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Esperança ainda que tardia

A torcida do Cruzeiro está numa decepção enorme com o seu time no Campeonato Brasileiro com uma campanha irregular, pífia. O reflexo pode ser a perda da Copa Libertadores, o que para alguns críticos já deveria ser sido assimilado por todo o elenco e comissão técnica. Eu penso da mesma forma e analiso a situação atual como falta de superação. Esse trauma existe apenas nos dois primeiros jogos após o fracasso numa competição. O desempenho em outra competição não pode sentir os efeitos de uma derrota na falta do título que se foi, que se deixou escapar pelos próprios erros e incompetência. O trabalho psicológico com o atleta deve ser feito imediatamente, a auto-estima do jogador tem que ser recuperada de imediato, pois outros desafios estão por vir, bem a frente. Faz parte da profissão, perder e ganhar. O que estou sentindo no Cruzeiro é uma filosofia de trabalho que foi perdida, quando se apostou tudo numa competição internacional que renderia uma fábula de euros até o final da temporada, com a disputa de um título mundial. A culpa por mais que não se deixe transparecer recai sobre um comandante. E como despachá-lo se os números estão a seu favor, apenas um título que voou entre os dedos, nessa mão fechada? O pássaro se foi, bateu asas e deixou só lembranças do seu canto melodioso pelas arquibancadas.

A queda de rendimento do time não pode ser atribuída somente a arbitragem, os cartões vermelhos e amarelos não acontecem por acaso. A falta de equilíbrio dos atletas resultam numa infantilidade de uma jogada mais ríspida e leva cartão; de uma bola mal passada, de um passe errado, de um posicionamento irregular. São fatores que se somam à falta de disciplina, de comando. A bem da verdade, a situação do treinador não é caprichosa. Se ele está prestigiado como diz o presidente, é porque ele vai cair a qualquer momento. Adilson Batista ficou desgastado depois de perder a Libertadores e Zezé Perrela não engole a falta desse título. O desmanche do time passou a ser prioridade de mudança, de postura e de refazer a motivação de todos, assim entende os diretores. Ramires, Gerson Magrão, Wagner já foram e daqui a pouco irá o Kléber. Certamente outros virão e essa fase ruim tende a passar. Só não pode acomodar e acumular insucessos, para evitar a queda para a Segundona.

* O Tigre tem que arrumar a casa com URGÊNCIA. Falta qualidade, e na falta desse quesito, enquanto não chega reforços, vontade, garra e raça têm que predominar dentro do Ipatingão, vencer e vencer, se impor. Que cada jogador dê uma resposta positiva dentro de campo em respeito à torcida e ao nome do Ipatinga.

* O Mineirão terá lotação máxima na quarta-12 e o Galo diante do Palmeiras terá a “massa” novamente fazendo a diferença.

* Marquinhos da Telecel, artilheiro do amador, também preocupado com a fase do Cruzeiro e com o baixo desempenho do Tigre.

