Banner

Diamantina, a cidade que respira história

Quem gosta de aliar turismo com história não pode deixar de visitar Diamantina, que fica a apenas 290 km de Ipatinga. Berço de boa parte da história do Brasil e da exploração de ouro no nosso país, a cidade atualmente preserva características de meados de 1800 e ao mesmo tempo convive em harmonia com as baladas promovidas por universitários que residem no lugar, que abriga a Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri. As ladeiras construídas pelos escravos com pedra-sabão são um convite ao contato com a rica arquitetura da época. As ruas íngremes guardam ainda tesouros da nossa história.

Uma das paradas obrigatórias na cidade é a Casa de J.K, um museu criado na casa onde o ex-presidente do Brasil residiu quando criança. Cada cômodo da casa reúne documentos, recortes de jornais e peças que pertenciam à família, como a própria cama e escrivaninha de Juscelino, seu antigo consultório, instrumentos musicais das serestas que gostava de participar, entre muitas outras raridades. No sótão da casa, um aconchegante bar é um convite a passar mais horas na casa. Mas as atrações não param por aí. Perto da casa de J.K tem ainda o antigo Passadiço da Glória, que agora se tornou Centro de Pesquisa de Geologia da Universidade Federal de Minas Gerais.

O casarão era uma espécie de convento, nos anos de 1860, onde as filhas eram deixadas aos 5 anos de idade e só saiam depois dos 20. No prédio, que guarda um ar de mistério, as freiras ficavam confinadas durante todo o dia. Mas na hora de recolherem, elas tinham que atravessar a rua para chegar aos dormitórios situados no segundo andar de um bordel. Então, para evitar que elas tivessem contato com as pessoas foi construído um passadiço entre os dois casarões que acabou levando o nome da dona do bordel, Glória. O tour por Diamantina guarda ainda opções de longas caminhadas até comunidades quilombolas, a Casa de Chica da Silva, o Museu do Diamante, além das inúmeras igrejas de arquitetura encantadora.

Sem contar a maravilhosa vesperata, uma das maiores atrações turísticas, culturais e musicais de Diamantina. A Vesperata, criada por artistas da própria cidade, abriga os músicos nas sacadas coloniais da Rua da Quitanda, enquanto o público se acomoda na rua, apreciando a bela e original apresentação musical, ao lado dos maestros.

Os maestros circundados pela platéia regem os músicos que ficam nas sacadas das janelas. São impulsionados pela energia que emana da assistência participativa do público. Sua beleza está na simplicidade e harmonia, que dispensam sofisticações, só restando espaço para a naturalidade e o acústico. Este ano você ainda pode assistir dias 19 e 26 de setembo e 03 e 17 de outubro.

Diamantina é, sem dúvida, um convite irresistível.

 

Distrito de Conselheiro Mata

O Distrito está localizado em um vale rodeado por serras. A sede, por ser uma área mais plana, arborizada e de clima agradável, mesmo no verão, é ideal para os que preferem sossego e passeios a pé, de bicicleta ou a cavalo. Com uma população de 420 habitantes, o Distrito é formado por um pequeno agrupamento de casas, uma escola estadual em regime de semi-internato, uma capela dedicada a Nossa Senhora das Dores, uma hospedaria rural e bares. Tudo muito simples.

Para o lazer dos visitantes, o distrito reserva belas cachoeiras: das Fadas, do Tombadouro e do Telésforo. A das Fadas está mais próxima à sede e pode ser alcançada com uma média de 35 minutos de caminhada. Com altitude aproximada de 25m, esta cachoeira tem uma queda espetacular e forma uma verdadeira piscina natural, que proporciona banhos muito relaxantes. Muito próximo à sede do Distrito está o Riacho das Varas, de águas tranqüilas para banho e descanso.

Há, também, a opção de visitar a Fazenda Agarthy, um verdadeiro santuário da natureza, cuja proposta é levar o visitante à prática do autoconhecimento através de terapias variadas, visando o equilíbrio entre o corpo e a mente. Nesse local místico, mesclam-se rochas, colinas, campos, bosques, cachoeiras, quiosques, quadras e lindos templos de estilo neoclássico, destinados à meditação. Se a opção for pela Fazenda Agarthy, é necessário contatar os proprietários: (38) 3531-7253 e 9981-0256.

 
Circuito das Águas

O Circuito das Águas é formado pelas cidades de Baependi, Cambuquira, Campanha, Carmo de Minas, Caxambu, Conceição do Rio Verde, Heliodora, Lambari, São Lourenço, e Soledade de Minas.

