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Senado aprova PEC da Segurança Pública; veja o que muda

Aprovada por unanimidade, proposta prevê penas mais rigorosas para chefes de facções e milícias, amplia atribuições das forças de segurança e mantém a maioridade penal em 18 anos

03/11/2026 às 21h11 Atualizada em 03/11/2026 às 21h26
Por: Jornal Classivale Fonte: Agência Brasil e Senado Federal
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Senadores durante sessão que aprovou a PEC da Segurança Pública nesta terça-feira (3), em Brasília. / Foto: Jonas Pereira/Agência Senado
Senadores durante sessão que aprovou a PEC da Segurança Pública nesta terça-feira (3), em Brasília. / Foto: Jonas Pereira/Agência Senado

 

O Senado Federal aprovou, na noite desta terça-feira (3), em dois turnos, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. O texto recebeu apoio de todos os senadores votantes: foram 73 votos favoráveis e nenhum contrário no primeiro turno e 75 votos favoráveis e nenhum contrário no segundo.

A proposta estabelece mudanças na organização da segurança pública brasileira, com medidas para ampliar o combate ao crime organizado, endurecer as punições para chefes de facções e milícias e fortalecer a cooperação entre União, estados e municípios.

Um dos pontos que antecederam a votação foi a tentativa de incluir no texto a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos, com propostas que também previam a possibilidade de responsabilização a partir dos 14 anos em determinadas situações.

O relator, senador Rogério Carvalho (PT-SE), rejeitou a inclusão dessas mudanças na PEC. Por 38 votos a 36, os senadores aprovaram o encaminhamento das emendas para tramitação em propostas separadas, permitindo que o assunto seja discutido e votado posteriormente.

Com isso, a PEC da Segurança Pública foi aprovada sem alteração na idade mínima para responsabilização penal, que permanece em 18 anos.

O que muda na segurança pública
Entre as principais medidas previstas está a inclusão do Sistema Único de Segurança Pública (Susp) na Constituição, com o objetivo de integrar a atuação das instituições responsáveis pela prevenção e pelo combate à criminalidade.

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O texto também prevê:

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  • Penas mais rigorosas e regimes especiais de prisão para chefes de facções e milícias;

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  • Ampliação das atribuições da Polícia Rodoviária Federal (PRF);
    Possibilidade de criação de polícias municipais de natureza civil;

  • Maior integração entre as forças de segurança;

  • Regras para ampliar e garantir recursos destinados à segurança pública;

  • Medidas de combate ao patrimônio de organizações criminosas e proteção a denunciantes.

A proposta estabelece ainda mudanças no financiamento do setor, com previsão de repasses de recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública e do Fundo Penitenciário Nacional aos estados e municípios.

Como o texto aprovado pelos senadores mantém o mesmo conteúdo já aprovado pela Câmara dos Deputados, a PEC seguirá para promulgação pelo Congresso Nacional.













 

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