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Circuito Veredas do Paraopeba

O Circuito Veredas do Paraopeba é uma região mineira cercada de montanhas, com muitos vales e rios e água abundante. É um paraíso para quem gosta do campo, de praticar esportes ligados à natureza ou simplesmente de contemplá-la. São dez os municípios que a constituem: Bonfim, Belo Vale, Brumadinho, Crucilândia, Ibirité, Mário Campos, Moeda, Piedade dos Gerais, Rio Manso e Sarzedo.

No contexto turístico, Brumadinho é um dos municípios mais atraentes deste circuito. Sua grande atração é o Museu de Arte Contemporânea Inhotim, hoje, o maior museu do mundo a céu aberto, com diversas galerias de arte em meio a um imenso jardim tropical. Nas encostas da Serra da Moeda, o município mantém um bonito parque natural – o Parque Estadual da Serra do Rola Moça – e proporciona a prática de esportes de aventura como balonismo e vôo livre. É ali que se destaca o povoado de Casa Branca, com seus condomínios de luxo, pousadas e restaurantes de boa qualidade. O clima frio da serra favorece à gastronomia. Mas o território municipal preserva muitas áreas verdes e é pontilhado de pequenos povoados, sítios e antigas fazendas entre campos, serras, nascentes, cachoeiras e quedas d’água. Em decorrência de sua história, Brumadinho está hoje inserido no Programa da Estrada Real.

Bonfim mantém suas tradições nas movimentadas festas religiosas e profanas que realiza. O destaque fica para o famoso “carnaval à cavalo”. Muito acolhedora, a cidade ainda conserva parte de suas construções históricas e inúmeros cruzeiros espalhados por toda a região.

A pequena e agradável Crucilândia também guarda antigas igrejas e fachadas de construções históricas. O território municipal mantém um clima úmido, variada vegetação e um relevo caracterizado de colinas entremeadas de vales, conferindo-lhe paisagens muito bonitas. Dentre os seus atrativos naturais, destacam-se: as cachoeiras dos Macacos, do Zé Ventana e da Usina Antiga, as cascatas do Sapecado, do Córrego Muit’água, dos Castros, da Santa Fé e do Córrego da Sesmaria.

Em Ibirité, o destaque é para as manifestações culturais. O município preserva suas guardas de congado e folias de reis e realiza animadas festas típicas, como a do produtor rural. Foi em Ibirité que a educadora Helena Antipoff desenvolveu seu trabalho e suas obras. Como atrações naturais, destacam-se: a Lagoa da Petrobrás, as cachoeiras do Sumidouro e Maravilha e a Serra do Rola Moça.

Em Mário Campos, o destaque fica para a natureza. Ali está a Fazenda Esperança que preserva o mais expressivo manancial de águas da região, com fontes radioativas e fluoretadas que dão à cidade inclusive o status de Estância Hidromineral. As nascentes de rios situadas nos pequenos vales das encostas também merecem destaque. Mas é a Serra dos Três Irmãos, uma extensão da Serra do Curral, que marca a paisagem municipal.

É a prática de esportes como asa-delta, balonismo, paraglider e mountain bike que movimenta o município de Moeda. As caminhadas nas trilhas como a do Elefantinho levam a locais curiosos como a “casa de pedra”, ruína no alto do morro de uma antiga fábrica clandestina de moedas de ouro. Nessa região, o que encanta são as plantas exóticas da Serra da Moeda e o vôo de aves como o gavião e a maritaca, além da presença dos pica-paus e corujas.

Muito visitada por romeiros, Piedade dos Gerais é conhecida por ter sido o local da aparição de Nossa Senhora da Piedade no Vale da Imaculada Conceição. A tradicional hospitalidade dos mineiros aliada às refrescantes cachoeiras, rios e colinas suavemente onduladas atraem aqueles que buscam tranqüilidade e descanso.

Em Rio Manso, os atrativos naturais é que se sobressaem: são cachoeiras como a de Biquinho da Pedra, na localidade de Peroba, e a de Grotas, a “Prainha” do João Mateus, a árvore centenária no Bairro Pequi, entre outros. Mas, ao visitar Rio Manso, vale a visita à Casa da Cultura Dr. Mildo Ruggani e à Igreja Matriz de Santa Luzia. Na paisagem, destaca-se o rio que deu o nome à cidade, desenhando inúmeras curvas nas planícies, com águas mansas e tranqüilas, deixando às margens vastas áreas de pastagens e próprias para cultura.

