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Opinião Artigo

Discípulos e Missionários para uma Igreja “Em Saída"

O quarto mês do ano começou exatamente em um dia de muitas bênçãos

13/04/2022 às 18h45 Atualizada em 14/04/2022 às 01h17
Por: Jornal Classivale
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Discípulos e Missionários para uma Igreja “Em Saída

Margarida Drumond*

O quarto mês do ano começou exatamente em um dia de muitas bênçãos, ele se abriu em uma Primeira Sexta-feira, data consagrada ao Coração de Jesus, e a mesma precede outra também muito lembrada, a do Primeiro Sábado, dedicado à Maria, Mãe de Deus e nossa. É abril, mês em que também teremos uma Semana para nos lembrarmos da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus, a Semana Santa, tudo fazendo-nos ver quão oportunos são esses três eventos. Consideremos o mundo atual com as imensas tristezas pelas muitas perdas nos dois anos de pandemia com o novo coronavírus – 660 mil pessoas morreram, no Brasil, devido à infecção causada pelo SARS-Cov-2; a guerra da Rússia e Ucrânia, já completando 39 dias - uma destruição imensa de vidas e cidades; e há o desemprego assustador, que devasta famílias e deixa famintos outros tantos; sobrevivem de forma pouco dignas, distantes do que merece toda criatura, pois Deus nos fez por amor e para sermos felizes. 

Neste ínterim, é oportuno lembrar que temos no leme um Pontífice jesuíta e que vem conduzindo a barca com humildade, modéstia e sabedoria, mostrando que é pela fraternidade que alcançaremos a vida. Não poucas vezes o Papa Francisco nos lembra que a Igreja deve ser uma Igreja “em saída”, conforme sua exortação apostólica Evangelii Gaudium – Alegria do Evangelho (EG), obra de 200 páginas cuja primeira edição foi em novembro do ano mesmo em que ele tomou posse: 2013, em abril. Por sua palavra, Francisco nos convida a sair de nosso comodismo e chegar àquele que está à margem, na periferia, sem apoio e possibilidades de crescimento. Daí a importância de sermos uma Igreja missionária, de sermos pessoas abertas à acolhida e prontas a ajudar aos que mais necessitam de apoio ou àqueles que não conhecem a Boa-Nova. Assim fez o Mestre, em seu ministério ao longo de três anos, a denominada “Vida pública de Jesus”. Começou em seu batismo no Jordão, região da Judéia, indo até Jerusalém. Em seu longo caminhar, pela Galileia, convocou os discípulos que o acompanharam e com ele aprenderam, já naquele tempo, o que significa ser uma Igreja “em saída”. Para tanto, é preciso viver sem ostentação, sem discriminação, acolhendo a todos, indo ao encontro dos que passam pela experiência de exclusão e abandono. “Somos chamados a esta nova saída missionária”, como escreveu o Santo Padre em sua Exortação (EG20).

Então, para conseguirmos nos firmar no propósito de uma vida missionária, as devoções de adoração a Jesus e de recebê-lo na Comunhão, por ocasião da Primeira Sexta-feira; a do Primeiro Sábado, em veneração à Nossa Senhora; e  as celebrações da Semana Santa devem se constituir para nós em oportunidades de crescimento. Dessa forma, será mais fácil conseguirmos ser discípulos e missionários, como foi Maria, a primeira que assim agiu. Corajosa, ela ouviu o anúncio que lhe fez o anjo Gabriel (Lc 1, 26 – 38): “31. Eis que conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus. 32. Ele será grande e chamar-se-á Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi; e reinará eternamente na casa de Jacó; 33. e o seu reino não terá fim.” E, decidida, Maria disse Sim.

Mediante isso, como não seguirmos o exemplo de Nossa Senhora, primeiro tabernáculo; de também guardarmos a Primeira Sexta-feira e, preparados, recebermos a comunhão; como não nos valermos de, em cada primeiro sábado, cultivarmos a devoção à Maria, corajosa e decidida Mulher que se pôs a serviço, fiel à Palavra de Deus?  E a oportunidade que nos chega com a Semana Santa? Nela, frequentando o templo, ouvindo o sacerdote, as leituras, recordando, em comunidade, os passos da paixão de Jesus até à Ressurreição, estaremos mais em condições de contribuir com a proposta de sermos uma Igreja missionária, para o que todos fomos chamados desde o batismo.

Tenhamos em conta, afinal, que a evangelização se dá diretamente com a proclamação e testemunho de nossa fé na Palavra, levando-a também aos que não a conhecem e ainda não a experienciaram. E o evangelista Lucas, em 10, 17, assegura como é certo o caminho do seguimento a Jesus, quando fala dos 72 discípulos ao voltarem a suas casas cheios de alegria.

 

*[email protected], www.margaridadrumond.com



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