Além do poder medicinal de suas águas, do clima e das opções de passeios, estas cidades são famosas por serem muito acolhedoras e agradáveis. Elas constituem destinos certos para os turistas em busca de alternativas para melhorar ou manter a saúde, que almejam livrar-se do stress e desejam tranqüilidade, relaxamento e muita paz.

As fontes de água, verdadeiras fontes de vida, provêm da Serra da Mantiqueira que, preservando boa parte da Mata Atlântica de Minas, privilegia esses municípios com belíssimas paisagens. A ação humana também contribuiu para compor esses bonitos cenários, com a construção de bonitas praças, parques e fontes.

As águas de cada uma dessas cidades possuem características próprias. Em Cambuquira existem fontes gasosas, magnesiana, férrea, sulfurosa e do marimbeiro. Devem ser tomadas na fonte e possuem um excepcional poder de cura, se consumidas regularmente com orientação médica.

As águas de Caxambu são borbulhantes e ferruginosas. Seu poder de cura fez nascer a esperança em portadores de diversos males.

Em Lambari não é diferente. As águas medicinais são usadas para beber e para os banhos, remédios para o corpo e para a mente. Já São Lourenço, oferece uma infra-estrutura turística moderna, onde a grande atração é o Parque das Águas, com seis fontes minerais. Baependi, por sua vez, é uma das mais antigas cidades mineiras. Além de história, o visitante tem disponível as águas da cura e da saúde. Esta interessante região do sul de Minas foi o portão de entrada para os bandeirantes no final do século XVIII. Várias das suas cidades são remanescentes do Ciclo do Ouro e surgiram como ponto de apoio para bandeiras ou mesmo para as atividades mineradoras.

Têm-se antigos registros como o de Baependi, que data de 1692, e que hoje é a cidade de Baependi. Em 1720, já se delimitavam as divisas com a capitania de São Paulo. No século XIX, essa região viveu um intenso processo de ocupação, já que, com a decadência da área mineradora, a solução foi ocupar as terras até então desprezadas por não possuírem ouro. Assim, a Capitania encontra, nos férteis campos do sul, uma excelente área para o pastoreio e, com o decorrer dos tempos, novas atividades econômicas vieram proporcionar a essa região uma nova trajetória.

Hoje, a atividade turística permeia a região. Quase todas as cidades do Circuito das Águas oferecem infra-estrutura turística. Em geral, os atrativos, além das águas, constituem-se de casarões históricos, parques, termas e praças. E vale a pena, durante a visita, explorar as delícias da culinária, o artesanato e os recantos que compõem a beleza paisagística dos arredores.

O Circuito Turístico das Águas foi certifcado em 05 de julho de 2005.

Certificação renovada em 2008

 
Jaboticatubas

A natureza foi muito generosa. A região possui várias cachoeiras, rios, cânions, e a vegetação é rica e variada. Em suas terras, está uma grande extensão do Parque Nacional da Serra do cipó Atrativos famosos do parque, como a Cachoreira da Farofa e as corredeiras dos cânions, pertencem a Jaboticatubas.

Além dos atrativos naturais, a cidade possui manifestações folclóricas dignas de atenção. Das danças realizadas pelos escravos da região para homenagear Nossa Senhora do Rosário, origina interessante tradição preservada pela comunidade negra do Açude, que é conhecida como “Candombe do Açude”. No povoado do Mato do Tição, realiza-se uma da mais autênticas festas de São João em Minas Gerais, ocasião em que o Candombé do Açude também se apresenta. E, no mês de junho, há o Encontro das Folias de Reis, que reúne grupos do município e de outras cidades.

A origem de Jaboticatubas está na história do “mui devoto” ermitão do século XVIII, Félix da Costa, que iniciou a construção do Convento de Macaúbas. Em suas andanças, encontrou uma região fértil, próxima ao rio Jaboticatubas. Félix acreditou que o local era ideal, uma vez que ali poderia surgir um povoamento que se dedicaria às atividades agrícolas e pastoris para sustento das freiras recolhidas. Através de sesmarias, muitas terras foram incorporadas às propriedades do Convento; mais tarde, essas terras foram negociadas e deram origem a várias fazendas de gado.

No ano de 1753, o Capitão Manuel Gomes da Mota, proprietário da Fazenda do Ribeirão, ergueu uma capela dedicada à Imaculada Conceição e, ao redor dessa, surgiu um povoado, que deu origem ao núcleo da sede do município.