Próxima a Belo Horizonte, Sarzedo é uma cidade nova que teve sua emancipação em 21 de dezembro de 1995. Por estar tão perto da metrópole, cresce dia a dia, mas seus atrativos naturais localizados em seus arredores permanecem intocados.

Próxima a Belo Horizonte, Sarzedo é uma cidade nova que teve sua emancipação em 21 de dezembro de 1995. Por estar tão perto da metrópole, cresce dia a dia, mas seus atrativos naturais localizados em seus arredores, permanecem intocados.

 

* Fonte: Folder Circuito Veredas do Paraopeba

 
Viçosa

Conhecimento, cultura, muito agito, juventude, pessoas de diferentes partes do país e um descontraído cotidiano de cidade universitária, fazem de Viçosa um dos municípios mais importantes da Zona da Mata.

A história do município tem início em 1800, quando o padre Francisco José da Silva recebeu a autorização para construir uma capela dedicada a Santa Rita. Ao redor da capela, desenvolveu-se um povoado que ficou conhecido como Santa Rita do Turvo.

Em 1871, o povoado foi elevado a município e cinco anos depois passou à categoria de cidade com o nome de Viçosa de Santa Rita, em homenagem a Dom Antônio Ferreira Viçoso, bispo de Mariana. Apenas em 1911, o município adquire a denominação atual.

Nessa época, o município ficou conhecido como importante pólo de comercialização agrícola e atividades econômicas associado ao cultivo do café. Em 1920, o então Presidente, Arthur da Silva Bernardes, mineiro de Viçosa, compreendeu que algo novo teria de ser introduzido para o desenvolvimento econômico da região. Resolveu então incluir em seu programa de governo três projetos.

Um dos projetos foi dedicado à infra-estrutura de energia e transporte; a construção da Companhia Força e Luz de Viçosa e a expansão da estrada de ferro Leopoldina Railway até a cidade. Os outros na área educacional; uma escola de nível médio, destinada à formação prática dos filhos de pequenos agricultores e outra de nível superior, a Escola Superior de Agricultura e Veterinária (ESAV), criada pelo Decreto nº 6.053, de 30 de março de 1922, que originou a Universidade Federal de Viçosa (UFV).

Com a construção da ESAV, Arthur Bernardes pretendia trazer para a cidade tecnologia e estudos relacionados à produção agrícola da cidade. Para organizar e construir o que viria a ser o campus, o presidente contou com o trabalho de dois admiráveis profissionais, cada qual em suas respectivas especialidades. Dos Estados Unidos, trouxe o Professor Peter Henry Rolfs, pesquisador na área de Fitopatologia e diretor da Escola de Agricultura da Flórida. E, da vizinha Ponte Nova, o engenheiro civil João Carlos Bello Lisbôa, formado na Escola Politécnica de São Paulo. Ambos exerceram o cargo de diretor da nova escola. Rolfs, o primeiro, e Bello Lisboa??, o segundo.

Os primeiros cursos aconteceram em 1926 e, para marcar a abertura da escola, foram construídas quatro pilastras, delimitando as duas vias de acesso. Na parte frontal de cada uma delas, inscreveram-se as letras E, S, A e V, sigla de Escola Superior de Agricultura e Veterinária.

A Escola de Agricultura e o Colégio de Viçosa passavam por um período de grande desenvolvimento e expansão. A escola superior adquiriu renome em todo o país, o que motivou o governo a federalizá-la em 15 de julho de 1969, com o nome de Universidade Federal de Viçosa.

Em 2006, as pilastras foram reformadas, e as palavras Estudar, Saber, Agir e Vencer substituíram as iniciais dos escritos originais e se tornaram o lema da universidade. As palavras também ganharam tradução para o latim (Ediscere, Scire, Agere e Vincere). Apenas a primeira palavra não ganhou fiel tradução, isso porque o verbo estudar em latim corresponde a “studere”, começado em “s”, o que alteraria a primeira inicial, a palavra foi traduzida por Ediscere (Aprender), garantindo a continuidade da sigla – ESAV.

Hoje a UFV é uma das mais conceituadas universidades federais de Minas Gerais, e o município ainda conta com mais três instituições de ensino superior: ESUV, Faculdade de Viçosa e UniViçosa.

Toda essa estrutura de ensino, aliada a uma população de quase 80 mil pessoas, entre elas diversos estudantes universitários, proporciona a Viçosa um estilo de vida diferente e muita movimentação nos diversos bares, choperias, lanchonetes e restaurantes espalhados pela cidade.

Adjetivo pátrio: viçosense.

