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ARRANJE UM NAMORADO

Prof. Tarcísio Barbosa
Namorado não é ficante, amante, amigo, companheiro ou marido. Namorar não é compromisso de papel passado. É compromisso só de coração.
Mulher que não namora é porque tirou férias de seus sentimentos, do coração!  Está na solidão. Que resulta em feridas na alma: sentimentos de desconforto, de inutilidade, de baixa autoestima, de depressão, de ausência de laços afetivos, de prostração e até mesmo de saudade. Para você vencer a solidão, você precisa de amizade, empatia, simpatia e... de um namorado.
Existe coisa melhor no mundo que namorar? Namorar é muito bom, é gostoso! Não importa a idade, o local. Estar em estado de paixão, é estar em estado de graça. Livre, leve, solta!
Namore muito. Namore sempre! Trema de emoção, flutue na paixão, aguente grandes descargas de adrenalina, se desespere na espera de um simples telefonema, beije gostoso, passeie de mãos dadas no calçadão, na praia, jure amor eterno, ande sob um mesmo guarda-chuva, tome sorvete juntos, dance, sinta o perfume das flores silvestres, admire o sorriso das crianças, o canto dos pássaros, o nascer e o por do sol. 
Namorar é fácil? Não, não é! É muito difícil. Namorado é a mais difícil das conquistas. Difícil porque namorado de verdade é muito raro. Namorado não precisa ser o mais bonito, o mais rico, o mais culto. Precisa ser o mais atencioso, o mais carinhoso.
Não ter namorado é não sentir o gosto de ser acordada com o telefone tocando de madrugada só para ouvir uma declaração ardente de amor. É não sofrer por amor pela ausência, pela demora, pelo ciúme...  É não se emocionar com as poesias de Vinícius, Chico Buarque, Drummond, Fernando Pessoa, Camões e tantos outros que cantaram em verso sentimentos, amores e paixões que nos levam do inferno ao paraíso. É olhar o futuro e não ver nada. É passar frio nas madrugadas; é, às vezes, passar raiva; é nunca ser calada com um beijo; é não ter alguém com quem trocar confidências, discutir literatura; é não ter ninguém para lhe dizer “te amo”; é não ter um ombro para os dias tristes; é fazer amor por fazer; é desvalorizar o seu ego; e muito, muito mais!
Se você não tem namorado, você está no limbo das almas perdidas, está passando pela vida, não está vivendo. Saia da rotina, deste marasmo! Viva a vida com paixão!
Arranje um namorado!

