Circuito das Malhas

Localizado em uma região montanhosa, de clima particularmente agradável, o Circuito das Malhas, além de oferecer ótimas opções para a compra de malharia, é também um destino ideal para quem busca a paz e o descanso. Borda da Mata, Bueno Brandão, Inconfidentes, Jacutinga, Monte Sião e Ouro Fino são as cidades que compõem este circuito, que cativa a todos os visitantes pela hospitalidade, deliciosa culinária e belezas naturais .

O sul de Minas foi o portão de entrada para os bandeirantes no final do século XVIII. Por isso, várias das suas cidades são remanescentes do Ciclo do Ouro, surgindo como ponto de apoio para bandeiras ou mesmo de efêmeras atividades mineradoras. Em 1720, a movimentação entorno da mineração, força a divisão da Capitania de São Paulo e Minas de Ouro. Com esta separação administrativa, é criada a Capitania de Minas Gerais, o que veio a facilitar a fiscalização do acesso e da entrada de mercadorias e escravos destinados à região das minas .

Mais tarde, com a decadência da mineração, a solução foi ocupar as terras até então desprezadas por não possuírem ouro. Assim, a Capitania encontrou nos férteis campos do sul um excelente espaço para o pastoreio, efetivando, no século XIX, a ocupação da área.

Hoje, a região, que se ocupava exclusivamente de atividades agropecuárias, descobriu sua verdadeira vocação – o domínio da arte da malharia - e tornou-se um dos principais pólos turísticos do país, onde a malha de tricô e crochê é o centro das atenções.

A arte do tricô chegou à região no final do século XIX com os imigrantes italianos que ali se estabeleceram em função do trabalho nas lavouras de café. A atividade se desenvolveu tão bem, que transformou o local em um dos mais importantes centros de malharia retilínea do país. Hoje, o trabalho artesanal foi substituído por equipamentos modernos, mas sem perder a originalidade. São mais de 1.300 malharias que vendem seus produtos em centenas de estabelecimentos comerciais, sendo um paraíso para lojistas e outros visitantes. O turismo de compras representa cerca de 70% da receita dos municípios.

Além da intensa atividade industrial e comercial, os municípios deste circuito oferecem aprazíveis atrativos naturais, com destaques para: a Cachoeira Cristina, em Borda da Mata; o Alto Alegre (com seus 1.300 m de altitude e suas rampas para salto de asa delta) e o Pico da Forquilha (cuja altitude de 1.200 m proporcionando uma fantástica vista da região), em Jacutinga; e a Cachoeira do Coqueiral, o Morro Pelado e o Morro do Macaco, em Monte Sião .

Neste circuito, as águas minerais são abundantes e podem ser encontradas nos municípios de Jacutinga e Monte Sião. Esta última, inclusive, é classificada como estância hidromineral através de uma lei de 1950, e oferece um produto típico muito procurado pelos que visitam a região - a famosa “porcelana Monte Sião” - que tem como característicos motivos florais pintados em azul sobre o fundo branco .

Algumas cidades do Circuito da Malhas preservam um significativo patrimônio arquitetônico do período áureo da produção de café na região. Em Ouro Fino, o destaque fica para a “Casa Café-com-Leite”, onde se deu, em 1913, o Acordo Café-com-Leite ou Pacto Ouro Fino, quando se reuniram o presidente de Minas Gerais, Júlio Bueno Brandão, e o representante de São Paulo, Cincinato Braga, para decidirem sobre a política do revezamento entre os candidatos dos dois estados na presidência da República do Brasil. Mas outras edificações históricas como a da Escola Estadual Bueno Brandão, da Escola Estadual Coronel Paiva e da residência do ex-presidente de Minas, senador Júlio Brandão, também chamam atenção .

Uma curiosidade deste Circuito é que Ouro Fino, por ser citada numa famosa música sertaneja - O Menino da Porteira, tem hoje, bem na entrada, uma atraente escultura de um menino junto a uma porteira, atual marco da cidade que mede 10 m de altura por 16 m de largura.

