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ARRANJE UM AMANTE

Prof. Tarcísio Barbosa

Muitas mulheres têm um amante. Outras já tiveram e o perderam na roda do tempo inexorável. Se você sofre de insônia, pessimismo, apatia; se você tem crises de choro ou outras “ziquiziras”; se você vê o mundo cinzento; se você mal percebe os dias passando; se você reclama de tudo - dos dias de chuva, de sol, do inverno, verão, primavera; se você não se encanta com o sorriso de uma criança; se você não admira o magnífico por do sol por trás das montanhas; se você toma aquelas pílulas multicoloridas – umas para dormir, outras para acordar, outras para digestão e outras para não sei o quê... Então você não está vivendo, está empurrando a vida. O francês diz “vivre pour vivre” - viver por viver.

Na melodia da vida, a música é interrompida por uma pausa.  Mas o maestro está lá para recomeçar tudo em tempo hábil.  Você, mulher, é a maestrina de sua vida.  A pausa - na qual podem esconder-se os planos fracassados, os esforços frustrados, os amores destruídos na roda da vida, suas agonias - deverá ser rápida. Recomece logo, logo!  A vida é curta e cheia de belas surpresas.

Para começar, apanhe aquelas pílulas que a escravizam, jogue-as no vaso e dê descarga.  Aproveite e jogue lá também as tristezas, agonias, desamores, rancores, mágoas e desilusões. Respire fundo e arranje um amante. Não estou recomendando a você um “Ricardão”, não.  Mas também pode ser! Estou recomendando a você um novo sentido para sua vida, uma nova proposta de vida, um novo começo. Et pourquoi pas, un nouvel amant?

Amante é aquilo que vai apaixonar você, vai tomar conta do seu pensamento antes de você conciliar o sono e, muitas vezes, vai tirar-lhe o sono. Você pode encontrá-lo na música, nos estudos, no trabalho, na religião, na boa mesa – cuidado para não se entusiasmar demais e virar uma baleia, pois aí você muda de problema - no seu passatempo predileto. Conheço uma senhora, feliz nos seus bem vividos 84 aninhos, que tem como amante, além dos filhos, a religião. Pertence ainda ao Grupo da Terceira Idade e canta no seu coroal.  Não está errado, não!  É coroal mesmo - um coral só de coroas. Muitas mulheres fazem trabalho voluntário em hospitais, creches, dão aulas particulares de reforço, às vezes, gratuitamente. Enfim, descobriram uma razão para viver. São mulheres que arranjaram um amante, saíram do “vivre pour vivre”. Têm um novo escopo na vida.  A vida é para ser vivida, não para ser sofrida.

Dê a si mesma uma oportunidade de ser feliz: ARRANJE UM AMANTE!

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BRANCO QUE SE CUIDE

 

Tarcísio Barbosa

Dizem os estudiosos que a homens se originaram lá da África.  De lá se espalharam por toda a Europa, Ásia e posteriormente a América. Dentro dessa premissa, nossos ancestrais eram pretos. Pois a África é o continente negro. Mas quem dominou o mundo foi a raça branca. Foi? Será que ainda não continua sendo?

Você já imaginou um Cristo preto. Japonês. Sem chance. Apesar de os religiosos, católicos, protestantes e outros não admitirem racismo. De mentirinha, é claro! Tarzã, o rei das selvas da áfrica, era branco. Ou ainda é, se é que ainda existem filmes de tarzã. Os grandes gênios da humanidade eram brancos. Cientistas, artistas, religiosos, financistas, mas tem muitos artistas e esportistas negros.

Mas agora as coisas estão mudando. Dom Lula II disse que os culpados pela crise financeira que assola a humanidade, uma tsunami, são os brancos de olhos azuis. Tô fora desta, pois sou branco de olhos castanhos. Mesmo assim, acho que nem muito branco nada. Criaram-se no Brasil as cotas raciais. O cidadão branco comum vem sendo agressivamente discriminado no Brasil em favor de índios e afro-descendentes. Se um branco, índio ou afro-descendente tiverem a mesma nota num vestibular, o branco será excluído. Em igualdade de condições, o branco é um cidadão inferior.

FHC, o príncipe dos sociólogos, se disse com um pé na cozinha, mulâtre, mulato em francês. Claro. Queria os votos dos negros do Brasil.

Se eu fosse hoje fazer vestibular, diria que era negro. E daí? É tudo muito confuso mesmo. Garanto que se examinarem meu DNA vão achar muitos genes de negro. Bateria o pé e brigaria por uma vaga até o desespero.

Caso interessante aconteceu na UnB, Universidade de Brasília, há pouco tempo. Dois irmãos, gêmeos idênticos, se inscreveram no vestibular e ambos se disseram negros. A UnB classificou um de negro e o outro de branco.

Dá pro cê!