 
A importância da água para Idosos

Sempre que dou aula de Clínica Médica a estudantes do quarto ano de Medicina, lanço a pergunta: “Quais as causas que mais fazem o vovô ou a vovó terem confusão mental?” 
Alguns arriscam: “Tumor na cabeça?”  Eu digo: “Não”.
Outros apostam: “Mal de Alzheimer?” Respondo, novamente: “Não”.  
A cada negativa a turma espanta-se. E fica ainda mais boquiaberta quando enumero os três responsáveis mais comuns:  - diabetes descontrolado;
- infecção urinária; - a família passou um dia inteiro no shopping, enquanto os idosos ficaram em casa. Parece brincadeira, mas não é.  Constantemente vovô e vovó, sem sentir sede, deixam de tomar líquidos. Quando falta gente em casa para lembrá-los, desidratam se com rapidez. A desidratação tende a ser grave e afeta todo o organismo. Pode causar confusão mental abrupta, queda de pressão arterial, aumento dos batimentos cardíacos (“batedeira”), angina (dor no peito), coma e até morte... 
Insisto: não é brincadeira.
Ao nascermos, 90% do nosso corpo é constituído de água. Na adolescência, isso cai para 70%. Na fase adulta, para 60%. Na terceira idade, que começa aos 60 anos, temos pouco mais de 50% de água.
Isso faz parte do processo natural de envelhecimento... Portanto, de saída, os idosos têm menor reserva hídrica...  
Mas há outro complicador: mesmo desidratados, eles não sentem vontade de tomar água, pois os seus mecanismos de equilíbrio interno não funcionam muito bem.  
Explico: Nós temos sensores de água em várias partes do organismo. São eles que verificam a adequação do nível. Quando ele cai, aciona-se automaticamente um “alarme”. Pouca água significa menor quantidade de sangue, de oxigênio e de sais minerais em nossas artérias e veias. Por isso, o corpo “pede” água. A informação é passada ao cérebro, a gente sente sede e sai em busca de líquidos. 
Nos idosos, porém, esses mecanismos são menos eficientes. A detecção de falta de água corporal e a percepção da sede ficam prejudicadas. Alguns, ainda, devido a certas doenças, como a dolorosa artrose, evitam movimentar-se até para ir tomar água. 
 Conclusão: Idosos desidratam-se facilmente não apenas porque possuem reserva hídrica menor, mas também porque percebem menos a falta de água em seu corpo.  
Além disso, para a desidratação ser grave, eles não precisam de grandes perdas, como diarréias, vômitos ou exposição intensa ao sol.   Basta o dia estar quente ou a umidade do ar baixar muito - como tem sido comum nos últimos meses. Nessas situações, perde-se mais água pela respiração e pelo suor.   Se não houver reposição adequada, é desidratação na certa.
Mesmo que o idoso seja saudável, fica prejudicado o desempenho das reações químicas e funções de todo o seu organismo. 
Por isso, aqui vão dois alertas. 
O primeiro é para vovós e vovôs: tornem voluntário o hábito de beber líquidos. Bebam toda vez que houver uma oportunidade. Por líquido entenda-se água, sucos, chás, água-de-coco, leite. Sopa, gelatina e frutas ricas em água, como melão, melancia, abacaxi, laranja e tangerina, também funcionam.  
O importante é, a cada duas horas, botar algum líquido para dentro. Lembrem-se disso!  Meu segundo alerta é para os familiares: Ofereçam constantemente líquidos aos idosos. Lembrem-lhes de que isso é vital. Ao mesmo tempo, fiquem atentos. Ao perceberem que estão rejeitando líquidos e, de um dia para o outro, ficam confusos, irritadiços, fora do ar, atenção. É quase certo que esses sintomas sejam decorrentes de desidratação. Líquido neles e rápido para um serviço médico.  

Arnaldo Lichtenstein, médico, clínico-geral do Hospital das Clínicas e professor colaborador do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

