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Traições marcam eleição na Câmara de Fabriciano

Traição. Essa foi a palavra mais repetida por políticos do Executivo e Legislativo de Coronel Fabriciano. Após a eleição da Mesa Diretora, realizada no último domingo (20), a troca de farpas entre vereadores e o prefeito Chico Simões (PT) esquentou o cenário político. O presidente Vanderlei Cupertino, o Canídia (PT), foi acusado de traição pelo prefeito e pelo primeiro secretário Djalma Eugênio (PT). É que Canídia “virou a casaca” com apoio de Francisco Lemos (PDT) eleito vice-presidente pela segunda vez. Dois dias antes da eleição, a base governista já contava com a vitória após um acordo que fechou com Luciano Lugão (PSB), como presidente, Adriano Martins (DEM) como vice e Djalma Eugênio no secretariado.

Mas no dia da eleição, a oposição veio com tudo e registrou a segunda chapa com Canídia, Lemos e José Cleres (PSB). Na hora de votar, José ficou de fora porque Canídia acabou votando no companheiro de partido, Djalma Eugênio. A posse está marcada para o dia 1º de janeiro de 2010, às 18h30, no plenário da CMCF. Os vereadores Andréia Botelho (PSL), Lemos, Nivaldo Lagares Pinto – Querubim (PDT), Natalino Moraes (PDT) e José Cleres Gomes votaram em Canídia para presidente e Lemos para vice; ficando 6 votos contra 5. Já Luciano Lugão, Marcos da Luz (PT), Djalma Eugênio, Adriano Martins e Wailsom Lima (PR), votaram em Luciano Lugão para presidente e em Adriano Martins para vice. Para o cargo de primeiro secretario, os votos de Canídia, Djalma, Luciano Lugão, Marcos da Luz, Adriano e Wailsom foram para Djalma Eugênio; os demais votaram em José Cleres, ficando 6 votos contra 5.

O mandato da Mesa Diretora é de apenas um ano. Apesar da acusação de traição, Canídia garante que governará a Casa alinhado com o governo municipal. “Não abro mão de ser governo. Farei uma administração com responsabilidade, vamos ser governo com responsabilidade e votar no que for bom para cidade”, declarou. Como o concurso da câmara não foi realizado Canídia deve trocar boa parte dos 38 cargos comissionados, principalmente os técnicos. Chico Simões acusou Canídia de traição, uma vez que ele foi um dos articuladores do acordo com Luciano Lugão para a presidência com apoio do PT. Do lado de lá, Francisco Lemos acusa Lugão de ter traído um acordo feito entre os opositores em que ele seria presidente em 2011.

 
Construção da ETE termina o ano na Justiça

Aconstrução de uma Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) em Coronel Fabriciano, que gerou uma grande polêmica no município regada a troca de ofensas entre Executivo e Legislativo, terminou o 2009 na Justiça. A decisão sobre a construção da ETE está nas mãos do judiciário, que suspendeu a construção em segunda instância. O diretor operacional da Copasa, Valério Máximo, disse que a empresa aguarda uma decisão final e mantém sua posição favorável à construção da estação. “A Copasa procura comprovar na Justiça que cumpre com a legislação ambiental e que o melhor local para a ETE é o apontado pela empresa. Continuamos querendo construir a estação”, frisou o diretor. O local pré-definido para construção fica entre os bairros Santa Terezinha e o Mangueiras.

Valério Máximo frisou que esse imbróglio prejudica a população do município e redondezas. “Elas estão sem esgoto tratado. Por isso, tentamos sensibilizar o Legislativo, Executivo e Judiciário, pois vemos discussão em Conpenhague sobre os impactos ambientais do mundo. Todos querem um meio ambiente saudável. É isso que a Copasa busca. Precisamos tratar o esgoto para melhorar qualidade de vida das cidades”, argumentou Valério.

 

Taxa

Na última semana a empresa conseguiu derrubar a liminar que a obrigada a cobrar apenas um terço da taxa de esgoto, calculada sobre 60% da conta. No dia 27 de novembro, por meio de ação impetrada por uma Ong Ambiental de Fabriciano, a Justiça determinou a redução. As contas emitidas desde então contavam com desconto. Mas com a reversão, a empresa voltou a cobrar 60% desde o último dia 17.

 
Metalúrgicos da Arcelor rejeitam terceira proposta

ACampanha salarial 2009/2010 dos trabalhadores da ArcelorMittal continua sem definição. Na última semana, 1.480 metalúrgicos participaram das assembléias no Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Coronel Fabriciano e Timóteo (Metasita), para votar a terceira proposta da empresa. A votação secreta resultou em 830 votos contra e 650 a favor da contraproposta, que previa aumento de 4,5% retroativo a 1º de novembro, Participação nos Lucros de R$ 3.200, mais composição de 70% do salário-base com valor mínimo de R$ 4.200 e manutenção das cláusulas vigentes.

O sindicato apresentou à empresa uma nova proposta que consiste em aumento real 2%, retorno de férias de 95% para todos os trabalhadores, adicional de insalubridade, registro de hora extra mais controlado e discussão da jornada de turno. A diretoria do Sindicato convoca os trabalhadores para nova assembléia nesta terça-feira-29.

 

Usiminas

Na Usiminas o panorama é o mesmo. Nesta segunda-feira-27, as negociações entre o Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Ipatinga (Sindipa) e a Usiminas Mecânica serão retomadas, às 10h, na sede da empresa. Para a oitava rodada de negociações, o sindicato espera receber, no mínimo, uma contraproposta com ganhos reais, abono maior e a criação de uma comissão para avaliar a implantação da jornada de 40 horas semanais.

De acordo com o presidente do Sindipa, Luiz Carlos Miranda, uma nova assembléia será convocada no decorrer da semana caso a UMSA apresente outra contraproposta. “A proposta anterior rejeitada por 64% não será colocada em votação novamente. Se a empresa apresentar uma proposta digna, que valorize os trabalhadores faremos uma nova assembléia com a categoria”, afirmou o presidente.

 
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