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Restauração da Ponte Queimada: obra de R$ 1,3 milhão entra na reta final

Obra de R$ 1,3 milhão recupera estrutura histórica entre Marliéria e Pingo D’Água, interditada há três anos por riscos à segurança e incêndios criminosos

20/01/2026 às 13h13 Atualizada em 21/01/2026 às 14h49
Por: Jornal Classivale
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Ponte Queimada passa por restauração e já tem cerca de 40% da estrutura recuperada
Ponte Queimada passa por restauração e já tem cerca de 40% da estrutura recuperada

 

A restauração da histórica Ponte Queimada, localizada na divisa entre os municípios de Marliéria e Pingo D’Água, na entrada do Parque Estadual do Rio Doce (PERD), deve ser concluída até o mês de março de 2026. A informação foi confirmada durante vistoria técnica realizada no local no último sábado (17).

A obra recebe investimento de aproximadamente R$ 1,3 milhão e é executada pela empresa MDP Construção Civil. Segundo a construtora, cerca de 40% da estrutura já foi recuperada.

Interditada há cerca de três anos por oferecer riscos à segurança, a ponte é considerada estratégica para a região. O local é amplamente utilizado para deslocamento de trabalhadores, escoamento de produção, turismo, lazer, além de ações de salvamento e combate a incêndios florestais no entorno do parque.

Estrutura histórica
A Ponte Queimada tem origem no século XVIII e integra uma antiga rota aberta por volta de 1782, por determinação do então governador da Capitania de Minas Gerais, D. Rodrigo José de Menezes, com o objetivo de ligar Vila Rica (atual Ouro Preto) à região do Rio Cuieté, área de exploração de ouro na época.

O nome “Ponte Queimada” surgiu após um incêndio registrado por volta de 1794. Há registros históricos que apontam duas hipóteses: o fogo teria sido provocado por indígenas para impedir a passagem de desbravadores ou durante fugas de prisioneiros.

Na década de 1930, a estrutura foi reconstruída com reforço de pilares de concreto e vigamento de ferro, tornando-se importante via para o transporte de materiais, incluindo o carvão utilizado nos fornos da antiga Acesita (atual Aperam), em Timóteo.

Nos últimos anos, novos incêndios criminosos danificaram gravemente o tablado de madeira, inviabilizando a travessia e provocando impactos também ao Parque Estadual do Rio Doce.

Como será a nova ponte
A restauração prevê a substituição e parafusação de todos os dormentes ao longo dos 136 metros da ponte. Também estão sendo instalados guarda-corpos laterais com mastros e cabos de aço.

Para permitir a circulação de veículos, a ponte contará com dois rodeiros de 90 centímetros de largura cada, separados por um vão central de 80 centímetros.

Além de atender Marliéria e Pingo D’Água, a ponte beneficia diretamente moradores de Córrego Novo e Bom Jesus do Galho. Próxima à estrutura está a Lagoa Tiririca, localizada a cerca de 3 km, bastante procurada para pesca, camping e esportes aquáticos.

 


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