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Com 6,2 milhões de desocupados, Brasil registra menor taxa de desemprego, segundo o IBGE

Taxa média de desocupação ficou em 5,6% em 2025; número de pessoas ocupadas chegou a 103 milhões

02/02/2026 às 16h32 Atualizada em 02/02/2026 às 17h29
Por: Jornal Classivale
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Com 6,2 milhões de desocupados, Brasil registra menor taxa de desemprego, segundo o IBGE

 

O Brasil encerrou o ano de 2025 com 6,2 milhões de pessoas desocupadas e taxa média de desemprego de 5,6%, o menor nível registrado pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No trimestre encerrado em dezembro, a taxa de desocupação foi ainda menor, atingindo 5,1%, confirmando a tendência de queda observada ao longo do ano. De acordo com o IBGE, o total de pessoas ocupadas no país chegou a cerca de 103 milhões, considerando todas as formas de trabalho, com ou sem carteira assinada, temporário, doméstico e por conta própria.

A pesquisa também apontou recorde na renda média mensal do trabalhador, que alcançou R$ 3.560 em 2025. O valor representa um crescimento real de 5,7% em relação a 2024. Outro destaque foi o número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado, que somou 38,9 milhões, o maior já registrado pela série histórica.

Perfil do mercado de trabalho
Na média anual de 2025, a Pnad Contínua mostrou os seguintes contingentes no mercado de trabalho brasileiro:

  • Desocupados: 6,2 milhões de pessoas, queda de 14,5% em comparação com 2024;

  • Empregados do setor privado sem carteira assinada: 13,8 milhões;

  • Trabalhadores domésticos: 5,7 milhões;

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  • Trabalhadores por conta própria: 26,1 milhões, o maior número já registrado pela pesquisa.

Pesquisa do IBGE aponta redução da taxa de desemprego e aumento da ocupação no país em 2025


Como o IBGE calcula o desemprego
A Pnad Contínua investiga pessoas com 14 anos ou mais em todo o país. Pelos critérios do IBGE, só é considerada desocupada a pessoa que não estava trabalhando, procurou emprego nos 30 dias anteriores à pesquisa e estava disponível para assumir uma vaga.

Pessoas que não trabalham, mas não buscaram emprego nesse período — como estudantes, aposentados, afastados por motivo de saúde ou que desistiram de procurar trabalho — são classificadas como fora da força de trabalho e não entram no cálculo da taxa de desemprego.

A pesquisa é realizada em aproximadamente 211 mil domicílios, abrangendo todos os estados e o Distrito Federal.

Comparação com outros indicadores
Os dados da Pnad Contínua são divulgados em paralelo ao Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, que acompanha exclusivamente o mercado formal.

Segundo o Caged, dezembro de 2025 registrou saldo negativo de 618 mil vagas com carteira assinada. No entanto, no acumulado do ano, o país fechou 2025 com saldo positivo de cerca de 1,28 milhão de empregos formais, indicando crescimento do emprego com carteira ao longo do período.

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Veja a evolução da taxa de desocupação nos últimos anos:

  • 2012: 7,4%
  • 2013: 7,3%
  • 2014: 7,0%
  • 2015: 8,9%
  • 2016: 11,6%
  • 2017: 12,6%
  • 2018: 12,1%
  • 2019: 11,8%
  • 2020: 13,7% (início da pandemia)
  • 2021: 14,0%
  • 2022: 9,6% (fim da pandemia)
  • 2023: 7,7%
  • 2024: 6,6%
  • 2025: 5,6%












 

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