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Enchendo a bola do jogador

É muito comum quando um determinado atleta chega para um clube com a expectativa de ser o craque do time, aquele jogador que estava faltando para ser o cabeça pensante do time, o cérebro da equipe. Quando este é habilidoso, já conhecido da mídia, da torcida, do treinador, fica fácil de avaliar o seu potencial técnico. Se ele está bem fisicamente, ele corre em campo, demonstra sua capacidade técnica. Ele continua sendo craque, útil ao elenco, até encontrar o seu melhor futebol. A cada semana, a cada partida, ele vai se enquadrando ao esquema de jogo do treinador. Ricardinho pode estrear na partida de amanhã contra o Santos. Ele será submetido às críticas da crônica esportiva, da torcida. Como é um jogador de grande currículo, de um passado de vitorioso, será menos criticado, se não atuar bem. No caso de outros jogadores que são bons tecnicamente, mas não são craques, são jogadores medianos, estes estão sujeitos a muitas críticas, precisam provar um pouco mais seu valor técnico. Alguns metem os pés pelas mãos e cometem bobagens, infantilidades, mesmo sendo jogadores experientes. São recebidos com festa pela torcida, carinho e depois chutam o balde. Nesse exemplo inclui-se o Francismar, atleta rodado, que chegou ao Ipatinga com fama de ser o camisa 10. Elogiado por todos da crônica pelo seu passado, pelo bom futebol de outrora que poderia ser reeditado e útil ao Tigre. Logo na estréia foi bem, marcou gol e jogou dentro da sua média, tornando-se um alento para a posição tão carente em quase todas as equipes. Mas foi só o tempo passar, outros jogos se seguiram e o Francismar não mostrou o mesmo desempenho da estréia. Na sua quarta partida pelo time e agora diante da torcida quadricolor, foi bisonho, nada produziu em campo e saiu vaiado. Ao deixar o campo de jogo, fez sinal com o dedo médio, obsceno para a torcida, que não o perdoou. São atitudes assim que levam um atleta a sua decadência, quando não o está. Por mais que peça desculpas pela ofensa ao torcedor, imprensa, ao clube, ele ficará marcado. Qualquer atitude estranha daqui pra frente será motivo de vaia, de insatisfação.

Por isso que não se deve encher a bola do jogador antes da hora, antes de ele mostrar o que ainda não conhecemos (condições atualizadas). O passado deve ser respeitado, já o presente deve ser julgado.

 
Lamentações em foco

O técnico do Ipatinga, Emerson Ávila fez um desabafo após a vitória do Tigre sobre o Bragantino na terça-feira. Durante a coletiva ele fez questão de mencionar a sua insatisfação com as críticas recebidas da imprensa, ou por parte de alguns da imprensa como ele foi enfático em frisar. Se dirigiu mais ao pessoal do rádio (leia-se Vanguarda).

Quando ele subiu o Tigre para a Série A, todos foram unânimes em elogiá-lo, enaltecê-lo, citar seus méritos. Quando ele retornou agora para dirigir o Tigre na Série B, mais uma vez toda a imprensa o recebeu com carinho, elogios, lembrando a competência do seu trabalho no passado recente e outros adjetivos qualificativos. Ele tem direito de desabafar. Como também tem os cronistas de o criticarem quando ele erra, da mesma forma quando ele acerta. O treinador é humano, assim como os jornalistas esportivos. Todos somos passivos de erros. Somos pessoas públicas e estamos sujeitos a críticas, desde que elas sejam construtivas. O que não se pode é transferir responsabilidades, jogar a culpa em quem quer que seja. O comentarista analisa por partes, depois o conjunto da obra. É o direito dele comentar sem que seja agressivo, destrutivo, respeitando as proporções que há entre as partes. Não estou aqui nesse espaço defendendo A ou B. Apenas esclarecendo o direito de exercer a liberdade de expressão, assim como os companheiros devem fazê-lo em seus respectivos veículos.

Tá certo que o treinador fica deveras chateado, até magoado com as pesadas críticas que lhe foram impostas quando o time não se acertou, não venceu, jogou abaixo do nível. O futebol é assim, feito de vitórias, conquistas, se vive do presente. É a chamada cultura que muitos de nós continuamos a citá-la em nossas abordagens. A gestão de um treinador tem os dois lados, quando se ganha e quando se perde. O trabalho do profissional está sempre condicionado a resultados. Vai ser sempre assim. Portanto meu caro Emerson Ávila, profissional por quem tenho muito admiração e respeito. Não se importe com as “críticas” de agora. São passageiras, breves, efêmera como a flor. Amanhã, tenho certeza, todos estarão aos seus pés. Você será sempre um vitorioso, um vencedor, então as críticas darão lugar aos elogios e badalações. Sucesso!

