Banner

Para com isso Vanderlei; deixa disso Adilson

Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Que comparação mais tola, mais sem nexo, desprovida de qualquer compreensão. Não se pode reparar um erro, uma falha fatal de um goleiro ou um jogador num lance capital que resulte em gol, no momento real. Não tem como o jogador voltar atrás e corrigir o erro. Bem diferente de um repórter que supostamente gagueja numa entrevista ou tropeça numa palavra, ele pode imediatamente, em tempo real, instantâneo, consertar, corrigir com toda naturalidade e mudar o sentido da frase, o pensamento. A palavra dita no momento pode ser em seguida, modificada em frações de segundos. O que não pode é um atleta errar e o seu comandante não admitir críticas sobre o erro. Não aceitar que apontem os erros, as falhas que fazem parte do futebol. Ele deveria aceitar da mesma forma que são apontadas as virtudes, os elogios pelos acertos. Mas isso não acontece nas chamadas entrevistas coletivas por parte dos treinadores. O jogador é um ser humano, está sujeito a erros. Não só o Vanderlei, mas o Adilson Batista também não gosta de responder perguntas que apontam as falhas. Adilson chega a ser arrogante, irônico, gosta de humilhar aos que o entrevistam. Ambos tratam com desfeitas, comparações mal-humoradas, trucando os repórteres com falta de educação e não respeitando o trabalho da imprensa. São os “professores-doutores”, donos absolutos da razão. Não aceitam críticas por mais que elas sejam construtivas, inteligentes, verdadeiras.

Após o clássico Atlético e Cruzeiro, na coletiva, o Luxemburgo não responder a minha pergunta e emendou logo com uma indagação, tipo: “você nunca gaguejou numa entrevista, para dar uma resposta, deu uma tossidinha antes de responder. Deu uma engasgada”? Ô Vanderlei, sem base. Isso é “embromation” quando não se quer responder ou não se tem resposta à altura par dar, ou no melhor estilo, querer sair pela “tangente”! Na coletiva após a partida Uberlândia e Atlético, ele voltou a responder da mesma forma, outro repórter que lhe perguntou sobre a falha de Aranha nos dois gols do adversário. O colega, Jaeci Carvalho, em sua coluna de domingo, 28 de fevereiro, no Estado de Minas, escreveu: “Quando será que os repórteres vão perceber que as estrelas do espetáculo são os jogadores e não os treinadores? Já passou da hora de ignorar as entrevistas coletivas dos “donos do mundo”, principalmente depois dos jogos.” Não cabe aos repórteres ignorar as entrevistas coletivas, e sim os diretores dos      veículos de comunicação (jornal, rádio e TV), adotar esta postura.

* Que ótimo o futebol do interior na frente nessa fase do campeonato mineiro. Que bela campanha do Tigre na liderança, seguido pelo Cruzeiro, tendo ainda Democrata/GV e Tupi entre os quatro primeiros. A classificação certamente modificará neste final de semana. A certeza é que Ipatinga e Democrata estão matematicamente classificados para o octogonal, na fase de mata-mata. O Tupi ficará também ficará entre os classificados. A possibilidade de o Ipatinga decidir mais uma vez o título, pela terceira vez, está mais clara, muito perto de acontecer. Será mais um feito inédito para o Tigrão, que voltou a ser o Tigrão de Aço.

* Renan Ribeiro, jovem goleiro da base do Galo, reserva de Rafael, do Cruzeiro na Seleção de Juniores, merece uma chance e já, no gol do Atlético. Aranha e Carini não inspiram mais confiança. Para o Brasileiro, o Atlético terá que contratar urgentemente um goleiro experiente e ótimo se quiser buscar títulos. Ah, é preciso ainda mais alguns jogadores habilidosos para o meio campo. Um canhoto, para vestir a 10 e um meia que jogue pela direita, jogadores leves, rápidos.

* Ney da Mata faz um trabalho espetacular no Crac, modesto time de Goiás. O Crac ao empatar com o Itumbiara em 1 a 1, na rodada passada, voltou a liderar o campeonato goiano com 19 pontos. O Atlético está com 18, a mesma pontuação do Goiás.

 
<< Início < Anterior 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Próximo > Fim >>

Página 4 de 24