 

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ARRANJE UM NAMORADO

Prof. Tarcísio Barbosa
Namorado não é ficante, amante, amigo, companheiro ou marido. Namorar não é compromisso de papel passado. É compromisso só de coração.
Mulher que não namora é porque tirou férias de seus sentimentos, do coração!  Está na solidão. Que resulta em feridas na alma: sentimentos de desconforto, de inutilidade, de baixa autoestima, de depressão, de ausência de laços afetivos, de prostração e até mesmo de saudade. Para você vencer a solidão, você precisa de amizade, empatia, simpatia e... de um namorado.
Existe coisa melhor no mundo que namorar? Namorar é muito bom, é gostoso! Não importa a idade, o local. Estar em estado de paixão, é estar em estado de graça. Livre, leve, solta!
Namore muito. Namore sempre! Trema de emoção, flutue na paixão, aguente grandes descargas de adrenalina, se desespere na espera de um simples telefonema, beije gostoso, passeie de mãos dadas no calçadão, na praia, jure amor eterno, ande sob um mesmo guarda-chuva, tome sorvete juntos, dance, sinta o perfume das flores silvestres, admire o sorriso das crianças, o canto dos pássaros, o nascer e o por do sol. 
Namorar é fácil? Não, não é! É muito difícil. Namorado é a mais difícil das conquistas. Difícil porque namorado de verdade é muito raro. Namorado não precisa ser o mais bonito, o mais rico, o mais culto. Precisa ser o mais atencioso, o mais carinhoso.
Não ter namorado é não sentir o gosto de ser acordada com o telefone tocando de madrugada só para ouvir uma declaração ardente de amor. É não sofrer por amor pela ausência, pela demora, pelo ciúme...  É não se emocionar com as poesias de Vinícius, Chico Buarque, Drummond, Fernando Pessoa, Camões e tantos outros que cantaram em verso sentimentos, amores e paixões que nos levam do inferno ao paraíso. É olhar o futuro e não ver nada. É passar frio nas madrugadas; é, às vezes, passar raiva; é nunca ser calada com um beijo; é não ter alguém com quem trocar confidências, discutir literatura; é não ter ninguém para lhe dizer “te amo”; é não ter um ombro para os dias tristes; é fazer amor por fazer; é desvalorizar o seu ego; e muito, muito mais!
Se você não tem namorado, você está no limbo das almas perdidas, está passando pela vida, não está vivendo. Saia da rotina, deste marasmo! Viva a vida com paixão!
Arranje um namorado!

 
A importância da água para Idosos

Sempre que dou aula de Clínica Médica a estudantes do quarto ano de Medicina, lanço a pergunta: “Quais as causas que mais fazem o vovô ou a vovó terem confusão mental?” 
Alguns arriscam: “Tumor na cabeça?”  Eu digo: “Não”.
Outros apostam: “Mal de Alzheimer?” Respondo, novamente: “Não”.  
A cada negativa a turma espanta-se. E fica ainda mais boquiaberta quando enumero os três responsáveis mais comuns:  - diabetes descontrolado;
- infecção urinária; - a família passou um dia inteiro no shopping, enquanto os idosos ficaram em casa. Parece brincadeira, mas não é.  Constantemente vovô e vovó, sem sentir sede, deixam de tomar líquidos. Quando falta gente em casa para lembrá-los, desidratam se com rapidez. A desidratação tende a ser grave e afeta todo o organismo. Pode causar confusão mental abrupta, queda de pressão arterial, aumento dos batimentos cardíacos (“batedeira”), angina (dor no peito), coma e até morte... 
Insisto: não é brincadeira.
Ao nascermos, 90% do nosso corpo é constituído de água. Na adolescência, isso cai para 70%. Na fase adulta, para 60%. Na terceira idade, que começa aos 60 anos, temos pouco mais de 50% de água.
Isso faz parte do processo natural de envelhecimento... Portanto, de saída, os idosos têm menor reserva hídrica...  
Mas há outro complicador: mesmo desidratados, eles não sentem vontade de tomar água, pois os seus mecanismos de equilíbrio interno não funcionam muito bem.  
Explico: Nós temos sensores de água em várias partes do organismo. São eles que verificam a adequação do nível. Quando ele cai, aciona-se automaticamente um “alarme”. Pouca água significa menor quantidade de sangue, de oxigênio e de sais minerais em nossas artérias e veias. Por isso, o corpo “pede” água. A informação é passada ao cérebro, a gente sente sede e sai em busca de líquidos. 
Nos idosos, porém, esses mecanismos são menos eficientes. A detecção de falta de água corporal e a percepção da sede ficam prejudicadas. Alguns, ainda, devido a certas doenças, como a dolorosa artrose, evitam movimentar-se até para ir tomar água. 
 Conclusão: Idosos desidratam-se facilmente não apenas porque possuem reserva hídrica menor, mas também porque percebem menos a falta de água em seu corpo.  
Além disso, para a desidratação ser grave, eles não precisam de grandes perdas, como diarréias, vômitos ou exposição intensa ao sol.   Basta o dia estar quente ou a umidade do ar baixar muito - como tem sido comum nos últimos meses. Nessas situações, perde-se mais água pela respiração e pelo suor.   Se não houver reposição adequada, é desidratação na certa.
Mesmo que o idoso seja saudável, fica prejudicado o desempenho das reações químicas e funções de todo o seu organismo. 
Por isso, aqui vão dois alertas. 
O primeiro é para vovós e vovôs: tornem voluntário o hábito de beber líquidos. Bebam toda vez que houver uma oportunidade. Por líquido entenda-se água, sucos, chás, água-de-coco, leite. Sopa, gelatina e frutas ricas em água, como melão, melancia, abacaxi, laranja e tangerina, também funcionam.  
O importante é, a cada duas horas, botar algum líquido para dentro. Lembrem-se disso!  Meu segundo alerta é para os familiares: Ofereçam constantemente líquidos aos idosos. Lembrem-lhes de que isso é vital. Ao mesmo tempo, fiquem atentos. Ao perceberem que estão rejeitando líquidos e, de um dia para o outro, ficam confusos, irritadiços, fora do ar, atenção. É quase certo que esses sintomas sejam decorrentes de desidratação. Líquido neles e rápido para um serviço médico.  

Arnaldo Lichtenstein, médico, clínico-geral do Hospital das Clínicas e professor colaborador do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

 
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