Ecos da classificação

23/07/21

O Atlético eliminou o Boca Juniors nos pênaltis com destaque para o goleiro Éverson que durante o jogo, foi mal numa bola e falhou clamorosamente originando o gol do Boca que depois de revisado pelo VAR foi anulado. A exemplo da primeira partida no estádio La Bombonera em que o Boca também teve um gol corretamente anulado, los hermanos ficaram ainda mais com os nervos a flor da pele, com sangue nos olhos e faca nos dentes. Pois bem, o jogo seguiu e foi para as penalidades. Então brilhou a estrela do goleiro Éverson, que também mostrou competência. Foi muito macho, teve personalidade e chamou para si a responsabilidade de cobrar a última penalidade depois de duas sensacionais defesas. Ele foi pra bola e meteu no ângulo e saiu para o abraço, aliás para os abraços que foram muitos em cima dele. Alegria geral para o povão atleticano.

Os argentinos inconformados com a derrota e a desclassificação correram para agredir o juiz e detonaram o vestiário, bebedouros, lixeiras, bancos e outros. Me fez lembrar as cenas de vandalismo quando o Cruzeiro foi rebaixado e a torcida fez aquela quebradeira geral no Mineirão. Os argentinos ficaram na zona mista, no túnel e vestiário e foram quebrando tudo.

Jogadores, comissão técnica e dirigentes do Boca não aceitaram a derrota, o que é muito comum com os argentinos de sangue quente, catimbeiros e desleais em campo.

Se nos pênaltis o Galo se deu bem, durante a partida nem tanto. Time muito preso, sem velocidade, sem intensidade e criação. Foi um time sem inspiração, com alguns jogadores bem abaixo tecnicamente. Taticamente o time não soube explorar as jogadas rápidas pelos lados e nas finalizações que foram poucas erradas. Digo que a sorte esteve do lado alvinegro.

Nas quartas de final, tem mais um argentino pela frente, o Galo vai encarar outro tradicional clube da Argentina, o River Plate, ex-clube do Nacho Fernández, que tem o técnico Marcelo Gallardo que muito conhece do futebol de Nacho. Então é bom o nosso Cuca ir preparando um esquema diferente que não seja dependente do Nacho. Com relação aos confrontes, acredito que seja sem aquela pressão que foi com o Boca, mas que não foge muita à regra quando se joga contra argentinos.

Nacho foi protagonista do River Plate na histórica campanha no título da Copa Libertadores de 2018, que culminou com vitória sobre o rival Boca Juniors na final. O meio-campista também ganhou duas Recopas Sul-Americanas (2016 e 2019), três Copas da Argentina (2016, 2017 e 2019) e duas Supercopas da Argentina (2017 e 2019) com time comandado pelo técnico Marcelo Gallardo.

Jogo de ida, em Buenos Aires, dia 11 de agosto, jogo de volta dia 18, podendo ser em Brasília com público.

Três jogos seguidos com o Bahia tem o Galo para superar. Neste domingo, às 11h, pelo Brasileirão O Galo agora muda a estratégia para enfrentar o Bahia valendo pela Copa do Brasil, o primeiro jogo no Mineirão, na próxima quarta-feira e o jogo e volta no dia 4 de agosto.

 
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