 
Os Quatro Pilares da Educação

Carlos Alberto Serra Negra *
O Relatório da Comissão Internacional de Educação da UNESCO elaborado por Jacques Delors apontam pilares para a educação do século XXI. Os quatro pilares da educação sugeridos pelo relatório são fundamentais para a construção de um novo paradigma que valorize a vida e as pessoas. No quadro dessa diversidade contemporânea, complexa e desafiadora, o relatório destaca os quatro pilares básicos essenciais a um novo conceito de educação: a) Aprender a conhecer; b) Aprender a viver; c) Aprender a fazer; d) Aprender a ser.
No relatório da UNESCO aprender a conhecer visa: “A Aquisição de um repertório de saberes codificados dos próprios instrumentos do conhecimento e deve ser considerado, simultaneamente, como um meio e uma finalidade da vida humana”. Condutas pautadas na estagnação do tempo e dos processos repetitivos não são mais aceitos. O princípio do conservadorismo que norteia grande parte da conduta pessoal e profissional será, certamente, revisto, para que os profissionais tenham saberes mais utilitários, mais imediatos e mais rápidos.
Sairemos da aprendizagem de conhecimentos que requerem memorização para a aprendizagem baseada na reflexão e análise. Passaremos do ensino para a pesquisa e do exercício da repetição, para o exercício da criatividade.
Estudar para o resto da vida. Por todos os lados que se olham as informações estão sempre disponíveis aos alunos e aos profissionais, compete a eles não deixarem de perder a oportunidade do futuro, a oportunidade de aprender agora!
De acordo com o relatório da UNESCO aprender a viver juntos, aprender a viver com os outros torna a dimensão deste pilar como fundamental no estabelecimento das relações humanas e sociais com propósitos próprios caracterizados da seguinte forma:
A Educação deve utilizar duas vias complementares. Num primeiro nível, a descoberta progressiva do outro. Num segundo nível, e ao longo de toda a vida, a participação em projetos comuns, que parece ser um método eficaz para evitar ou resolver conflitos latentes.
As práticas em sala de aula e no ambiente externo da escola que fazem com que os alunos trabalhem em equipe, se constituam em grupos de estudos e pesquisas e interagem com alunos de outros cursos e com a comunidade, levam, com certeza, a concretização do pilar aprender a viver juntos.
Cursos e professores devem adotar práticas de ensino que respeitem a individualidade porque este favorece o pilar do aprender a ser e, ao mesmo tempo, adotar práticas de ensino que favoreçam o trabalho em equipe e em grupos para reforçar o pilar do aprender a viver juntos. Já foi o tempo em que os profissionais trabalhavam sozinhos, longe da realidade do mundo e alienando seus conhecimentos.
De acordo com o relatório da UNESCO aprender a fazer visa: “Ensinar o aluno a pôr em prática os seus conhecimentos e, também, como adaptar a educação ao trabalho futuro”. Neste sentido o pilar aprender a fazer aponta para duas vertentes: a relação teoria e prática do ensino e o trabalho do profissional do futuro. É discurso da maioria dos alunos formandos que não se sentem preparados tecnicamente para enfrentar o mercado de trabalho.
No aspecto trabalho para o futuro contemplado no pilar aprender a fazer também é preocupante em se tratando de educação profissionalizante.
No ensino superior as ações concretas dos professores em classe ou extraclasses quem possibilitam aos alunos adquirirem essas capacidades são bastante reduzidas.
Ora, num mundo em que se valoriza mais o TER do que o SER, que se valoriza mais a competição do que a cooperação, que se valoriza mais a individualidade do que a coletividade, o discurso do professor em sala de aula, em sentido contrário, pode ser em vão. O Mundo fora da sala de aula conspira contra os bons valores morais que os professores tentam colocar aos alunos.
Jacques Delors no relatório da UNESCO deixa bem claro que o compromisso da educação do século XXI no que se refere ao pilar do aprender a ser é fazer com que os alunos estejam compromissados com sua completa realização como indivíduo, membro de uma família, membro de uma coletividade, cidadão, produtor, inventor de técnicas e criador de sonhos.
Fazer essas realidades se tornarem real é o desafio do ensino universitário.

* Administrador, Contador. Professor e pesquisador do Unilieste. Mestre em Contabilidade pela FVC. Membro da Academia Mineira de Ciências Contábeis.

 
CARTAS

Prezados Jornalistas,
Quero parabenizá-los pela qualidade do enfoque sobre Novas Eleições em Ipatinga,  edição do dia 18/07. Gosto muito de ler o Classivale, um jornal que descreve tudo com realidade e com imparcialidade. Tenho acompanhado o trabalho de vocês ao longo desses anos. Continuem assim.
José do Carmo Lage - Iguaçu- Ipatinga
 
Mergulhão
De fato tenho comprovado o que sempre leio na Parabólica desse credibilizado jornal. O mergulhão está deixando todos nós com medo no período noturno. Na pista por baixo do viaduto da Vale, os postes estão com lâmpadas queimadas, com defeito e ficamos na escuridão. É perigoso passar sozinha caminhando, ou voltando da Faculdade. Moro no Bom Retiro, assim como muitas pessoas que são obrigadas a utilizar esta via pública, ficamos temerosas pelas nossas vidas. Acabo de tomar conhecimento que o Kartódromo terá torres de iluminação. Vai beneficiar uma meia dúzia que vai ganhar dinheiro com promoções e shows, enquanto nós corremos riscos de sermos assaltadas, molestadas no nosso dia-a-dia. É um absurdo o que a Cemig e a Prefeitura fazem! Coisas do poder público. Enquanto isso, salve-se quem puder!
Gilda Coelho Moraes

Caro Editor,
Gostaria de me pronunciar a respeito de uma crônica que li nesse jornal e que achei muito interessante. Foi um artigo do professor Tarcísio Babosa que abordava o tema: Apaixone-se, Mulher!  Achei de muita valia as suas considerações. Sempre leio as suas crônicas e imagino que ele seja uma pessoa muito criativa e culta, de uma sabedoria ímpar. Transmita a ele meus cumprimentos pelas crônicas publicadas.
Eneida Vieira Souza - Professora

 
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