 
Catas Altas da Noruega

Catas Altas da Noruega é rota de um dos antigos caminhos coloniais, o “Caminho de Dentro”. Rota alternativa e importante para o transporte de pessoas e mercadorias, especialmente a escoação do ouro das Minas Gerais. Por ordem da Coroa portuguesa, o Alferes José Joaquim da Silva Xavier, o Tiradentes, fiscalizou esse caminho.
A descoberta do ouro no então Território dos Cataguás provocou um verdadeiro alvoroço, trazendo levas de aventureiros vindos de todas as partes. Portanto, das vilas paulistas, os desbravadores embrenharam-se nas matas sombrias e desconhecidas em busca do metal precioso. O ouro achado por Miguel Garcia no Ribeirão Água Suja, em 1694, originou o povoamento da região da Serra da Itaberava, que cresceu rapidamente como núcleo urbano, ponto de parada e entreposto.
Na região onde se encontra o atual município, três núcleos de mineração se formaram a partir das primeiras descobertas do ouro, originando três distritos: Noruega, São Gonçalo e São Francisco.
Os distritos de São Gonçalo e São Francisco eram próximos e acabaram se unindo num único povoado que passaria a ser chamado São Gonçalo das Catas Altas e, mais tarde, Catas Altas da Noruega. Como a cata do ouro era fácil, o povoado cresceu, chegando a contar com população expressiva.
O termo “Catas Altas”, pelo qual ficou conhecida a região, tem sua origem no processo primitivo para extrair ouro, que era explorado no sistema de catas, onde grandes escavações eram feitas nas areias dos rios até encontrar a pedra do fundo do leito. Essas areias (ou cascalhos) eram transportadas para as margens em bateias (carumbés). Aos poucos, em razão das enxurradas, o processo de catas foi substituído por outros meios de exploração. A origem do nome “Noruega” é antiga e frutuosa; a versão geralmente aceita é que o nome foi dado pelos primeiros desbravadores ao encontrar aqueles morros frios e úmidos que “escondiam a face do sol”.
Por volta de 1750 surgiram os primeiros sinais de decadência da mineração, e, por meio de outras atividades econômicas (comércio, agricultura, pecuária e serviços), a população busca nova alternativa de crescimento e sustento. Os garimpos não mais produziam, e seu fechamento era inevitável. O pouco que ainda se conseguia mal dava para o pagamento do montante fixado pela cobrança dos quintos do rei, e que era estendido também às pessoas que se dedicavam a outras profissões. A busca de novos destinos, novos rumos foi a forma encontrada. Outros que nem sequer tinham condições para sair amargaram a miséria, o abandono, a pobreza e a fome que assolaram os distritos e praticamente todas as regiões mineiras.
Em 1754, o Conde de Bobadella, Governador das Minas, Gomes Freire de Andrade, baixou um decreto estimulando e facilitando a exploração de novas minas, o que veio reavivar o decadente Dito de São Gonçalo das Catas Altas da Itaverava. O reavivamento desse distrito atraiu novos moradores que ali procuraram se estabelecer e recomeçar sua vida. Vindos de toda parte, inclusive do Garimpo de Noruega, que, mesmo reaberto, não obteve sucesso. O crescimento do Dito de São Gonçalo e a proximidade com o Dito de São Francisco os transforma em um único lugarejo.
Até 1718, os povoados pertenciam à Comarca de Vila Rica (Ouro Preto), quando, aos 7 de março, o então Governador da Capitania, o Conde de Assumar, Dom Pedro de Almeida, subordinou o distrito à jurisdição do Termo da recém-criada Villa de Sam Joseph Del Rey (Tiradentes). Em setembro de 1790, com a emancipação do Arraial dos Carijós e sua elevação à Vila Real de Queluz (Conselheiro Lafaiete), os distritos passaram a ser subordinados ao seu termo.
Sob a jurisdição da Freguesia de Santo Antônio da Itaverava, criada pelo Alvará Régio de 16 de janeiro de 1752, os povoados permaneceram até 1840, quando em 3 de abril foi criada a Freguesia de São Gonçalo das Cattas Altas da Noruega, pela Lei n.º 184, subordinada ao município de Conselheiro Lafaiete. O território da nova freguesia era constituído pelas Capelas de Nossa Senhora da Conceição da Noruega, Capela Nossa Senhora dos Remédios do Jequitibá, Capela Sant´Ana do Morro do Chapéu (Santana dos Montes), Capela do Divino Espírito Santo (Lamim) e as Capelas de Nossa Senhora do Rosário e de São Francisco de Assis, juntamente com a Matriz São Gonçalo do Amarante, na sede da Freguesia.
Na Revolução Liberal de 1842, uma das três colunas das tropas do império comandadas pelo Conde de Caxias, Luís Alves de Lima e Silva, mais tarde conhecido como Duque de Caxias, ficou acampada em Catas Altas da Noruega para atacar os revoltosos na Villa Real de Queluz e debelar o Presidente Interino da Província, José Felisberto, mais tarde o Barão de Cocais, eleito em Barbacena pelos liberais à revelia do Império.
Foram, aproximadamente, 700 homens liberados pelo Comandante José Galvão estacionados em Catas Altas da Noruega. As outras duas colunas ficaram estabelecidas em Congonhas do Campo e em Ouro Branco, fechando assim o cerco sobre os liberais queluzianos que lutavam contra a oligarquia conservadora que dominava e alternava o poder político no País. Os liberais obtiveram notáveis vitórias.
A permanência das forças imperiais no arraial e o relacionamento dos habitantes fizeram com que várias pessoas recebessem patentes de tenente, major e coronel da Guarda Nacional. O confronto esperado das colunas imperiais não aconteceu. A entrada das forças imperiais na vila constatou a fuga do presidente Interino e o congraçamento dos soldados reais e revoltosos em vivas ao Império e ao imperador e às leis. Saldo de dois mortos.
A ânsia dos mineiros em encontrar ouro e fazer fortuna foi tamanha que destruiu uma capela, cujo Orago era São Francisco de Assis, através das escavações na lavra de mesmo nome. A capela presidia a Ordem Terceira de São Francisco de Vila Rica (Ouro Preto), construída de pedra, no início do século XVIII, localizada em um dos pontos mais altos do Dito de São Francisco; junto e ela, encontrava-se seu cemitério.
Em 10 de outubro de 1886, considerando seu estado precário e tendo em vista o acordo firmado com os mineiros em construir outro templo em louvor ao mesmo santo padroeiro, o bispo de Mariana autorizou a sua demolição. Os mineiros não cumpriram a promessa da construção do novo templo em honra a São Francisco, mas o interior da capela foi preservado, e, em 1898, seu altar-mor foi assentado na capela da localidade da Pirapetinga. Inaugurada no início do século XX, a capela recebeu o nome de São Sebastião da Pirapetinga.
O município de Catas Altas da Noruega foi criado através da Lei n.º 2.764, de 30 de dezembro de 1962, desmembrado do município de Conselheiro Lafaiete, sendo constituído unicamente do distrito-sede e de algumas comunidade rurais, e instalado em 1º de março de 1963. Atualmente conta com uma população de, aproximadamente, 3.500 habitantes, com 2/3 (dois terços) residindo na área rural.
Texto: Circuito Villas e Fazendas de Minas

