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Eletrizante, cada vez mais emocionante

O Brasileirão 2009 está mexendo com os nervos de pelo menos seis das maiores torcidas do Brasil. A briga pela liderança, valendo título e vagas para a Copa Libertadores. Na zona da degola, no campo minado, a chamada zona de rebaixamento, tem sido desespero para times grandes como os cariocas Fluminense e Botafogo. Outros clubes famosos também rondam a parte de baixo e sujeitos ao rebaixamento. Portanto, emoção na parte de cima da tabela na disputa pelo título e na parte de baixo para ver quem desce para Série C.

Os jogos de quarta e quinta-feiras, fechando a 32ª rodada mudaram as posições. A esta altura da competição não pode vacilar, é uma decisão a cada partida. Quem perder fica para trás, não há como recuperar pontos nas últimas rodadas. Equilíbrio de forças e superação em um campeonato tecnicamente inferior em relação aos anos anteriores. Vale lembrar que todos estão em igualdade como competidores. Os seis primeiros se mantêm numa disputa palmo a palmo, o Palmeiras abriu uma vantagem de 2 pontos sobre o São Paulo e 4 sobre o Atlético que vacilou diante do lanterna Fluminense e perdeu a chance de se manter na vice-liderança. O cavalo arriado passou mais uma vez para o Galo e ele não montou. O Internacional ficou a 5 pontos do líder, mais distante na briga pelo título.

Cruzeiro e Flamengo correm por fora nessa briga, ainda reúnem chances de vaga pela Libertadores. Confrontos diretos determinam as chances de cada um dos primeiros quatro colocados em obter o título ou uma das vagas. Palmeiras e Atlético ainda jogam entre si. Atlético não depende mais unicamente dele, tem que vencer os seus jogos e torcer contra o Palmeiras e São Paulo; O Verdão agora só depende dele para chegar ao título. O título está sendo decidido a cada rodada. Como gostam de expressar técnicos e jogadores em suas entrevistas: “faltam seis... cinco cada jogo é uma decisão”.

Quem não tiver maturidade, equilíbrio, determinação e competência, não vai chegar lá. Exatamente o que faltaram ao Galo contra o Fluminense.

O Cruzeiro faz a melhor campanha do returno, uma recuperação fantástica. Não importa se o time é pequeno, sem expressão ou se é dos chamados grandes. Venceu cinco jogos seguidos e está na briga por uma vaga.

* Essa história de “Mala branca e Mala preta” no futebol é antiga e real. Existe o dopping financeiro para perder e para ganhar. O difícil é você provar. Claro que quem oferece não confirma e quem recebe nega. Fica o dito pelo não dito.

* Transcrevo abaixo trecho publicado no site do MSN sobre esse episódio envolvendo Barueri, Flamengo e Cruzeiro, na rodada do meio de semana.

“Motivado”, Barueri derrota Flamengo e beneficia Raposa!!!

Iniciada oficialmente a temporada do vale-tudo na reta final do Brasileirão. A mala-branca entrou em campo em Barueri e “motivou” aos jogadores do time  na vitória por 2 a 0 contra o Flamengo. Que também perdeu posição para o Cruzeiro que assumiu o quinto lugar na tabela ao vencer o Santo André por 3 a 2 no Mineirão.

Renê, goleiro do time do Barueri afirmou que: “Nós recebemos uma ligação hoje”. Sem revelar de quem, admitiu que se tratava de oferta de gratificação extra para obtenção da vitória a noite. Val Baiano, que marcou o primeiro gol, declarou que: “O Cruzeiro garantiu, mas independente deste dinheiro, a gente entra prá vencer”.

Tirem suas conclusões e apostem suas fichas!

 
Ainda os velhinhos

Há muito não se via no futebol brasileiro uma carência tão grande de jogadores talentosos, excepcionais com a bola nos pés. Nos últimos 20 anos acompanhamos alguns desses monstros sagrados do futebol brasileiro como: Zico, Falcão, Reinaldo, Toninho Cerezo, Junior, Adílio, Roberto Dinamite, Romário, Sócrates, Nelinho, Raí, Éder, Edmundo, Bebeto. Isso pra não lembrar nos anos anteriores de Gerson, Tostão, Rivelino, Clodoaldo, Jairzinho, Ademir da Guia, Dirceu Lopes, Paulo César Cajú, Paulo Borges, e outros. Garrincha e Pelé são os deuses do futebol, não entram nesses times, estão acima de qualquer coisa em matéria de futebol. Foram abençoados por Deus. Hoje, posso dizer que sobraram alguns poucos talentos que tratam a bola com total intimidade. Para o exterior foram Kaká, Ronaldinho Gaúcho, Alexandre Pato, Gilberto Silva, Luiz Fabiano, Robinho, Diego, Elano.

Por aqui alguns velhinhos andam jogando como meninos, no auge de seus 36, 37 anos, eles desfilam no gramado, esbanjam em campo categoria e talento. O servo Petikovic, voltou ao Flamengo e está dando show de bola. Ricardinho, no Galo, mostrou o que sabe tudo. Gilberto, no meio campo do Cruzeiro, faz a diferença. Ramon, no Vitória, Lúcio Flávio, no Botafogo. Marcelinho Carioca, ainda joga com a bola nos pés, ao seu lado, aos 42 anos, Fernando entra e dá aula para os mais novos na hora em que o talento e a experiência falam mais alto. Carlos Alberto comanda o Vasco na Série B. São alguns poucos talentos que andam fazendo a diferença pelos gramados do Brasil. Por isso que a torcida ainda espera de Marques, o Xodó da massa, que ele mostre o seu talento nestes jogos finais. Tardelli e Ricardinho agradecem.

