Pessoas que dizem que não precisam de treinamento, normalmente,  há mais de dois anos não realizam nenhuma alteração no próprio currículo e continuamente reclamam que o mercado de trabalho não oferece oportunidades. São pessoas que ao receber um convite para um treinamento, palestra, curso ou ainda, para uma reunião de feedback, balançam a cabeça demonstrando indignação e aversão ao tempo que será "desperdiçado" com esta atividade. Contam com esta percepção por não visualizar a oportunidade existente no desenvolvimento pessoal e, por não terem a capacidade de compartilhar informações, auxiliar na resolução de conflitos e desenvolver novas habilidades, necessárias para expansão de resultados positivos. Observe os dois fatores abaixo e perceba a existência de pessoas que afirmam saber tudo sobre determinado assunto, mas ao serem convocadas para determinada atividade, encontram dificuldades e não são capazes de alcançar os resultados esperados.

Funcionário que não recebe capacitação rema contra a missão -  Existem líderes e empresários lojistas que dizem não treinar seus liderados (balconistas, vendedores, atendentes) alegando que depois de algum tempo, este funcionário pedirá a demissão e passará a trabalhar no concorrente. Quando ouço afirmações como estas, faço reflexões, e imagino como deve ser o clima organizacional desta loja. Penso onde está a preocupação e a paixão que este líder demonstra sob seus liderados no processo de aprendizagem organizacional. Quando sou convidado para apresentar palestra para líderes lojistas, afirmo que um funcionário que não recebe capacitação, acaba remando contra a missão, a visão e a própria meta de venda. Você conhece alguma pessoa que trabalha em vendas desta maneira? Na prática, um profissional que não recebe treinamento e não participa de um processo de qualificação, acaba atendendo mal, encontrando desculpas e se escondendo atrás de culpados.

A chegada de um concorrente pode fazer acordar - Um empresário contou que era preciso intensificar o atendimento urgente da sua loja, melhorar a vitrine, o aspecto visual da loja e a iluminação. Questionei qual era o motivo de tamanha aceleração, pois anteriormente ele acreditava que isto era supérfluo. A resposta foi imediata: acaba de ser inaugurada, próximo da minha empresa, uma loja com estes diferenciais e os clientes estão comentando e elogiando. Perceba que há empresários que durante muito tempo mantêm a loja do mesmo jeito sem nenhuma inovação, entretanto, a chegada de um concorrente é capaz de fazer acordar. Há líderes que não investem em treinamento e ficam surpresos, quando percebem que há clientes que voltam continuamente para comprar na loja do concorrente. Também é relevante destacar que há líderes que não tem paciência para ensinar e querem melhores resultados dos seus liderados, que muitas vezes desconhecem onde, quando e como realizar determinada tarefa. Você conhece algum líder assim? O treinamento contribui para que o administrador se torne um membro de um time e mais disposto a ser julgado como parte de uma equipe.

Os líderes contemporâneos monitoram os resultados e fortalecem o exercício de treinar seus liderados para demonstrar continuamente, a necessidade de não aplicar uma visão pelo esforço competitivo, mas ao contrário, buscam estimular uma visão pelo esforço cooperativo entre colaboradores e setores. Uma organização, indiferentemente do tamanho, que deseja melhorar o desempenho no mercado onde atua, investe na capacitação da sua equipe de trabalho, na força de vendas e na melhoria continua por melhores indices produtivos. Define as expectativas, apóia, torce, vibra e faz com que cada treinamento, seja um momento de reflexão para contribuir com mudanças positivas no trabalho que realiza. Antes de reclamar do desempenho produtivo de um funcionário, responda: Esta pessoa recebeu realmente o treinamento necessário para alcançar os melhores resultados?

 

Dalmir Sant’Anna - palestrante comportamental, mestrando em Administração de Empresas (Univali), pós-graduado em Gestão de Pessoas (Univali), bacharel em Comunicação Social (Ielusc), mágico profissional. Visite o site: http://www.dalmir.com.br

 
LENÇÓIS

Um casal, recém-casado, mudou-se para um bairro muito tranqüilo.

Na primeira manhã na casa, enquanto tomava café,  a mulher reparou através da janela que uma vizinha pendurava lençóis no varal.

Que lençóis sujos pendurando no varal!

Está precisando de um sabão novo... Se eu tivesse intimidade  perguntaria se ela quer que eu a ensine a lavar as roupas!

O marido olhou e ficou calado.

Alguns dias depois, novamente, durante o café da manhã, a vizinha pendurava lençóis no varal e a mulher comentou com o marido:

Nossa vizinha continua pendurando os lençóis sujos!

Se eu tivesse intimidade perguntaria se ela quer que eu a ensine a lavar roupas!

E assim, a cada dois ou três dias, a mulher repetia seu discurso, enquanto a vizinha pendurava suas roupas no varal.

Passado um mês, a mulher se surpreendeu ao ver os lençóis sendo estendidos, e empolgada foi dizer ao marido:

Veja, ela aprendeu a lavar as roupas! Será que a outra vizinha ensinou???  Porque eu não fiz nada.

O marido calmamente respondeu: Não, hoje eu levantei mais cedo e lavei os vidros da nossa janela!

E assim é. Tudo depende da janela, através da qual observamos os fatos. Antes de criticar, verifique se você fez alguma coisa para contribuir. Verifique seus próprios defeitos e limitações.

Devemos olhar, antes de tudo, para nossa própria casa, para dentro de nós mesmos.

Lave sua vidraça.

Abra sua janela.

 

* Autor Desconhecido

 
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