 
Circuito Villas e Fazendas

Este agradável circuito turístico conta, através das suas antigas vilas e fazendas, a história do Brasil Colônia, do Império e do Brasil até os dias de hoje. Em princípios do século XVIII, os povoados foram surgindo em decorrência das expedições dos bandeirantes em busca de riquezas e as fazendas foram se erguendo em meio às belas montanhas, aos rios e cachoeiras e à abundante Mata Atlântica. Fazem parte deste Circuito os seguintes municípios: Carandaí, Casa Grande, Catas Altas da Noruega, Conselheiro Lafaiete, Cristiano Otoni, Itaverava, Lamim, Queluzito, Rio Espera, Santana dos Montes, São Brás do Suaçuí e Senhora de Oliveira.

Hoje, em cada canto do circuito, encontram-se as marcas de personagens ilustres e fatos históricos: a arte colonial mineira, Tiradentes e a Inconfidência Mineira, a Guerra dos emboabas e a Revolução Liberal, a Estrada Real e o Ciclo do Ouro, as dezenas de igrejas, museus e fazendas, estas últimas, preservadas e restauradas, recebem os visitantes para deliciosas estadias com um gostinho bem mineiro. Além de saborear a deliciosa comida preparada no fogão à lenha, o turista pode comprar boas peças artesanais e conhecer a arquitetura, a música, a religiosidade e as festas típicas desse povo amigo e hospitaleiro.

