
Uma árvore que começou a crescer em 1760 e chegou a 264 anos de idade foi identificada em um estudo realizado na Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Fazenda Macedônia, em Ipaba, no Vale do Aço. A pesquisa analisou jequitibás-rosa, espécie ameaçada de extinção, que podem atingir cerca de 50 metros de altura.
O trabalho foi desenvolvido pela CENIBRA, em parceria com pesquisadores da Universidade Federal de Lavras (UFLA) e da empresa Smart Timber. Além do exemplar mais antigo, foram estudadas outras quatro árvores, com idades estimadas entre 104 e 254 anos.
A reserva, que completa 32 anos em outubro, abriga um conjunto de árvores gigantes que contribuem para a conservação da biodiversidade regional.
Anéis revelam a idade das árvores
A pesquisa começou após a descoberta de um jequitibá com aproximadamente 50 metros de altura. A equipe utilizou a tecnologia LiDAR, que emprega sensores a laser para medir a vegetação, para localizar outros exemplares de grande porte.
A datação foi realizada por meio da dendrocronologia, ciência que estuda os anéis de crescimento das árvores. Em um exemplar que havia caído naturalmente na floresta, os pesquisadores analisaram uma seção do tronco e identificaram registros de crescimento entre 1760 e 2023, correspondentes a 264 anos.
Nas árvores vivas, foi utilizada outra técnica para analisar os anéis sem prejudicar os exemplares.
Segundo os pesquisadores, essas informações ajudam a compreender a dinâmica da floresta e podem orientar ações de conservação, monitoramento e restauração ambiental.
Cinco árvores centenárias
O levantamento identificou exemplares com diferentes alturas, circunferências e idades:
Os resultados mostram que o tamanho do tronco e a altura, isoladamente, não determinam a idade de uma árvore.

Novos estudos e ações de conservação
A pesquisa abre possibilidades para novos estudos sobre a relação entre o crescimento das árvores e o clima do passado, o armazenamento de carbono e a conservação genética dos jequitibás.
Também estão previstas possibilidades de desenvolver ações de educação ambiental e materiais informativos sobre o bosque de árvores gigantes.
Para os pesquisadores, conhecer a idade desses exemplares ajuda a dimensionar a importância da preservação: árvores que levaram séculos para crescer não podem ser substituídas em poucas décadas.
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