Jaboticatubas teve seu crescimento estimulado pelo Padre Messias Marques Afonso na década de 60 do século XIX, quando reformou a Capela de Nossa Senhora da Conceição e realizou obras, como a organização das ruas do povoado e a construção das capelas do Rosário e de Nossa Senhora das Dores. No ano de 1938, foi criado pela Lei nº 148, de 17 de dezembro, o município. Existem versões para explicar o nome Jaboticatubas. Uma diz: “A origem do nome da cidade está no rio Jaboticatubas, que banha suas terras. A palavra vem do tupi ‘yabuti-guaba-tyba’, ‘jabuticabal’. Significa também “comida de cágado” ou “fruto de que se alimenta o jabuti”.

Os historiadores Leônidas Marques Afonso e Nelson de Sena explicam o nome como um correspondente de Jaboticabal. Já Martius, interpreta a palavra como lugar de Jaboticatubas. Para o viajante inglês Richard Burton, jaboticatuba é uma fruta semelhante à jabuticaba; a diferença é que a árvore é mais alta e não dá fruto até embaixo no tronco, e a casca da fruta tem outro aspecto.

Parque Nacional da Serra do Cipó

Consagrado como um dos mais belos e importantes destinos ecoturísticos do país, o Parque Nacional da Serra do Cipó impressiona os visitantes com a exuberância de sua natureza. Dentro de seus limites estão cânions, inúmeras cachoeiras, rios, paredões, campos rupestres, lagoas que são hoje os grandes atrativos do parque que encantam todos os visitantes.

As atividades ecoturísticas praticadas no parque são: canyoning; turismo eqüestre; caving; cicloturismo; alpinismo; passeio de caiaque e barco; trekking e hikking.

Veja, a seguir, referências sobre os lugares mais procurados do Parque Nacional da Serra do Cipó, cujas distâncias foram calculadas a partir da sede administrativa.

Cachoeira Congonhas  - Por uma trilha que permite observar os notáveis afloramentos rochosos da Serra do Cipó chega-se a Cachoeira Congonhas, que possui um poço onde se pode praticar deliciosos mergulhos. No local é possível também a prática do rapel.

Cachoeira da Derrubada - Possui uma quaeda d’água formando uma piscina natural de aproximadamente 25 metros. Possui águas limpas e mata ciliar circundante a cachoeira. A trilha possui grau médio de dificuldade, sendo 2h30 de caminhada. No período chuvoso é recomendável o acompanhamento de um guia local. Após a Cachoeira do gavião seguir mais três km. A cachoeira está dentro do Vale da Bocaina.

Cachoeira da Farofa - Com acesso mais fácil, esta bela cachoeira é um dos atrativos mais procurados pelos visitantes. Distância: 7 km.

Cachoeira da Taioba - Possui cinco quedas d’águas, tendo acesso somente a primeira que forma uma piscina natural de 20 metros de diâmetro. Possui mata cilair nas margens. A trilha possui um grau médio de dificuldade com duração de 2 horas de caminhada. É necessário muita atenção ao lado esquerdo da margem da cachoeira pois possui bastante espinhos. A partir da Cachoeira da Farofa atravessar o rio Mascate, após a mata entrar à direita seguindo até o riacho da Taioba, seguir a margem direita até a cachoeira.

Cachoeira das Andorinhas - A cachoeira é formada por uma mistura de corredeiras e duchas naturais em meio a uma vegetação de cerrado e a afloramentos de quartzo. Este passeio através da Serra da Bocaina permite a observação de uma bela vista da Serra do Espinhaço.

Cânion Bandeirinhas - Formado pelo afunilamento do Ribeirão Bandeirinhas, apresenta uma sucessão de cascatas, cahoeiras e piscinas naturais. No percurso até o atrativo atravessa o ribeirão Mascate, com o fundo coberto de pedras escorregadias. São mais de 6 Km de rara beleza entremeada por uma flora bem característica. Distância: 13 Km

Capão dos Palmitos  - Após 4 Km de caminhada leve por campos de cerrado e campos rupestres, chega-se a um local com corredeiras e cachoeiras ideais para banhos energizantes.

Lagoa Comprida - É formada por pequenas nascentes. Possui aproximadamente 1,5 Km numa de suas extensões.

Poço Azul - Uma cachoeira de 6 m forma um pço que devido ao reflexo do céu nas águas em certas épocas do ano ganhou este nome. São 3,5 Km de caminhada por trilha fácil. Uma boa opção é conjugar este passeio com o Fervedouro.

Travessão - Um dos mais belos cenários da Serra do Cipó, o Travessão é um imenso penhasco que divide as bacias dos Rios São Francisco e Doce. O local possui pinturas ruspestres, espécies de sempre-vivas, campos de samambaias de altitude, nascentes e uma cachoeira. O passeio deve ser acompanhado por um condutor ambiental. Distância: 17 Km de carro e 9 Km de caminhada. Trecho com um certo grau de dificuldade em certas épocas (nevoeiro e chuvoso).

