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Jornal Classivale Saúde

Mais de 60% da população brasileira têm excesso de peso

Entre 2006 e 2024, obesidade dobrou, atingindo 25,7% dos brasileiros

29/01/2026 às 17h37 Atualizada em 30/01/2026 às 13h51
Por: Jornal Classivale Fonte: Agência Brasil
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Levantamento revela crescimento da obesidade, diabetes e hipertensão entre adultos brasileiros
Levantamento revela crescimento da obesidade, diabetes e hipertensão entre adultos brasileiros

 

Mais de 60% da população brasileira apresenta excesso de peso, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde. Em 2024, 62,6% dos brasileiros estavam acima do peso, contra 42,6% em 2006, um aumento de 20 pontos percentuais em 18 anos.

O índice de obesidade dobrou no período, passando de 11,8% para 25,7% da população adulta. Os números fazem parte do Vigitel, sistema de vigilância que monitora fatores de risco para doenças crônicas por meio de entrevistas telefônicas realizadas em todas as capitais e no Distrito Federal.

Doenças crônicas avançam

O levantamento também aponta crescimento expressivo no diagnóstico de doenças associadas ao excesso de peso.

O percentual de adultos com diabetes subiu de 5,5% em 2006 para 12,9% em 2024.

Já a hipertensão arterial passou de 22,6% para 29,7% no mesmo período.

Segundo o Ministério da Saúde, o envelhecimento da população contribui para o avanço desses problemas, reforçando a necessidade de ações permanentes de prevenção e cuidado.

Atividade física: avanços e retrocessos

A prática de atividade física no deslocamento urbano caiu de 17% em 2009 para 11,3% em 2024, influenciada pelo maior uso de carros por aplicativo e transporte público.

Por outro lado, houve aumento da atividade física no tempo livre. A proporção de adultos que praticam pelo menos 150 minutos semanais de atividade moderada subiu de 30,3% para 42,3% no período analisado.


Alimentação: poucos avanços

O consumo regular de frutas e hortaliças manteve-se praticamente estável, passando de 33% em 2008 para 31,4% em 2024.

Já o consumo frequente de refrigerantes e sucos artificiais apresentou queda significativa: de 30,9% em 2007 para 16,2% em 2024. Apesar disso, os dados positivos não foram suficientes para conter o crescimento da obesidade e das doenças crônicas.

Sono entra no radar pela primeira vez

Pela primeira vez, o Vigitel incluiu dados sobre qualidade do sono. O levantamento revelou que 20,2% dos adultos dormem menos de seis horas por noite e 31,7% apresentam pelo menos um sintoma de insônia.

A prevalência é maior entre mulheres (36,2%) do que entre homens (26,2%).
Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a falta de sono adequado está diretamente relacionada ao ganho de peso, piora das doenças crônicas e impactos na saúde mental.

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Programa Viva Mais Brasil

Diante do cenário, o governo federal lançou a estratégia Viva Mais Brasil, voltada à promoção da saúde e prevenção de doenças crônicas.

A iniciativa prevê investimento de R$ 340 milhões, com destaque para a retomada do programa Academia da Saúde, que receberá R$ 40 milhões em 2026.

O programa reúne ações do SUS e do setor privado e estabelece dez compromissos, entre eles:

  • mais atividade física e vida ativa;
  • alimentação saudável;
  • redução do consumo de tabaco e álcool;
  • fortalecimento da saúde nas escolas;
  • ampliação da vacinação;
  • incentivo à saúde digital e às práticas integrativas.

 




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