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O caminho de volta

O Galo não conseguiu segurar a onda e despencou na tabela num momento complicado, quando os times de tradição e fortes na competição começaram a jogar pra valer e ainda por cima reforçados. Exemplo de Palmeiras, São Paulo, Internacional; com o Goiás mantendo-se no pelotão de frente, tendo o Barueri surpreendendo. A sequência de jogos fora de casa, no Sul contra Grêmio e Inter, os empates dentro de casa, levaram o time ao descrédito. O Atlético perdeu vários jogadores de uma só vez, desfalcando e desmontando o sistema tático do técnico Celso Roth. O time acabou mostrando vulnerabilidade e a falta de qualidade das peças de reposição. Se os considerados titulares não são acima da média, alguns até abaixo, o time ficou sem referência, ficou fatiado. Encontrar o caminho de volta. Encontrar o caminho do entrosamento ainda vai demorar pelo menos mais três rodadas. Jonilson e Márcio Araújo, adaptados ao sistema defensivo, de combate e saídas rápidas, estão fazendo falta. A segurança e experiência do goleiro Aranha fazem a diferença, uma ausência também muito sentida. Welton Felipe terá que voltar a ser Welton Felipe, o zagueirão dos chutões, do “arroz com feijão”. A sintonia do meio-campo terá que ser retomada, com Junior voltando a jogar bem, Evandro, e Renan Oliveira sem o peso da responsabilidade. Celso Roth com os reforços de qualidade (Coelho, Jorge Luiz e Corrêa) tem que ajustar o time e fazer o Galo mais competitivo, ser menos retranqueiro e imbatível em casa com a força da torcida.

* Clássico dos goleiros - Assim como foi o jogo entre São Paulo e Palmeiras, com destaques para Rogério Ceni e Marcos, esse Cruzeiro e São Paulo de amanhã no Mineirão pode definir com os goleiros o resultado da partida. Em ação os goleiros Rogério Ceni e Fábio num espetáculo à parte. O Cruzeiro na disputa da Libertadores levou a melhor foram duas vitórias, no Mineirão e no Morumbi. Hoje o tricolor está mais encorpado, mais forte e o Cruzeiro mais light, sem Ramires, Wagner e Kléber e com uma defesa oscilando muito. É jogo para assistir sem piscar os olhos.

Tigrão só empata - pela terceira vez, o empate em casa. O Ipatinga vem perdendo pontos preciosos jogando no Ipatingão. Não está fazendo valer a sua força com o apoio da torcida. Parece uma sina, o time não consegue atuar bem diante da sua torcida. Fica difícil explicar a má atuação de alguns jogadores considerados intocáveis nesse time. Depois que nós da imprensa “enchemos a bola de alguns deles”, estes passaram da eficiência para a ineficiência, errando muito e nada produzindo em campo. É preciso que o doutor Geraldo Coelho faça um estudo de tese das contusões do Léo Oliveira. Uma contusão crônica o deixa como cliente vip do Departamento Médico.

Charanga - insuportável a charanga que fica do lado esquerdo das cabines, na arquibancada do Ipatingão nos jogos do Tigre. Desafinada, barulhenta, irritante para quem está trabalhando e para quem está assistindo aos jogos. Ela deveria perturbar o goleiro do time adversário, atrás do gol, já seria um imenso favor.

*Logo mais à noite tem Argentina e Brasil pelas Eliminatórias da Copa do Mundo. Haja coração! Rivalidade a toda prova!!

 
Situação preocupante

 

É preciso exigir mais de alguns jogadores do Atlético nos fundamentos de bola parada, nas batidas de escanteios, faltas a média distância, pênaltis, lançamentos, chutes a gol e nos cruzamentos de linha de fundo. Erros imperdoáveis nesses fundamentos tem levado o time ao ridículo. Perdem ótimas chances durante uma partida, fatores que são decisivos para conquistar os três pontos. Hoje, com a forte marcação exercida pela maioria dos times, já não é possível as jogadas e dribles fantásticos que se faziam algumas décadas atrás.

Priorizar a marcação sem se esquecer do poder de ataque, de articulação, de velocidade e passes certos.

As equipes são niveladas, medianas nas duas Séries do Brasileiro. Duas, no máximo três equipes, possuem um elenco forte e de qualidade, são exatamente as que estão na parte de cima em franca recuperação. Incluem-se o São Paulo e o Palmeiras, fortes candidatos ao título. Goiás, um time comum que está se reforçando e fazendo valer a sua força dentro de seus domínios. O Internacional se ajustando, tem tradição e luta pelas primeiras colocações. Na sequência estão o Atlético Mineiro e Corinthians, que possuem raça, força de vontade, determinação e muita aplicação, mas com pouca qualidade, se valendo de dois ou três jogadores que desequilibram em certas partidas. Alternando bons e maus momentos na competição. O Grêmio Barueri é a grata surpresa nesse grupo de cima, ao seu lado o Avaí que também vem obtendo resultados expressivos dentro e fora de casa. Ambos montaram times competitivos. Vai até onde der e já estará bom demais. Cruzeiro, Grêmio, Santos podem chegar, mas não vão passar do meio da tabela. O Fluminense vive uma das piores fases, praticamente vai dando adeus, se despedindo a cada rodada da Série A. Está muito próximo do rebaixamento. Os jogos desse fim de semana são importantes para o Atlético, interessa de perto os duelos entre São Paulo e Palmeiras e Inter e Goiás. O Galo enfrenta o lanterna Sport no Mineirão, onde a vitória é o único resultado que lhe favorece na tabela. A situação do time é preocupante, são nove pontos perdidos em casa.

