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Jornal Classivale Aedes aegypti

Dengue: Ipatinga mantém alto Índice de infestação do Aedes aegypti

O Aedes aegypti é o principal vetor de arboviroses como dengue, zika e chikungunya

17/01/2026 às 10h00 Atualizada em 27/01/2026 às 13h00
Por: Jornal Classivale
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Dengue: Ipatinga mantém alto Índice de infestação do Aedes aegypti

 

Ipatinga registra alto índice de infestação do mosquito Aedes aegypti. Entre os principais criadouros encontrados estão vasos, frascos, pratos e bebedouros, que concentram 48,6%, seguido por recipientes plásticos, garrafas, latas e sucatas, com 19,3%.

O primeiro levantamento de Índice Rápido de Infestação do Aedes aegypti (LIRAs) realizado em Ipatinga apontou Índice de Infestação Predial de 6,2% na área urbana, percentual considerado alto. Foram trabalhados 4.939 imóveis acima dos 4.736 programados com mobilização de 113 servidores, sendo 102 agentes atuando simultaneamente em toda a área urbana.

A população pode colaborar denunciando focos do mosquito e solicitando orientações por meio dos canais oficiais da Prefeitura de Ipatinga, como o aplicativo “Fala Ipatinga” e a Ouvidoria Municipal, por meio do telefone 156. 

Bairros com maiores índices de infestação em Ipatinga
Na primeira vistoria do ano, os bairros e regiões que apresentaram maiores índices de infestação do Aedes aegypti foram:

  • • Bom Jardim – 10,9%
  • • Ferroviários – 10,9%
  • • Horto – 10,9%
  • • Industrial – 10,9%
  • • Usipa – 10,9%
  • • Limoeiro – 9,2%
  • • Chácara Madalena – 9,2%
  • • Córrego Novo – 9,2%
  • • Barra Alegre – 9,2%
  • • Chácara Oliveira – 9,2%
  • • Imbaúbas – 7,4%
  • • Bom Retiro – 7,4%
  • • Bela Vista – 7,4%
  • • Das Águas – 7,4%
  • • Cariru – 7,4%
  • • Castelo – 7,4%
  • • Vila Ipanema – 7,4%
  • • Centro – 7,4%
  • • Novo Cruzeiro – 7,4%
  • • Parque Ipanema – 7,4%
  • • Veneza – 6,7%
  • • Caravelas – 6,5%
  • • Jardim Panorama – 6,5%
  • • Cidade Nobre – 5,5%
  • • Iguaçu – 5,5%
  • • Canaanzinho – 5,5%
  • • Vila Militar – 5,5%
  • • Vila Celeste – 5,4%
  • • Esperança – 4,7%
  • • Ideal – 4,7%
  • • Granjas Vagalume – 4,5%
  • • Bethânia – 4,5%
  • • Tiradentes – 2,1%
  • • Canaã – 2,1%

Esses dados mostram que o problema não está concentrado em uma região específica, mas espalhado por toda a cidade.

De acordo com a gerente do Departamento de Zoonoses, Vanessa Andrade, o LIRAa é fundamental para o direcionamento das ações. “Organizar os índices por prioridade nos permite atuar de forma mais eficaz, concentrando os esforços nas áreas com maior risco. Apesar da redução em relação ao ano passado, o índice ainda demanda atenção e ações contínuas”, explicou.

O problema é que o discurso se repete há anos, e os números também.

Índice de infestação do Aedes aegypti se mantém alto e chama atenção para cuidados com água parada

Descuidos domésticos e falhas públicas
A maioria dos criadouros nasce dentro das casas, nos quintais e varandas. Mas a responsabilidade não é apenas da população. As campanhas públicas ainda parecem pontuais, burocráticas e pouco eficazes.
A cada novo LIRAa, o diagnóstico se repete: o mosquito está presente, o risco é alto e é preciso redobrar cuidados.
Falta, talvez, continuidade e fiscalização real — além de uma política mais firme de limpeza urbana e vigilância ambiental.

A situação tende a piorar com as chuvas, quando a combinação de calor e água parada cria o ambiente perfeito para o Aedes aegypti.

A prevenção continua sendo o principal escudo — e depende da união entre poder público e moradores.

Hora de agir
O combate à dengue não pode ser uma campanha de temporada — deve ser uma rotina.
Enquanto parte da população ignora pequenos cuidados domiciliares e o poder público mantém ações fragmentadas, o mosquito se aproveita do descuido coletivo.

O cenário atual exige ação conjunta, cobrança e consciência.
A estrutura existe, mas o descuido persiste.

Dez minutos que podem evitar uma epidemia
- Esvaziar e escovar recipientes com água
- Tampar caixas d’água e tonéis
- Descartar pneus e objetos sem uso
- Limpar calhas e ralos
- Cuidar de bebedouros e plantas aquáticas


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