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Jornal Classivale Saúde

Santana do Paraíso registra alto índice de infestação do Aedes aegypti

Levantamento aponta risco elevado para dengue, zika e chikungunya e alerta para focos dentro das residências

06/02/2026 às 12h15 Atualizada em 11/02/2026 às 12h25
Por: Jornal Classivale
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Maioria dos focos do mosquito foi encontrada em recipientes dentro dos quintais das casas
Maioria dos focos do mosquito foi encontrada em recipientes dentro dos quintais das casas

 

Santana do Paraíso apresentou alto índice de infestação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. O dado consta no 1º Levantamento Rápido de Índice para Aedes aegypti (LIRAa) de 2026, realizado entre os dias 5 e 9 de janeiro pela Secretaria Municipal de Saúde.

O município registrou Índice de Infestação Predial (IIP) de 5,3%, percentual acima do recomendado pelo Ministério da Saúde e que coloca a cidade em situação de alto risco para transmissão das doenças. O Índice de Breteau, que mede a quantidade de recipientes com larvas, foi de 8,3%.

Na divisão por regiões, o Extrato 1, que inclui bairros como Centro, Oliveira, Alto Santana, São José e Residencial Paraíso, apresentou o maior índice, com 10,7%. O Extrato 2, formado pelos bairros Industrial, AABB e Residencial Bethânia, registrou 6,2%, também classificado como alto risco. Já os Extratos 3 e 4 apresentaram índices de 2,6% e 2,7%, considerados médio risco.

O levantamento apontou que a maioria dos focos do mosquito está dentro dos quintais das residências, principalmente em lixo acumulado, pequenos recipientes, pneus, caixas d’água, ralos, vasos sanitários em desuso e piscinas sem tratamento.

A Vigilância Epidemiológica orienta que moradores façam inspeções semanais nos quintais e eliminem recipientes que possam acumular água. Os ovos do mosquito podem sobreviver até um ano em ambiente seco e o ciclo do inseto pode se completar em cerca de dez dias em condições favoráveis.

O LIRAa é uma ferramenta do Ministério da Saúde usada para identificar áreas com maior infestação e direcionar ações de combate. Índices abaixo de 1% são considerados satisfatórios, entre 1% e 3,9% indicam alerta e acima de 4% representam alto risco.




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