 
Alerta vermelho

O Galo perdeu a liderança de vez no Brasileiro depois de duas derrotas seguidas, uma em casa, para o Goiás e outra de virada para o Flamengo, no Maracanã por 3 a 1. Uma partida para a torcida esquecer, foi a pior partida que o Atlético fez, esteve irreconhecível. Agora é retomar o bom caminho, o caminho das vitórias; não pode bobear em casa, perder gols e tomar gols por vacilar, de posicionamento. As falhas são permitidas, mas não a ponto de acumular derrotas. Time que quer chegar ao título, a vaga de Libertadores, tem que ter postura, se impor em campo, seja dentro ou fora de casa. Encarar os desafios com atitudes, com ação, garra e vontade de vencer. Nada de dar mole. As peças de reposição não tem qualidade. Alguns jogadores são limitados, fracos tecnicamente. Renan Oliveira tem que ter mais chances. É preciso colocá-lo para jogar, resgatar o futebol dele, trazer o garoto pro jogo. Falta orientação, fazer um trabalho positivo, psicológico, com ele.
O garoto precisa de seqüência de jogos, aos poucos, até se firmar. Futebol ele tem de sobra, é craque.
Buscar a liderança passou a ser questão de tempo, buscar as vitórias em casa e voltar a liderança. Amanhã tem o Coritiba em casa, depois para por 10 dias e pega o Palmeiras dia 12, no confronto direto.
O Cruzeiro venceu a duras penas o Sport no Mineirão, com um gol nos acréscimos do segundo tempo. No apagar das luzes, brilhou a estrela de Kleber marcando o gol salvador. Amanhã tem uma parada pela frente, o Grêmio, no Olímpico, engasgado pela eliminação da Libertadores pelo time celeste.
Campeonato Brasileiro é assim, difícil e longo, tem que pontuar. Não se pode perder pontos dentro de casa. Os times vão alternando posições e quem sai na frente leva uma certa vantagem e passa a administrá-la.
Ainda tem muita água para passar debaixo da ponte, isto significa que teremos um revezamento nas primeiras colocações.
O Tigre faz duas partidas no Ipatingão e tem a obrigação de vencer. Hoje tem o São Caetano, o Azulão, e na semana que vem é o Guarani.  Duas partidas de peso, mas tem que fazer valer o mando de campo. Somar seis pontos para subir na tabela e ganhar novamente confiança.
Ainda falta muito para o Tigre se firmar na tabela, pelo menos entre os 10 primeiros nessa Série B. O elenco não é de muita qualidade, tem carência nos três setores, defesa, meio e ataque. Desde que os laterais Dener, Luizinho e Márcio Gabriel deixaram o time, na posição não se teve outro que correspondesse em qualidade. Pela lateral esquerda, muitos vieram com fama de ótimos: Radar, Baroni, Gustavo, Júlio César, e o titular acaba sendo Marinho Donizete. Saudades do Beto e do Anderson.
No miolo de zaga, para quem teve William e Teco, Henrique, Márcio Alemão, xerifões, fica difícil. Léo Oliveira é muito bom, mas é cliente do DM. No meio, a carência ainda é pior, falta um homem de criatividade, talentoso, que arma e distribui o jogo. Um setor vital em qualquer time. Uma qualidade que não se vê na maioria dos times, e quem tem este diferencial é vencedor. No ataque o Tigrão precisa urgente de nova dupla de goleadores, para dar suporte e fazer sombra aos atuais atacantes, agregar valores para disputar a titularidade. Isso se chama atitude, ação imediata para se ter uma postura atrevida em campo, ousada e vencedora.

 
Antes e depois

 

No futebol as surpresas às vezes são anunciadas antes delas acontecerem, ou imaginadas, ou ainda previstas em forma de visões, por muitos comentaristas, analistas de TV, cronistas, em fim, por todos que militam nesse esporte. O futebol é tão apaixonante que interfere no comportamento do ser humano. De todas as formas ele acaba fazendo o cotidiano de cada um ser diferente depois ou antes de cada partida. Por ser um esporte coletivo e de muita arte, de muita plasticidade nas jogadas realizadas, com a participação de dois ou três jogadores, ou individual, com dribles maravilhosos; inacreditáveis e belíssimos gols, que fica cada vez mais difícil, de não se tornar um apaixonado por este esporte, que une raças, povos, crenças.Todos na mesma torcida são iguais até que se prove o contrário. Não há distinção de classes sociais, basta um gol para que todos se abracem sem mesmo se conhecerem. Uma partida é imprevisível, ninguém sabe o que vai acontecer, pode-se imaginar, fazer prognósticos dentro de uma linha de raciocínio lógico, analisando teoricamente as equipes, para opinar dentro de uma ótica técnica. Quando a bola rola, tudo fica mais fácil de se prever. Antes, porém só se pode imaginar, muitas vezes levando pela emoção, pelo coração, que nosso time vencerá. Na visão do analista profissional, a realidade é outra, é imparcial. O cronista joga com a verdade dos fatos que lhes apresentam. Este ou aquele time, este ou aquele atleta, a quem caberá a alegria de proporcionar o sorriso de milhares de mortais?

Imaginação! Decepção! Festa antecipada! Comemoração adiada! Inacreditável, mas é a verdade! O sonho se foi, passou montado num cavalo alado. Quando voltará? Só os deuses do futebol dirão! “Levanta, sacode a poeira, da volta por cima...”. Libertadores! Libertadores!! Los hermanos são melhores nessa competição, são especialistas nessa arte de ganhá-la. Usam a catimba, a experiência, a frieza, que poucos dos nossos bravos times brasileiros, até hoje conseguiram às duras penas, levantar essa taça, que tem um peso enorme para quem a levanta, como para quem não consegue ergue-la na hora h. Fica a sensação do dever cumprido, só a sensação, pois o dever não foi concretizado e o sonho teve consequências desastrosas para todos. Em 2010 quem estará na fila para começar tudo de novo? O Timão já é o primeiro - Campeão da Copa do Brasil 2009. Os outros ainda “Veron”!

 

 
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