
Juiz de Fora enfrenta uma das semanas mais devastadoras de sua história recente. O número de mortes confirmadas no município subiu para 65, segundo informações da Polícia Civil de Minas Gerais.
São 7 mortes e uma desaparecida em Ubá.
Em toda a Zona da Mata mineira, o total de vítimas fatais chegou a 72 mortes. (Números atualizados nesta segunda-feira, 2 de março de 2026).
As chuvas intensas atingem a cidade desde segunda-feira, 23 de fevereiro, e provocaram deslizamentos, soterramentos, enchentes e desabamentos em diferentes bairros, principalmente em áreas de encosta e regiões próximas a cursos d’água.
Madrugada crítica e novos desabamentos
Durante a madrugada desta quinta-feira (26), Juiz de Fora registrou 113 milímetros de chuva em poucas horas, volume considerado extremamente elevado. Com o solo já encharcado pelos temporais anteriores, novas casas desabaram, ampliando o cenário de destruição e aumentando o risco em áreas vulneráveis.
As equipes de resgate seguem atuando em pontos considerados críticos, enquanto moradores de regiões de risco foram orientados a deixar suas residências preventivamente.
8.500 desabrigados
O impacto social também se agravou. O número de desabrigados no município chegou a 8.500 pessoas, acolhidas em escolas, ginásios e outros espaços públicos adaptados como abrigos emergenciais.
Além das perdas humanas, os temporais provocaram interdições de vias, suspensão de aulas e danos significativos à infraestrutura urbana.
Desaparecidos e buscas
As operações continuam com apoio do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, Defesa Civil e demais forças de segurança. Ainda há pessoas desaparecidas, e as buscas permanecem em andamento em áreas atingidas por deslizamentos e soterramentos.
Juiz de Fora permanece em estado de calamidade pública.
Previsão mantém alerta até sábado
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém alerta para acumulado significativo de chuva. Segundo o órgão, há previsão de novos temporais pelo menos até sábado (28).
Com o solo saturado, aumenta o risco de novos deslizamentos, quedas de barreiras e transbordamento de rios. A orientação é que a população acompanhe os avisos oficiais e acione a Defesa Civil diante de qualquer sinal de risco, como rachaduras em imóveis ou movimentação de encostas.
Ao todo, 238 pessoas foram resgatadas com vida na região da Zona da Mata mineira.
Debate sobre prevenção
A tragédia reacende o debate sobre ocupação urbana em áreas de risco, drenagem insuficiente e necessidade de investimentos contínuos em infraestrutura e políticas habitacionais.
Enquanto as buscas continuam e a cidade tenta se reorganizar, Juiz de Fora segue em alerta máximo diante da possibilidade de novos episódios de chuva intensa nos próximos dias.
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