 

Os visitantes têm a oportunidade de conhecer os atrativos turísticos: Morro do Pelado, o Museu Histórico e Geográfico, a Praça Mário Zucato e o Santuário da Padroeira da cidade, Nossa Senhora da Medalha Milagrosa. O grande atrativo, porém, é o fato de o município ser classificado como estância hidromineral.

A origem de Monte Sião está ligada à figura do major Antônio Bernardes de Souza, que, em meados do século XIX, fez construir uma capela na encosta do Morro Pelado, com seus 1.400 metros de altitude. Inicia-se, assim, o povoamento da região, que passa a se chamar Jaboticabal. Cinco anos mais tarde, recebe o nome de Monte Sião, graças, segundo a tradição, à semelhança que o Morro Pelado teria com o Monte Sion no Oriente Médio. O município, que havia sido distrito de Pouso Alegre e depois de Ouro Fino, instala-se oficialmente em 1938. A presença dos colonos italianos na região marcou, com sua herança cultural, os hábitos e os costumes dos moradores, principalmente quanto aos artefatos de couro e da tecelagem em lã e linho. O grande desenvolvimento do ofício em tecelagem, colchas, toalhas, peças de roupas, entre outras, levou Monte Sião a ser considerada a “Capital Nacional do Tricô” em 1973. Quem visita a cidade tem a oportunidade de encontrar a famosa “Porcelana Monte Sião”, a única produzida artesanalmente na América Latina, cuja característica marcante são os motivos florais pintados em azul sobre fundo branco.

Além da fabricação de peças de vestuário e porcelana, Monte Sião dispõe, naturalmente, de clima ameno – é privilegiada pelo ar puro das montanhas, bem como pelas paisagens belíssimas, lagos para pesca e fontes de água mineral. Seus hotéis são aconchegantes e contam com agradáveis restaurantes que servem a deliciosa comida mineira.

eventos

Os destaques do calendário de eventos de Monte Sião são a Tricofest, o carnaval, o Encontro de Bandas, o Motocross e as festas, à fantasia, do Peão, Italiana e de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa.

 
Comida di Buteco

 
Passeio Rural

Um agradável passeio pela cultura local com garantia de visitação nas áreas mais bonitas do Vale do Aço. É o que promete a 5ª Edição do Passeio Rural que acontece no domingo-14. Cerca de cem pessoas participarão da excussão em dois ônibus que irão fazer o seguinte roteiro. O primeiro ponto de visita será na região do Taúbas, na Piscina da Gorete e Sítio do Jurani onde será servido um delicioso café da manhã com produtos produzidos na zona rural. Logo em seguida, os excursionistas irão conhecer uma nascente no Pedra Branca. O passeio passará também pela Igreja do Ipaneminha onde haverá apresentação do Congado do Ipanemão. O passeio rural será finalizado com visita a comunidade no Córrego dos Lúcios onde será servido um delicioso almoço.

O passeio custará R$ 15 por pessoa, incluindo transporte e alimentação. Os interessados poderão entrar em contato com a Emater, das 8h às 17h, pelos telefones 3821-6147 ou 3821-6882.