Seja pelo interesse histórico ou gosto pelo ecoturismo, vale a pena conhecer Carandaí. O patrimônio histórico da cidade está bem conservado, com destaque para as Ruínas do Pontilhão da antiga Ferrovia Pedro II e para a Igreja da Ressaca, cuja pintura da Capela é atribuída ao Mestre Athaíde. A cidade é banhada pelo Rio Carandaí, um paraíso natural, habitat de várias espécies de aves e animais, que oferece oportunidades para a prática de vários esportes. Carandaí, hoje, é uma cidade reconhecida pela hospitalidade do seu povo e uma das pioneiras no Turismo Rural do Estado, sede da mais tradicional prova de mountain bike do Brasil e de diversos eventos off road.

Em Conselheiro Lafaiete, as tradições religiosas e culturais são mantidas pelo povo que expressa seu talento nas artes plásticas e literárias, no teatro, no artesanato, na dança, na culinária e, com excelência, na música, através de seus corais e bandas. É uma cidade onde convivem, harmoniosamente, o passado e o presente. Entre seus principais atrativos históricos e culturais, destacam-se: Matriz de Nossa Senhora da Conceição, Centro Cultural Maria Andrade Resende, Museu Ferroviário, Museu e Arquivo Antônio Perdigão, Fazenda dos Macacos, Ruínas da Estalagem São Lourenço, Gameleira da Varginha, Igreja Santo Antônio, Monumento Cristo redentor e casarões coloniais.

As serras e cachoeiras, os córregos e a nascente do Rio Paraopeba fazem de Cristiano Otoni um agradável refúgio para os ecoturistas. Tradicionalmente religiosa, esta cidade também tem boas festas, dentre elas, a de Nossa Senhora do Rosário e a de São Pedro.

Itaverava, por sua vez, é considerada o berço da formação do povo mineiro. Localizada à leste da Serra do Espinhaço, é banhada pelas águas vertentes do Rio Piranga. Sua vida tranqüila e a bela paisagem proporcionam um ambiente favorável aos que procuram um local de inspiração para a arte. O Casarão de Padre Taborda, sobrado imponente e secular tombado pelo Patrimônio, é importante testemunho da rica história e da prosperidade local.

Rodeada de matas, córregos e rios, a pequena cidade de Lamin guarda em sua área urbana as lembranças de um passado longínquo. Ainda tem calçamento bem conservado e construções com fachadas bem antigas, destacando-se o Solar dos Andradas. Seus principais atrativos são: as águas do Rio Piranga, a Cachoeira Pau-Grande e a Festa do Divino. Estradas de terra abertas ao lado do Rio Piranga, típicas da região, são um convite a paradas, banhos e descanso à sombra de árvores antigas e frondosas.

A tranqüila, pequena e antiga Queluzito guarda antigos rituais em suas festas religiosas. A Festa de Santo Amaro, seu Padroeiro, e as comemorações da Semana Santa são boas demonstrações da fé e religiosidade que sua gente busca preservar. Rodeada de fazendas seculares, sua principal atividade econômica é a agropecuária, sobressaindo-se na produção de leite e realizando, anualmente, sua exposição já famosa nas redondezas. Com matas preservadas e rios cortando toda a região, Queluzito oferece ao visitante agradáveis locais para descanso.

Em Rio Espera, estão as fazendas que abasteciam os garimpos vizinhos no período da mineração. A cidade é reconhecida também pela boa comida mineira. Ali, por alguns anos, viveu o Mestre Aleijadinho. A ele é atribuída a imagem de uma Pietá que se encontra na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Piedade.

Santana dos Montes também preserva belas fazendas dos séculos XVIII e XIX. Algumas dessas antigas construções se prestam hoje ao Turismo Rural com alto padrão de qualidade. A cidade preservou bem o seu centro histórico – o antigo Largo da Matriz -, conjunto arquitetônico onde se destacam a Igreja de Santana e o Solar dos Montes. O patrimônio natural dá nome à cidade através das verdes colinas que a contornam. Remanescentes de Mata Atlântica como a Floresta do Papagaio, as Corredeiras do Rio Piranga e cachoeiras como a do Santinho e a da Caatinga são boas opções de passeios. Congados e Folias de Reis se somam ao artesanato para atrair visitantes.

São Brás do Suaçuí, bem cuidada e bucólica, é famosa por seus quitutes e quitandas caseiras, com destaque para os biscoitos e doces, e para as artes, com seus corais conhecidos em toda a região. Dentre os demais atrativos, as quedas d’água do Córrego Manoel de Andrade e a histórica Igreja Matriz de São Brás são os destaques. Em suas redondezas, corre o Rio Paraopeba com belas paisagens, muita vegetação e clima agradável.

Enfim, visitar o Circuito Villas e Fazendas é se embrenhar por caminhos ricos em história e natureza.

* Fonte: Folder Circuito Villas e Fazendas

 
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