
*Matéria atualizada
O governo de Minas divulgou nesta quinta-feira, 29 de janeiro de 2026, o valor das multas aplicadas à mineradora Vale, que somam R$ 1,7 milhão por danos ambientais causados por extravasamentos em duas minas no município de Congonhas, na região Central do estado.

"Reforçamos que todos os danos ambientais identificados e dimensionados serão reparados pelos responsáveis, conforme a legislação ambiental vigente. Inicialmente, a multa é de R$ 1,7 milhão, mas esse valor pode ser acrescido em caso de constatação de novas irregularidades", enfatizou o subsecretário de Fiscalização Ambiental da Semad, coronel Alexandre Leal.
As ocorrências aconteceram no domingo (25), na mina de Fábrica, e na segunda-feira (26), na mina de Viga. Não houve registro de feridos.
De acordo com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), foram identificados danos ambientais provocados pelo carreamento de sedimentos e assoreamento de cursos d’água que deságuam no rio Maranhão. Diante da situação, a empresa foi notificada a cumprir medidas emergenciais, como limpeza das áreas afetadas, monitoramento da água e apresentação de um plano de recuperação ambiental, incluindo desassoreamento e recuperação das margens.
Além das sanções ambientais, a Vale também será autuada por poluição e degradação de recursos hídricos e por não comunicar o incidente no prazo máximo de duas horas após a ocorrência, conforme determina a legislação. O governo estadual não descarta, inclusive, a possibilidade de interdição das operações, caso seja necessário para garantir a segurança das comunidades e a proteção ambiental.
A Prefeitura de Congonhas decidiu suspender os alvarás de funcionamento das atividades da mineradora no município. A medida foi tomada após a confirmação de dois vazamentos em um intervalo inferior a 24 horas. Com isso, a própria Vale informou que interrompeu as operações nas minas de Fábrica, localizada entre Congonhas e Ouro Preto, e de Viga, em Congonhas.
Segundo dados da Defesa Civil municipal, no primeiro episódio, cerca de 220 mil metros cúbicos de material escorreram de uma cava da mina de Fábrica. No segundo caso, na mina Viga, um poço de drenagem (sump) extravasou, permitindo que água com sedimentos atingisse cursos d’água e chegasse ao rio Maranhão, principal manancial do município, que deságua no rio Paraopeba.
Diante da gravidade da situação, foi instalada uma sala de crise reunindo as defesas civis de Congonhas e Ouro Preto, a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros, órgãos ambientais municipais e estaduais e o Ministério Público de Minas Gerais.
A Agência Nacional de Mineração (ANM) também informou que não houve ruptura, colapso ou comprometimento de barragens ou pilhas de mineração nas duas ocorrências. Segundo o órgão, no caso da mina de Fábrica, o evento está relacionado à infraestrutura operacional. Já na mina Viga, foi registrado extravasamento em uma estrutura de drenagem. A ANM informou ainda que equipes de fiscalização seguem no local e que as responsabilidades serão apuradas, com aplicação de sanções caso sejam constatadas irregularidades.
*Em nota, a Vale afirmou que os vazamentos foram contidos, que não houve feridos e que as comunidades próximas não foram afetadas. A empresa sustenta que ocorreu apenas o vazamento de água com sedimentos, sem rompimento de barragens ou carreamento de rejeitos.
"A Vale reitera seu compromisso com a segurança das pessoas e de suas operações, esclarecendo que suas barragens na região seguem com condições de estabilidade e segurança inalteradas, sendo monitoradas 24 horas por dia, 7 dias por semana."
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