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Polícia Civil prende fotógrafo suspeito de rede de exploração sexual no Vale do Aço

Ao menos 15 vítimas já foram identificadas em Ipatinga, Timóteo e Coronel Fabriciano; Polícia Civil reforça importância da denúncia formal

27/02/2026 às 16h12 Atualizada em 04/03/2026 às 14h49
Por: Jornal Classivale Fonte: 12º Departamento de Polícia Civil de Ipatinga
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Coletiva de imprensa realizada no 12º Departamento de Polícia Civil de Ipatinga detalhou a prisão preventiva do fotógrafo suspeito e o andamento das investigações no Vale do Aço.
Coletiva de imprensa realizada no 12º Departamento de Polícia Civil de Ipatinga detalhou a prisão preventiva do fotógrafo suspeito e o andamento das investigações no Vale do Aço.

 

A Polícia Civil de Minas Gerais, por meio do 12º Departamento de Polícia Civil de Ipatinga, cumpriu nesta sexta-feira (27), mandado de prisão preventiva contra um fotógrafo autônomo, de 30 anos, suspeito de envolvimento em crimes contra a dignidade sexual no Vale do Aço. A ação foi coordenada pela delegada Isabela Menegassi Dutra Santana e equipe.

A investigação ganhou força após relatos de vítimas nas redes sociais. A partir das denúncias, a corporação iniciou a apuração formal dos fatos.

O Modus Operandi
De acordo com as autoridades, o suspeito atraía as vítimas — a maioria adolescentes entre 13 e 18 anos — com a promessa de ensaios fotográficos profissionais para aumentar o engajamento em redes sociais.

O crime seguia um padrão de evolução: 

  • Abordagem Profissional: Convite para fotos de portfólio.
  •  Indução ao Erótico: Progressão para fotos sensuais e sexuais. 
  • Abuso e Exploração: Evolução para atos sexuais e uso de ameaças. 

A investigação aponta ainda indícios de uso de drogas durante os ensaios e a existência de ameaças de divulgação das imagens íntimas para coagir as vítimas.

Vítimas identificadas
Até o momento, 15 vítimas foram identificadas na região: 11 em Coronel Fabriciano, três em Timóteo e uma em Ipatinga. A Polícia Civil não descarta que esse número possa aumentar com o avanço das investigações.

Mesmo nos casos em que as vítimas sejam maiores de idade, eventual prática de relação sexual não consentida configura crime, conforme previsto na legislação.

A corporação informou que a investigação está em estágio inicial e apura também a possível participação de outros envolvidos, além da suspeita de que o fotógrafo utilizava sua rede de contatos para captar novas vítimas.

Crimes investigados
O investigado, que não possui antecedentes criminais, apresentou-se acompanhado de advogado e optou por permanecer em silêncio. Ele é investigado por crimes como exploração sexual, violação sexual mediante fraude, corrupção de menores e armazenamento de material pornográfico envolvendo crianças e adolescentes.

Além do inquérito em Coronel Fabriciano, há procedimentos em andamento também em Ipatinga e Timóteo para apurar a conduta do suspeito.

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Orientação às vítimas
A Polícia Civil reforça que relatos feitos apenas nas redes sociais não substituem a denúncia formal. A corporação orienta que vítimas procurem uma delegacia para registrar ocorrência e formalizar representação criminal.

Em caso de novas ameaças ou tentativas de intimidação, a orientação é procurar imediatamente as autoridades policiais.












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