 
Passeio Rural tem recorde de inscrições

Mais de cem pessoas estão na lista de espera para a quinta edição do Passeio Rural de Ipatinga. A excursão, promovida pela Associação dos Empreendedores do Turismo Rural de Ipatinga (Aetri), pela Empresa da Empresa de Assistência Técnica Rural (Emater) e pela Prefeitura de Ipatinga ainda não tem data para acontecer. Cerca de cem pessoas, lotaram dois ônibus, que participaram do passeio no domingo, dia 17, pela zona rural de Ipatinga.
“É uma oportunidade excelente de conhecermos a nossa cultura, as nossas belezas naturais e as riquezas imateriais do nosso município”, destacou o prefeito Robson Gomes, que já participou do Passeio Rural em edições anteriores.
Os excursionistas começaram o passeio degustando doces e quitutes na Fábrica de Doces do bairro Pedra Branca, logo em seguida passaram pela Fazenda de Rosas onde puderam conhecer como é a produção de flores do local. Logo em seguida, a excursão seguiu para a Fazenda Aconchego Verde, no Ipanemão, onde degustaram um delicioso café da manhã ao som o congado local. O passeio continuou na Igreja do Ipaneminha e logo em seguida no sítio Luar da Montanha onde foi servido um almoço.
O vereador Roberto Carlos, apoiador do Passeio Rural, destacou a importância da população em visitar a zona rural. “Acho que o mais bonito é a simplicidade das pessoas. A gente acha que esse jeito mineiro e acolhedor das pessoas da ‘roça’ está longe da gente. O que não é verdade. Essas pessoas estão perto de nós”, destaca.
Também apóiam o passeio, o Conselho Municipal de Turismo (Comtur); além das associações dos moradores do Pedra Branca, Taúbas, Ipaneminha, Tribuna e Ipanemão.
Serras de Minas

Com natureza exuberante serras, montanhas, cachoeiras, rios, lagos e vales, o Circuito Turístico Serras de Minas é formado pelos municípios de Acaiaca, Araponga, Barra Longa, Canaã, Dom Silvério, Guaraciaba, Guiricema, Paula Cândido, Ponte Nova, Rio Doce, Santa Cruz do Escalvado, Ubá e Viçosa.
Ubá tem seu destaque na região. Hoje, é um importante centro moveleiro, que já ganhou reconhecimento nacional. Cerca de 400 empresas produzem móveis de madeira, de aço, estofados e outros. Além disso, a cidade possui um imenso pavilhão com 12.000 m2  que abriga exposições agropecuárias, comerciais e industriais.
No contexto ecoturístico, a grande atração regional é o Parque Estadual Serra do Brigadeiro, criado em 1996 com uma área de 13.210 ha. Ali, concentram-se lugares interessantes como a Pedra Redonda (1.572 m); a Pedra Campestre (1.908 m); o Pico do Soares (1.985 m); o Pico do Boné (1.920 m); e as cachoeiras da Cidade, do Rafael, do Rio Félix e São Domingos. A melhor maneira de se chegar ao Parque é via Araponga, onde existe um escritório da administração. A maior parte dos seus atrativos fica próxima deste município.
Araponga é destaque na produção de cafés especiais no Brasil. Antigas fazendas, engenhos e alambiques são algumas das boas opções de visita em Acaiaca, Dom Silvério, Guricema e Paula Cândido.
O Turismo Rural também se apresenta ali como um imenso potencial, principalmente pela forte tradição agropecuária. Antigas fazendas, engenhos e alambiques são interessantes opções de visitas.
Quem deseja desfrutar bons momentos junto à natureza, encontrará em Guaraciaba o belo remanso do Rio Piranga; em Santa Cruz do Escalvado, uma interessante formação rochosa com 200 m de altura, chamada Pedra do Escalvado; e em Canaã, a Cachoeira Grande, uma imensa queda d’água no Rio Papagaio.
As festas religiosas realizadas neste circuito são muitas. Só Guaraciaba realiza três delas, quando celebra o Divino, Santana e São Cristóvão. Mas, todos os outros municípios celebram seus santos padroeiros e Semana Santa dentro das mais rigorosas tradições. A Festa do Peão Boiadeiro, a Cavalgada, o Boi Laranja, o Pega Boi, o Festival da Cachaça e as exposições agropecuárias são outros eventos que agitam o Circuito Serras de Minas.
O artesanato tem boa representação com bordados e confecção de esteiras e balaios em taquara e bambu. A antiga estação da Estrada de Ferro Leopoldina, em São Geraldo, foi transformada em espaço cultural e exibe o artesanato da região.
Enfim, além das serras, bordadeiras e dos segredos da boa culinária, outras importantes tradições mineiras justificam os passeios pelo Circuito Serras Verdes.

 
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