 

* A derrota do líder Palmeiras abrindo a 31ª rodada, na quarta-feira, para o Santo André, colocou lenha na fogueira. Os confrontos deste fim de semana vão ferver a tabela de classificação na luta pelo título e vaga para Libertadores. O GALO só depende dele para chegar ao título, isto porque tem o confronto com o Palmeiras. Inter, Grêmio, São Paulo, Palmeiras, Atlético, Flamengo, Goiás, ainda vão se pegar, todos tem jogos decisivos. Restam oito jogos, e tanto Cruzeiro como Flamengo estão chegando ao G4. O time azul enfrenta o Timão, em São Paulo. No Rio, o clássico Flamengo e Botafogo, o jogo dos opostos, um subindo e outro descendo.

As próximas rodadas serão sem dúvidas, eletrizantes. Haja coração!

 

* Recebi do amigo Bakardy, que escreve a coluna Beatlemania, da página de dentro, um DVD que trás a história do "quinto beatle", o baixista Stuart Sutcliffe, que mostra os Beatles antes da fama.

 

* Jotha Pinheiro recuperou para mim, um relíquia, de fita cassete para CD masterizado. Um show gravado ao vivo no auditório da PUC com o cantor Pedro Lana com a minha participação declamando as letras das músicas.

 
Clássico sem favorito

Minas Gerais vive a expectativa do grande clássico, Belo Horizonte em particular. Esse super-clássico como muitos gostam de chamar, sem dúvida um dos maiores do Brasil pela sua rivalidade, pela história, pela tradição de grandes espetáculos antes e após o Mineirão. São jogos imprevisíveis, vão de jogos tecnicamente maravilhosos a jogos sonolentos, ruins; de muitos e poucos gols. A torcida sempre presente se revezando em números na arquibancada dependendo do momento que se encontra cada time, ora uma em vantagem numérica ora outra, com seus gritos de guerra, com toda a vibração, dando um colorido especial ao estádio. Na maioria são jogos eletrizantes, cheios de catimbas, com  suas peculiaridades, começando pelos bastidores. Na verdade é o jogo que mais mexe com o torcedor. Uma vitória sobre o rival representa tanto como se fosse um título, por mais que não queira parecer. O gosto de um triunfo faz repudiar o vencedor. Já perdi a conta dos clássicos que trabalhei como repórter e comentarista no Mineirão. Muitas histórias para contar desses clássicos que envolve o antes, durante e depois de cada partida. São aventuras inesquecíveis ao lado de muitos companheiros. Tive este privilégio e ainda estou tendo de sentir toda a emoção que envolve um dos maiores clássicos do Brasil.

Será mais uma partida entre Atlético e Cruzeiro na minha longa história de vida dentro do futebol e como não poderia deixar de ser o friozinho na barriga como um principiante também é o mesmo. Vale destacar a experiência de muitos clássicos, mas a ansiedade só termina quando a bola começa a rolar.  Fica então para trás a nossa paixão e entra a missão profissional de levar até o ouvinte o mais fiel relato do jogo com total imparcialidade, pois está em jogo também a nossa credibilidade, a nossa opinião de jornalista. Clássico sem favorito, os dois times com desfalques e em momentos crescentes. A derrota para o Botafogo não tira do Galo a missão de buscar a vaga para a Libertadores. O Cruzeiro, claro, com uma vitória em cima do Goiás acendeu a chama da esperança de lutar por uma posição melhor entre os seis primeiros colocados.

Que a torcida faça a sua parte, incentivando, torcendo em paz, sem violência e que em campo os times brilhem e correspondam com um bom futebol, digno dos grandes clássicos. Vencerá aquele que souber aproveitar as oportunidades e transformá-las em gols. Até porque os clássicos são decididos nos detalhes.

· Galo – Foi triste ver o time atleticano em campo contra o Botafogo. Sem tirar o mérito do Botafogo, o Galo foi desorganizado em campo, lento com a bola dominada, perdido e as suas principais peças não conseguiram jogar. O time não repetiu as boas atuações anteriores. Tá certo que as ausências de Eder Luis e Tardelli fizeram muita falta. Mas time que quer chegar, disputar título e vaga, não pode deixar escapar entre os dedos uma chance excelente de pular para o  segundo lugar. A rodada anterior assim como esta última favoreceram ao Atlético que não soube tirar proveito, não fez o seu dever de vencer, mesmo que tenha sido fora de casa. Assistiu ao time carioca desfilar em campo, passear com toda liberdade. Não teve capacidade de reação, não encontrou forças e se sucumbiu diante de um time inspirado, determinado, fogoso e com vontade de ganhar. O Galo de crista baixa foi facilmente goleado, mantendo o tabu de 10 anos sem ganhar do time carioca, em jogos no Rio de Janeiro.

· Um “salve” para os botafoguenses Hércules Borges, Argeu Barbosa, Heleno Conte, Carrera, Branco, Neriberto, Lélis Antonio, Jorge Mansur, João César, Jeferson Fontes, Pimentinha, e outros.

· O Cruzeiro derrubou o Goiás e o tabu de dois anos sem vencer o time goiano. Bastou um tempo para fazer 3 a 0 com um futebol notável de Wellington Paulista e agora vai jogar o clássico mais confiante.

 
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