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Parques estaduais de Minas Gerais ampliam pesquisas científicas e fortalecem a conservação da biodiversidade

Unidades de Conservação registram quase 170 novos estudos em dois anos e se consolidam como laboratórios naturais para proteção dos biomas mineiros

20/02/2026 às 14h23 Atualizada em 20/02/2026 às 14h38
Por: Jornal Classivale
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Equipe de pesquisadores no Parque Estadual do Itambé
Equipe de pesquisadores no Parque Estadual do Itambé

 

As pesquisas científicas em parques estaduais de Minas Gerais ganharam força nos últimos dois anos e vêm contribuindo diretamente para a conservação da biodiversidade no estado. Entre 2024 e 2025, quase 170 novos estudos foram autorizados em Unidades de Conservação, ampliando o conhecimento sobre fauna, flora e ecossistemas mineiros.

Somente em 2024 foram 69 autorizações, número que saltou para 97 em 2025. Atualmente, cerca de 335 pesquisas estão em andamento nos parques e reservas estaduais, considerando novas autorizações e renovações anuais — já que cada permissão tem validade de um ano.

Os estudos abrangem áreas como botânica, ecologia, zoologia e geociências, incluindo espeleologia, geoarqueologia e geologia. Plantas, insetos, anfíbios, aves e mamíferos de médio e grande porte estão entre os grupos mais pesquisados, refletindo a diversidade biológica presente nas áreas protegidas.

Segundo o Instituto Estadual de Florestas (IEF), as Unidades de Conservação funcionam como verdadeiros laboratórios naturais. Os dados produzidos subsidiam políticas públicas e fortalecem a gestão ambiental no estado.

Pesquisadores também destacam a importância dessas áreas para identificar espécies, avaliar riscos de extinção e orientar ações estratégicas de preservação.

Novas espécies e monitoramento da fauna
Entre os resultados recentes das pesquisas está a identificação de duas novas espécies de pequenos sapos do gênero Crossodactylodes: uma no Parque Estadual do Pico do Itambé e outra no Parque Estadual da Serra Negra. Os anfíbios, menores que uma unha, vivem exclusivamente em bromélias, característica que os torna raros e vulneráveis.

Outra descoberta foi registrada no Parque Estadual do Pico do Itambé: uma nova espécie de libélula associada a ambientes de água limpa e bem preservados, como riachos e cachoeiras — reforçando a importância da conservação desses ecossistemas.

Libélula (Odonata), Barroso - Crédito: Marcos Magalhães

 

Opiliao - Parque Estadual do Itambé - Crédito: Marcos Magalhães

Pesquisas de longo prazo também geram impactos relevantes. No Parque Estadual da Serra do Brigadeiro, o monitoramento do muriqui-do-norte subsidia estratégias de proteção da espécie. Já no Parque Estadual do Rio Doce, estudos sobre onças-pintadas e onças-pardas ajudam a compreender padrões de deslocamento e as principais ameaças enfrentadas pelos felinos.

Especialistas reforçam que as Unidades de Conservação oferecem condições únicas para estudos em ambientes preservados, permitindo compreender melhor os processos ecológicos e a dinâmica das espécies — informações essenciais para garantir a proteção dos biomas mineiros a longo prazo.

Carangueiro da pedra (Amblypygi), Parque Nacional Grande Sertão Veredas - Crédito: Marcos Magalhães
Guaranyperla puri - Parque Estadual Serra do Brigadeiro - Crédito: Frederico Flacão Salles
Muriqui-do-norte, Parque Estadual da Serra do Brigadeiro / Instituto de Biodiversidade / Crédito: Leandro Santana Moreira
Onça-pintada registrada no Parque Estadual do Rio Doce ganha destaque na National Geographic / Crédito: Fernando Faciole

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