Com relação aos jovens que subiram do Juniores, é preciso paciência, lapidação, pois ainda não atingiram o ponto certo, necessitam de uma melhor preparação para jogar no profissional. São garotos que carecem de detalhes para se firmarem, entre eles, a orientação psicológica do momento que vive o time. Quanto aos reforços é esperar para ver se eles serão mesmo “reforços”.

O Cruzeiro continua no sobe e desce, alternando seus jogos, vai lentamente se recuperando na competição, dentro do previsto.

* O Vasco liderando a Série B, vai encontrando o caminho de volta. Está numa crescente e deve conquistar o seu objetivo.

O Tigrão, lamentavelmente em casa não consegue ganhar. Falta atitude, melhor estudo do adversário, postura em campo e determinação. Não consegue transformar o fator mando de campo em vantagem. Sua permanência na Série B começa a balançar. Se não vierem os resultados positivos, principalmente em casa, o fantasma vai crescendo e tomando forma de Terceira Divisão.

 

 
Vasco 111 anos de tradição

O Clube de Regatas Vasco da Gama completa hoje 111 anos de glórias, títulos, conquistas memoráveis, lembranças de muitas gerações, de times inesquecíveis, e de ídolos que serviram a Seleção Brasileira, jogadores que conquistaram fama com a camisa cruzmaltina, heróis e vilões nessa trajetória do futebol brasileiro se estendendo para o velho mundo e ultrapassando fronteiras. Um dos maiores ídolos do clube, hoje o seu presidente, Roberto Dinamite, o maior artilheiro da história do Vasco e o maior artilheiro dos Campeonatos Brasileiros, quer ver o time voltando a Série A.

Os torcedores de gerações mais distantes lembram com orgulho do Expressinho Vascaino, nos anos 50. Jogadores que fizeram história e brilharam em campo como Belini, Vavá, o Leão da Copa, Almir o Pernambuquinho, Coronel, Barbosa, Pinga, Joel Santana, Fontana, Brito, Romário, Edmundo, Juninho Pernambucano, o Jovem Dener, e muitos outros craques que vestiram e honraram a camisa vascaina. Inúmeras vezes campeão carioca e Taça Torneio Rio/São Paulo, Campeão da Libertadores, Sul-Americana, Tetra Campeão Brasileiro, este Vasco que aprendi a gostar desde menino com meu pai, meu tio e primos, lá na Grande Viçosa, numa família vascaina. Hoje, fico na torcida pelo nosso Tigrão de Aço. Vasco reúne no Maracanã muita gente que passou pelas fileiras de sua diretoria e ex-jogadores ilustres. A festa terá um coadjuvante de 100 anos mais novo, o Ipatinga, o nosso Tigrão que pode até roubar a cena.

* Galo em queda - Frustração da torcida atleticana numa sequência de três resultados ruins, empate com o Palmeiras, derrota para o Corinthians, e este 2 a 2 com sabor de derrota para o Avaí. O Galo deixou escapar a chance de voltar ao G4, quando foi ajudado na rodada pelas derrotas de Palmeiras, Inter e Goiás. Edson mostrou que não tem futebol e nem condições psicológicas para jogar no gol do Atlético. Amanhã tem o Grêmio pela frente, no estádio Olímpico. A torcida já está com as barbas de molho.

* Boa a virada do Cruzeiro pra cima do Flamengo no Maracanã. O time estrelado começa a dar sinais de recuperação, sete pontos ganhos em 9. Não pode é engasgar com o Náutico no Mineirão.

* O Tigre precisa entrar logo mais contra o Vasco no Maracanã, sem medo, mostrar logo que vai colocar água no chope. Ser ousado, pra frente!

* A convocação de Diego Tardeli para o amistoso contra a Estônia, deixou clara a situação forjada para valorizar o atleta em caso de uma possível negociação, tirando-o justamente do jogo contra o Palmeiras. Como Kallil não aceitou nenhuma proposta de venda, o jogador não foi relacionado por Dunga para os dois próximos jogos das eliminatórias. O cheiro de armação ficou no ar!

* Uma pena que a Rádio Educadora depois de três décadas fechou seu departamento de esportes. Minha história no Vale do Aço passa pela Rádio Educadora. Eu fui um dos pioneiros nas suas transmissões esportivas no início dos anos 80, juntamente com Jonas Conti, Dinei Monteiro Escáfora, Salvador Nunes, Pedro Márcio, Edmar Moreira, Geraldo Magela Junior, equipe linha de frente e depois Aparecida Neves, Emiliano Magno, Aurélio Caixeta, Sinésio Miranda, Roberto Moutinho, Lima Muniz, Cacau Borges, Ademir Cunha, Paulo César Santos, Dudu da Loteca, José Marcelo, Moacir Arantes, Tiãozinho, Giovani, Dário de Freitas, Nelcy Romão e muitos outros que passaram pela emissora como Flávio Anselmo, Orlando Moreira, Eustáquio Silva Neto. Já nessa década foram revelados pela emissora, Sérgio Santos, Roberto Nogueira, Artur Cunha, Jeferson Rocha. Lamentável e ponto final!

 
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