* Um escândalo - A cobrança de Felipe, jogador do Goiás, na disputa de pênaltis, contra o Atlético, pela Copa Sul-Americana. Foi uma vergonha para a arbitragem. O atleta fez três paradas antes de tocar na bola. Mata qualquer goleiro, é desleal, imoral para o futebol, uma covardia. Deveria ter mandado voltar a cobrança, seria o mais justo e racional.

* Sobre a crônica da edição passada a respeito de Dunga, recebi dezenas de e-mails concordando, elogiando o que foi escrito, mas também recebi outros tantos que não concordaram. Para fechar o assunto, reproduzo o que escreveu a competente e bonita colega Kelen Cristina, em sua coluna no Estado de Minas: “O Dunga de ontem merecia críticas. O de hoje está à altura dos aplausos. O de amanhã teremos de esperar para ver”.

* O narrador e apresentador Ademir Cunha, deixou a rádio Educadora, que fechou o departamento de esportes. Outro baluarte da comunicação esportiva, o narrador Villy Gonser, também não integra mais o time da Rede Itatiaia.

 
Lamentações em foco

O técnico do Ipatinga, Emerson Ávila fez um desabafo após a vitória do Tigre sobre o Bragantino na terça-feira. Durante a coletiva ele fez questão de mencionar a sua insatisfação com as críticas recebidas da imprensa, ou por parte de alguns da imprensa como ele foi enfático em frisar. Se dirigiu mais ao pessoal do rádio (leia-se Vanguarda).

Quando ele subiu o Tigre para a Série A, todos foram unânimes em elogiá-lo, enaltecê-lo, citar seus méritos. Quando ele retornou agora para dirigir o Tigre na Série B, mais uma vez toda a imprensa o recebeu com carinho, elogios, lembrando a competência do seu trabalho no passado recente e outros adjetivos qualificativos. Ele tem direito de desabafar. Como também tem os cronistas de o criticarem quando ele erra, da mesma forma quando ele acerta. O treinador é humano, assim como os jornalistas esportivos. Todos somos passivos de erros. Somos pessoas públicas e estamos sujeitos a críticas, desde que elas sejam construtivas. O que não se pode é transferir responsabilidades, jogar a culpa em quem quer que seja. O comentarista analisa por partes, depois o conjunto da obra. É o direito dele comentar sem que seja agressivo, destrutivo, respeitando as proporções que há entre as partes. Não estou aqui nesse espaço defendendo A ou B. Apenas esclarecendo o direito de exercer a liberdade de expressão, assim como os companheiros devem fazê-lo em seus respectivos veículos.

Tá certo que o treinador fica deveras chateado, até magoado com as pesadas críticas que lhe foram impostas quando o time não se acertou, não venceu, jogou abaixo do nível. O futebol é assim, feito de vitórias, conquistas, se vive do presente. É a chamada cultura que muitos de nós continuamos a citá-la em nossas abordagens. A gestão de um treinador tem os dois lados, quando se ganha e quando se perde. O trabalho do profissional está sempre condicionado a resultados. Vai ser sempre assim. Portanto meu caro Emerson Ávila, profissional por quem tenho muito admiração e respeito. Não se importe com as "críticas" de agora. São passageiras, breves, efêmera como a flor. Amanhã, tenho certeza, todos estarão aos seus pés. Você será sempre um vitorioso, um vencedor, então as críticas darão lugar aos elogios e badalações. Sucesso!

* Um escândalo

- A cobrança de Felipe, jogador do Goiás, na disputa de pênaltis, contra o Atlético, pela Copa Sul-Americana. Foi uma vergonha para a arbitragem. O atleta fez três paradas antes de tocar na bola. Mata qualquer goleiro, é desleal, imoral para o futebol, uma covardia. Deveria ter mandado voltar a cobrança, seria o mais justo e racional.

* Sobre a crônica

da edição passada a respeito de Dunga, recebi dezenas de e-mails concordando, elogiando o que foi escrito, mas também recebi outros tantos que não concordaram. Para fechar o assunto, reproduzo o que escreveu a competente e bonita colega Kelen Cristina, em sua coluna no Estado de Minas: "O Dunga de ontem merecia críticas. O de hoje está à altura dos aplausos. O de amanhã teremos de esperar para ver".

* O narrador

e apresentador Ademir Cunha, deixou a rádio Educadora, que fechou o departamento de esportes. Outro baluarte da comunicação esportiva, o narrador Villy Gonser, também não integra mais o time da Rede Itatiaia.

 
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