 
Circuito das Pedras Preciosas

Este circuito é composto pelas cidades: Água Boa, Caraí, Carlos Chagas, Itaipé, Itambacuri, Ladainha, Malacaheta, Minas Novas, Nanuque, Padre Paríso, Poté e Teofílo Otoni.

O Circuito das Pedras Preciosas é conhecido pela riqueza de suas gemas coradas, pequenas preciosidades que guardam belezas únicas e encantam visitantes de todos os lugares do mundo. O Circuito das está perfeitamente centrado na maior provincia gemológica do planeta. A variedade é tamanha que chega a ser considera uma “anomalia geológica” pela comunidade científica. Há centenas de milhares de anos, um enfurecido caldeirão de magma exercia pressões inconcebíveis, levando massas de terra se moverem...Calor intenso agia sobre as rochas, desestabilizando-as. Os átomos se libertavam de suas estruturas cristalinas msiturando-se aos gazes voláteis, água e outros elementos. Estes materiais abrigados nas fendas e cavidades rochosas foram se cristalizando à medida em que a terra esfriava, formando pedras preciosas. Uma gema corada de boa qualidade é o resultado perfeito da alquimia gerada na terra em um passado remoto.

O Circuito é conhecido ainda pelo sabor de sua carne de sol, a qualidade da cachaça, a beleza do artesanato, a história da colonização do Vale do Mucurí, as flores e frutas da Lajinha, além das montanhas e cachoeiras que oferecem condições ideais para prática do eco-turismo e esporte de aventura. A região é cercada pela Serra dos Aymorés e banhada pelos rios Mucuri e Jequitinhonha. As cachoeiras são inúmeras. Também é entrecortada por vales, canyons e trilhas ideais para a prática do rapel, canyoning, cross entre outros. Ao cair da tarde pode se contemplar o pôr do sol, comungar com a natureza e se energizar. À noite é obrigatório um bate papo com os amigos saboreando a deliciosa carne de sol da terra.

Teófilo Otoni é o ponto de partida para qualquer roteiro na região. A cidade está no centro da maior província gemológica do mundo, por isso, recebe anualmente uma das maiores feiras do gêneros do planeta. A FIPP, como é conhecida a Feira Internacional de Pedras Preciosas, encanta turistas e compradores com o brilho de suas gemas.

Quem quiser conhecer a fonte de toda esta riqueza, deve fazer um roteiro pelos garimpos dos municípios de Caraí e Padre Paraíso. Duas operadoras locais conhecem bem esta região e estão aptas para atender os turistas. Sem dúvida, uma experiência emocionente.

Já os municípios de Itaipé e Ladainha abrigam as paisagens mais lindas de todo o circuito. Excelentes para ecoturismo, a geografia destas duas localidades, presenteiam os visitantes com inúmeras cachoeiras, pedras para caminhada, rapel e rafting, além de uma fauna e flora plenamente preservada nos fragmentos locais de Mata Atlântica.

Em Poté, Malacaheta, Itambacuri e Água Boa, estão visíveis os traços mais marcantes do típico mineiro tradicional. Da devoção ao sagrado nas festas do Senhor Bom Jesus em Poté (setembro) e Nossa Senhora dos Anjos em Itambacuri( Agosto) até a fabricação do mais puro queijo minas em Malacacheta e Água Boa, o turista pode ver e apreciar todos os saberes e sabores desta parte saudosista do circuito.

Já em Nanuque e Carlos Chagas os ares do agreste se misturam com os ares do litoral. O resultado, é uma região perfeita para prática de atividades aquáticas e de esportes radicais. Pescaria, passeios de barco, rafting, tirolesa, voo livre, escaladas, além de muito sol e calor, garantem dias de aventura para todo visitante.

Por toda esta diversidade de atrativos, o Circuito das Pedras Preciosas é considerado um dos destinos mais completos de Minas Gerais, por isso, é que pode realmente ser comparado com uma gema, que somente após ser lapidada vira uma jóia que ninguém mais esquece!

Venha nos visitar, vamos levar você ao universo das gemas minerais, de forma lúdica e vivencial. Aqui você vai entender porque nosso nome é Minas Gerais. Uma experiência inesquecível, conhecer todo o processo produtivo desde sua origem, lapidação, identificação, história, causos e lendas garimpeiras. Oferecemos a você o privilégio de sentir e conhecer o milagre da criação em seu habitat natural.

 
<< Início < Anterior 1 2 3 4 5 6 7 8 9 Próximo > Fim >>

Página 8 de 9